Política
Paula Calil defende diálogo e unidade sobre eleição da Mesa Diretora na Câmara de Cuiabá
Política
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), se manifestou, na manhã desta sexta-feira (10), sobre as recentes declarações envolvendo a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027–2028 e destacou que o processo ainda está em fase inicial de construção.
Segundo Paula, as menções ao seu nome são recebidas com tranquilidade e refletem o trabalho coletivo desenvolvido no Legislativo municipal. “Recebo com respeito todas as manifestações. Entendo que isso é fruto de um trabalho construído junto com todos os vereadores, sempre pensando em Cuiabá e na população”, afirmou.
A presidente ressaltou que o pleito, previsto para ocorrer em agosto deste ano, deve transcorrer de forma natural, por meio do diálogo entre os parlamentares, movimento próprio deste período. “Esse é um processo que ainda está no início e será construído com diálogo, como sempre acontece dentro do Parlamento. Estou aqui para garantir a transparência, a ética e a harmonia, sempre ouvindo a todos”, pontuou.
À frente da primeira Mesa Diretora totalmente feminina desde janeiro de 2025, Paula destacou que sua gestão tem sido pautada pelo equilíbrio, pela responsabilidade e pela valorização do trabalho coletivo. “Nosso compromisso tem sido manter uma relação respeitosa com todos os vereadores, ouvindo, dialogando e construindo juntos”, disse.
Em relação aos nomes já colocados à disposição, dos vereadores Ilde Taques (Podemos) e Dilemário Alencar (União), a presidente destacou a admiração, respeito e relação sólida construída entre ela por ambos. “Tenho uma relação de respeito, amizade e diálogo com os dois. São vereadores atuantes, comprometidos com a população, e tenho grande admiração pelo trabalho que realizam, cada um com suas bandeiras, presentes em diversas frentes de interesse do nosso povo”, afirmou.
Por fim, Paula reforçou que seu foco permanece na atuação parlamentar e na entrega de resultados para a população cuiabana. “Estou concentrada, neste momento, em continuar trabalhando por Cuiabá, com responsabilidade, proximidade com as pessoas e fortalecendo uma Câmara cada vez mais unida e comprometida com a população, próxima dos bairros e da comunidade, concluiu.
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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais
O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.
Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).
Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.
O projeto de lei prevê ainda:
- a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
- a adoção de padrões de interoperabilidade; e
- a observância da legislação de proteção de dados pessoais.
A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.
Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.
A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.
O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.
“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.
Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.
Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli
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