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“Não é bom interferir”, diz Max Russi ao responder Abilio sobre eleição da Câmara

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), rebateu nesta quarta-feira (22) as declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre a disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal.

Na semana passada, Abilio questionou o vereador Ilde Taques, candidato à presidência da Câmara e aliado político de Max, ao defender a reeleição da atual presidente Paula Calil. Durante a fala, o prefeito chegou a indagar se Ilde seria contrário a uma eventual reeleição de Max Russi no comando da Assembleia.

Ao comentar o assunto, Max minimizou qualquer desconforto com o prefeito, destacou a boa relação institucional com Abilio e defendeu que a eleição da Câmara seja resolvida exclusivamente pelos vereadores, sem interferências externas.

“Tenho encontrado o Abilio para pautas de Cuiabá. Sempre fui procurado por ele, como por qualquer prefeito de Mato Grosso. Sou municipalista e a Assembleia será parceira”, afirmou.

No entanto, fez ressalvas sobre a participação de agentes externos na disputa interna do Legislativo municipal. “A presidência da Câmara tem que ser decidida pelos vereadores. A participação de deputado ou do prefeito nessa discussão interna não é boa”, pontuou.

Sobre as menções de Abilio a uma possível candidatura sua à reeleição da presidência da Assembleia, Max afastou qualquer articulação neste momento e disse estar focado na renovação do mandato como deputado estadual.

“Nunca falei que seria candidato. Sou candidato à eleição de outubro. Depois disso vou conversar com os companheiros sobre qualquer projeto. Hoje não penso em presidência, secretaria, nada. Quero terminar bem meu mandato e continuar contribuindo com Mato Grosso”, declarou.

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Flávio Bolsonaro confirma agenda em Cuiabá para a Marcha para Jesus

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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), confirmou que estará em Cuiabá no próximo dia 20 de junho para participar da 29ª edição da Marcha para Jesus. A presença do parlamentar fortalece a aproximação do campo conservador com o eleitorado cristão de Mato Grosso em um momento de intensa movimentação política visando as eleições deste ano.

O anúncio foi feito por meio de um vídeo gravado durante a Marcha para Jesus realizada em São Paulo. Ao lado do pastor Senna, organizador do evento em Mato Grosso, e do apóstolo Estevam Hernandes, fundador do movimento no Brasil, o senador convidou os mato-grossenses para a mobilização religiosa.

“Fala, pessoal de Cuiabá. Quero fazer um convite especial para vocês. No dia 20 de junho vai ter a Marcha para Jesus em Cuiabá. Eu vou estar lá, muito bem acompanhado, e espero a presença de todos vocês”, declarou Flávio Bolsonaro.

A edição deste ano será histórica para os organizadores. Pela primeira vez em 29 anos, o apóstolo Estevam Hernandes participará presencialmente da marcha realizada na capital mato-grossense.

Durante o vídeo, o presidente do Conselho de Ministros Evangélicos Cristãos de Mato Grosso (Comec), pastor Senna, destacou a relevância das presenças confirmadas para o evento.

“Depois de 29 edições, teremos a honra de receber em Cuiabá o apóstolo Estevam Hernandes, um homem que faz parte da história desse movimento no mundo. E também teremos a presença do senador Flávio Bolsonaro, somando-se a milhares de cristãos que estarão reunidos para declarar sua fé e buscar a bênção de Deus para nossas famílias e para a nossa nação”, afirmou.

A visita de Flávio ocorre em meio à intensificação de sua agenda nacional. Apontado como um dos nomes do PL para a disputa presidencial, o senador tem ampliado sua presença em eventos pelo país com o objetivo de fortalecer a base conservadora e estreitar laços com lideranças religiosas.

Considerado um dos principais redutos do agronegócio e do bolsonarismo no Brasil, Mato Grosso ocupa posição estratégica nos planos do Partido Liberal. A participação de Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus é vista por aliados como mais um movimento para consolidar apoio político em um estado que historicamente registra ampla adesão ao campo conservador.

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