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Servidor da Politec é alvo da PC por suspeita de emitir documentos falsos para facção criminosa

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a segunda fase da Operação Hidra para cumprir ordens judiciais contra um servidor público da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), envolvido em um esquema de falsificação de identidades.

A Politec colaborou com as investigações, e a Corregedoria do órgão acompanhou a Polícia Civil no cumprimento das ordens judiciais nesta quarta-feira.

Na operação, são cumpridos mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Criminal de Várzea Grande, com base em investigações da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.

O servidor atua como papiloscopista na Politec, profissional responsável pela emissão de documentos, além da identificação de vítimas e suspeitos em crimes e acidentes. As ordens judiciais foram cumpridas na residência do servidor, em Várzea Grande, e também em seu local de trabalho, no interior do Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá.

Além das buscas, a decisão judicial impôs medidas cautelares diversas da prisão ao servidor público e demais investigados, incluindo a proibição de manter contato entre si e de ausentar-se da comarca sem prévia autorização judicial.

Durante o cumprimento da ordem judicial na residência do investigado, foram apreendidas canetas emagracedoras contrabadeadas e anabolizantes.

Investigações

A investigação iniciou em julho de 2025, após a prisão de um homem de 44 anos, conhecido como “Perfume” ou “Kaiak”, apontado como membro de uma facção criminosa paulista, que se encontrava foragido há pelo menos 12 anos em Mato Grosso.

Na ocasião, foi descoberto que ele, sua companheira, de 32 anos, e seus dois filhos, de 12 e 15 anos, utilizavam documentação falsa. Além disso, foi apreendida, com o suspeito, uma pistola com a numeração raspada.

1ª fase da operação

Com o aprofundamento das investigações, em agosto de 2025, foi deflagrada a primeira fase da operação, quando foi identificado um homem de 66 anos como o suposto intermediário do esquema.

Com a análise de dados extraídos na primeira fase, foi possível identificar a proximidade e as tratativas entre o suspeito que agia como intermediário, que possuía múltiplos documentos de identidade falsos com nomes distintos, e o papiloscopista alvo da investigação, que atuava na facilitação da confecção de identidades falsas.

A delegada Eliane da Silva Moraes, titular da Delegacia de Estelionato, ressalta que a operação é fundamental para garantir a integridade dos sistemas de identificação do Estado e combater a infiltração de grupos criminosos em órgãos públicos.

“O trabalho dos diversos setores da Delegacia de Estelionato de Cuiabá e a integração com a Politec foram fundamentais para o êxito da operação, que desarticulou um forte esquema de falsificação de documentos ligados a outros crimes”, disse a delegada.

Hidra de Lerna

O nome da operação faz alusão à Hidra de Lerna, criatura mitológica de várias cabeças, representando a multiplicidade de personalidades utilizadas pelos investigados para despistar a Justiça.

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Mulher morta pelo marido sofria agressões frequentes e nunca denunciou; assassino é ‘caçado’

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Conteúdo/ODOC – Sirley Pereira Gomes, de 42 anos, já era vítima de agressões frequentes do marido, Diogo Tavares, de 42, antes de ser morta a tiros na Fazenda Lagoa Serena, em Vila Bela da Santíssima Trindade (522 km de Cuiabá). As violências, no entanto, nunca haviam sido denunciadas às autoridades.

A informação foi confirmada pelo delegado Uendel Jesus, responsável pela investigação do feminicídio. O histórico de violência foi revelado pelo filho mais velho do casal, de 17 anos, após o crime.

“Já existia um histórico de violência doméstica entre o casal, contudo, a vítima nunca noticiou qualquer dessas violências ocorridas preteritamente às autoridades”, afirmou o delegado.

O filho também relatou aos policiais que Diogo mantinha diversas armas de fogo dentro da residência. Após o crime, três armas foram encontradas: uma garrucha, uma carabina e uma espingarda.

Um revólver calibre .22, que também pertenceria ao suspeito, não foi localizado. Para a Polícia Civil, Diogo pode ter levado a arma durante a fuga.

Diogo fugiu após matar Sirley e continua sendo procurado pela Polícia Civil. Ele deixou a propriedade em um Fiat Palio e pode ter seguido por rotas que passam pelos municípios de Conquista D’Oeste e Nova Lacerda.

A Estrada do Sararé também está entre as possíveis rotas de fuga, com possibilidade de que o suspeito tenha seguido em direção a uma região de garimpo.

As buscas continuam. Informações sobre o paradeiro de Diogo Tavares podem ser repassadas à Polícia Civil pelo 197 ou pelo telefone (65) 98128-3489.

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