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Prefeitura de Sinop fortalece atendimentos de média e alta complexidade no NAE

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde — Departamento de Média e Alta Complexidade (MAC), tem executado ações de fortalecimento dos atendimentos de média e alta complexidade oferecidos no Núcleo Avançado de Especialidades (NAE). Mais de 100 pacientes foram atendidos no mutirão realizado no último sábado (18), na unidade, por médicos especialistas em gastroenterologia, podologia, ortopedia e psicologia.

Disponibilizar, na rede municipal de saúde, atendimentos encontrados na esfera estadual e, em muitos casos, apenas na rede particular é uma decisão que visa melhorar a qualidade dos serviços prestados no município, bem como a qualidade de vida dos pacientes que necessitam de atendimento especializado. O secretário de Saúde, Érico Stevan, explica que o esforço vai além de oferecer os atendimentos.

“Temos o compromisso de modernizar e oferecer um atendimento humanizado aos pacientes, porque esse é o pedido do prefeito Roberto Dorner e do vice, Paulinho. Sinop já tinha em pleno funcionamento o Centro de Especialidades Médicas, que ganhou sede própria recentemente, mas o prefeito entendeu que era preciso fazer mais. Então, criamos o NAE e articulamos, junto ao consórcio, para trazer novas especialidades que ainda não eram contempladas em Sinop”, explicou.

Stevan ressalta ainda que o NAE e o CEM realizam atendimentos aos fins de semana, no modelo de mutirão. “Já realizamos atendimento até no domingo, justamente para facilitar a vida do paciente. Muitas vezes, um exame ou uma consulta ao longo da semana pode atrapalhar a rotina deles devido ao trabalho, e, no fim de semana, facilita o acesso. Esse é o principal motivo de oferecermos esses mutirões aos sábados e, em alguns casos, no domingo”, disse.

A enfermeira responsável pelo NAE, Ingridys Regina, ressalta que os mutirões são sempre um sucesso. Dezenas de pacientes comparecem, conseguem receber atendimento e, consequentemente, agilizam o início do tratamento.

“Nós estamos com mais de 100 pacientes agendados para hoje. Só do consórcio temos 75 e, fora do consórcio, vai ultrapassar, com certeza, os 100 pacientes. Todos vão passar aqui hoje por algum dos especialistas. Os atendimentos aos sábados facilitam para o paciente e contribuem para a baixa evasão. Como os médicos prestam atendimento por contratação via consórcio, é mais fácil conseguirem agenda disponível, o que acelera a fila de espera”, explicou.

Jandira Lopes foi uma das pacientes atendidas neste mutirão. Ela, que sofre com uma condição relacionada à ortopedia, aguardava pela solução do problema desde 2009 e ficou satisfeita com o atendimento recebido. “Hoje eu passei pelo médico ortopedista. Ele examinou minha mão e disse que eu já deveria ter feito a cirurgia. Agora, ele afirmou que vai agilizar para que eu consiga fazer o procedimento o quanto antes, para resolver o meu problema. Desde 2009 que eu estou esperando. Saí feliz do consultório. Ele me deu esperança”, relatou.

Neste mutirão, a maior demanda foi por ortopedia, e dois profissionais foram disponibilizados. Rosimary Soeiro também recebeu atendimento na especialidade e demonstrou satisfação com o serviço. “Tenho cisto de Baker e fui encaminhada para o doutor Kayki. Passei pela consulta e agora vamos nos preparar para fazer a retirada do cisto. Gostei do atendimento, foi bem tranquilo. Muito bom, estou bem satisfeita”, comentou.

A Secretaria de Saúde salienta que a porta de entrada para todos os atendimentos de saúde, inclusive os de média e alta complexidade, é a Unidade Básica de Saúde (UBS). Primeiro, o paciente passa pela Atenção Primária e, após avaliação médica, é encaminhado para a especialidade necessária.

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Programação do VIII SIMAMCA encerra hoje (13) em Sinop com debates sobre conservação ambiental e ciência cidadã

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e em parceria com instituições de ensino e pesquisa, acompanha, hoje (13), o encerramento da programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA).

Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o evento – considerado o maior da área em Mato Grosso – reuniu, ao longo da semana, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversas instituições para discutir os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O encontro teve início na última quarta-feira (10), no Centro de Eventos Dante de Oliveira. Ao longo dos dias, foram promovidos debates sobre ciência, inovação, formação de recursos humanos, conservação ambiental, biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento regional, políticas públicas e integração entre instituições de pesquisa.

Para o coordenador do VIII SIMAMCA, Domingos Rodrigues, o evento tem papel estratégico. “Hoje o SIMAMCA é o maior evento de ciências ambientais do Estado de Mato Grosso. Cada ano ele tem uma temática diferente e, neste ano, trabalhamos as ‘Conexões Amazônicas’. Juntamos instituições que fazem pesquisa e formação de recursos humanos para fortalecer cada vez mais a região de Sinop com pesquisa de qualidade e expertise”, destacou.

Segundo ele, a posição estratégica de Sinop contribui para atrair pesquisadores e investimentos em ciência e tecnologia. “A região de Sinop, por essa pujança que tem, precisa cada vez mais unir a produção com a ciência e também com a tecnologia. O agronegócio é muito tecnológico e também depende das questões ambientais para manter sua produtividade”, acrescentou.

Cooperação científica

Entre os participantes da programação esteve o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, que destacou a relevância do simpósio para a integração científica na região amazônica. “O SIMAMCA é um seminário que abrange toda a região da Amazônia Meridional para o tema de ciências ambientais. Há uma forte relação entre essa temática, a região e a missão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia”, afirmou.

Além da participação no evento, o dirigente também cumpriu agenda voltada ao fortalecimento da cooperação técnica e científica entre o INPA e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O pesquisador do INPA, William Magnusson, ressaltou a importância da integração entre programas de pós-graduação e grupos de pesquisa. “Hoje em dia você não faz ciência individual. As mudanças no conhecimento vêm do trabalho em conjunto com muitas pessoas e pesquisadores de áreas diferentes. É só quando as pessoas comuns têm essas informações em mãos que a ciência, ou a atuação da ciência, vai avançar”, pontuou.

Último dia da programação

A programação deste sábado (13) inicia com uma palestra sobre ciência cidadã na Amazônia, conduzida pela professora Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto SAPOPEMA. A apresentação abordará aprendizados, desafios e oportunidades para a participação da sociedade na produção do conhecimento científico.

Na sequência, o professor Dr. Fabio de Oliveira Roque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), discutirá a inclusão interseccional como princípio para programas de pesquisa em biodiversidade.

Outro destaque da manhã será a mesa-redonda voltada às ações de conservação na Amazônia, reunindo representantes de organizações, universidades e órgãos ambientais. O debate abordará experiências relacionadas à Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável promovidas pelo Imazon, os desafios das unidades de conservação da Amazônia Legal e as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para fortalecer áreas protegidas na Amazônia mato-grossense.

Especialistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentarão discussões sobre financiamento da pesquisa científica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas voltadas à ciência e à inovação.

Durante a tarde, a programação seguirá com uma mesa-redonda dedicada à relação entre conservação ambiental e turismo sustentável. Pesquisadores e especialistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae-MT) e do Escritório Nacional das Florestas (ONF) discutirão temas como observação de aves, utilização de borboletas e herpetofauna no ecoturismo, conservação de mamíferos amazônicos, biodiversidade e estratégias para fortalecer o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento regional.

A última mesa-redonda do simpósio será dedicada aos povos originários, abordando a proteção dos territórios indígenas, os saberes tradicionais e a justiça socioambiental. O debate contará com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), além de lideranças dos povos Kuikuro e Rikbaktsa.

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