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PF e Polícia Civil desarticulam rede de tráfico internacional de drogas em cidade de MT

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A Polícia Federal e a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso deflagraram, nesta quarta-feira (29), em Juara/MT, a operação Stopover, com o objetivo de desarticular estrutura criminosa utilizada para viabilizar o tráfico internacional de drogas e a fuga de integrante de organização criminosa estrangeira para o território brasileiro.

Os policiais cumprem um mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça Federal de Juína/MT, e um mandado de busca e apreensão de adolescente, expedido pela 2ª Vara Cível da Comarca de Juara/MT. 

As investigações revelaram a existência de uma pista de pouso clandestina em Juara, utilizada como ponto de apoio a aeronaves provenientes do exterior. Os aviões ingressavam irregularmente no Brasil, realizavam abastecimento em solo e seguiam viagem, em dinâmica típica de “escala clandestina” (stopover) para atividades criminosas transnacionais.

No final do ano passado, durante as diligências no local, foi realizada a abordagem de uma aeronave estrangeira, logo após o pouso, ocasião em que foram identificados diversos envolvidos na operação logística. Também foi localizado, a bordo, cidadão estrangeiro procurado pela Justiça da Bolívia pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa.

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PC indicia gerente por série de crimes de assédio sexual contra funcionárias de empresa em Cuiabá

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A Polícia Civil concluiu, nesta quinta-feira (18), o inquérito que investigou uma série de crimes sexuais dentro de uma empresa em Cuiabá e indiciou um homem, de 32 anos, pelos crimes de assédio e importunação sexual.

Segundo a investigação realizada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá, o suspeito, que exercia a função de gerente operacional, utilizava sua posição de autoridade para submeter funcionárias a situações humilhantes e de conotação sexual indesejada em uma empresa no bairro Parque Cuiabá.

O padrão de comportamento abusivo incluía elogios invasivos sobre os corpos das vítimas, contatos físicos indesejados, como abraços prolongados, e propostas sexuais explícitas feitas durante o expediente.

Três mulheres, duas de 27 anos e uma de 41, detalharam episódios de profundo constrangimento, incluindo questionamentos vulgares sobre práticas íntimas e propostas sexuais inadequadas ocorridas em áreas comuns da empresa.

A gravidade das condutas levou as vítimas a pedirem demissão, por não suportarem o ambiente laboral degradante e o severo abalo emocional sofrido.

As investigações revelaram que o suspeito já possuía múltiplos registros de ocorrência por fatos de natureza semelhante, o que reforça o caráter habitual de suas investidas criminosas contra colaboradoras.

A delegada titular da DEDM, Liliane Soares Diogo, ressaltou a gravidade da exploração da vulnerabilidade das trabalhadoras.

“O uso da posição de comando para violar a dignidade e a liberdade sexual de subordinadas é uma forma intolerável de violência de gênero, que compromete não apenas a carreira, mas a saúde mental das vítimas e a integridade de todo o ambiente laboral”, afirmou.

Com o encerramento do inquérito, o relatório final foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para a análise e providências de persecução penal.

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