Polícia

Veja quem são o líder de facção, primo e advogado alvos de operação da PC em Cuiabá

Publicado em

Polícia

Conteúdo/ODOC – A Operação Roleta Russa, deflagrada nesta terça-feira (5) pela Polícia Civil, teve como alvos o presidiário Gilson Rodrigues dos Santos, apontado como líder de uma facção criminosa em Cuiabá; o primo dele, Robson Monteiro da Silva; e a advogada Fabiana Felix de Arruda Souza.

A operação apura um esquema de tráfico de drogas, extorsão e domínio de bairros na Capital.

Segundo as investigações, Gilson seguia comandando as ações criminosas mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Ele havia atingido, no último dia 1º de maio, os requisitos para progressão ao regime semiaberto. No entanto, com a operação, a Justiça expediu um novo mandado de prisão preventiva para impedir a mudança de regime.

Fora da unidade prisional, o primo Robson atuava como braço direito, sendo responsável por executar as ordens repassadas por Gilson. Ele também foi preso na operação.

Já a advogada Fabiana Felix de Arruda Souza foi alvo de mandado de bloqueio de contas por suspeita de envolvimento no esquema.

Conforme a apuração, ela seria responsável por fornecer contas bancárias para movimentação de valores ilícitos.

Ao todo, a ação cumpriu dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão domiciliar, além do sequestro de um veículo e do bloqueio de valores no limite de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.

As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.

Atuação no crime

As investigações apontaram que o suspeito, mesmo preso, utilizava sua posição hierárquica na facção para controlar atividades criminosas e tentar exercer domínio em bairros da cidade de Cuiabá, como o Planalto e o Altos da Serra.

De dentro da unidade prisional, ele emanava ordens buscando a liderança do tráfico de drogas, das extorsões e de outras atividades criminosas em áreas designadas, em benefício próprio e da facção. Também atuava na negociação do tráfico de drogas com emissários da Bolívia e no controle dos lucros obtidos com as vendas em Cuiabá. O primo executava esses comandos de fora da cadeia.

Lavagem de dinheiro

As investigações apontam que os alvos movimentaram mais de R$ 20 milhões em três anos, em favor da facção criminosa e dos familiares do conselheiro, sendo ele também o responsável por liderar a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio adquirido com os crimes praticados, com o auxílio da esposa e de um primo.

A esposa, apesar de não possuir profissão ou renda fixa, mantinha uma vida confortável, com casa própria, bens de alto valor e um veículo de luxo, que será objeto de sequestro.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Vereador é preso pela segunda vez em nova fase de operação que apura assassinato de jovem em boate

Publicados

em

Conteúdo/ODOC – Um dos alvos das prisões preventivas cumpridas nesta segunda-feira (10) pela Polícia Civil, durante a Operação Véu de Ísis, terceira fase da investigação que apura o homicídio de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, é o vereador de Poxoréu Túlio César (Republicanos). Ele já havia sido detido temporariamente em julho na fase anterior da apuração, chamada de Operação Elo Oculto, que também investigou a participação de suspeitos no homicídio.

Lavínia Gabrielly foi assassinada em maio deste ano, com dois tiros na cabeça, em uma casa noturna em Poxoréu. O suspeito chegou ao local, atirou na vítima e fugiu em seguida.

As investigações apontam que o homicídio pode estar relacionado à atuação de uma facção criminosa e à vítima supostamente manter contato com forças de segurança e repassar informações relacionadas ao tráfico de drogas na região.

Tulio César era suplente e assumiu o cargo de vereador no começo de junho deste ano no lugar de Leônidas Barcelos (Republicanos), que se licenciou por 60 dias. Pouco mais de um mês depois, ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Civil, a nova fase foi desencadeada após a análise de celulares, documentos e outros materiais recolhidos nas etapas anteriores. As informações ajudaram os investigadores a avançar na identificação de possíveis envolvidos e na compreensão da motivação do homicídio.

Nesta terceira etapa foram cumpridas cinco ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. As ordens foram cumpridas simultaneamente em Poxoréu (duas), Rondonópolis (duas) e Cuiabá (uma).

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA