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Em noite memorável e com mais de 2 mil advogados presentes, Cuiabá recebe a I Conferência Nacional de Interiorização

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A noite desta quinta-feira (7) entrou para a história. Cuiabá se tornou a capital da advocacia brasileira, a primeira a sediar uma Conferência Nacional de Interiorização.
“Um passo importante para reduzir distâncias e valorizar cada trajetoria, porque cada história importa”, disse a anfitriã do evento, Gisela Cardoso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
A Conferência, que teve as inscrições esgotas, com 2 mil inscritos, reuniu a advocacia de todo o país – verdadeira protagonista do evento – para reconhecer a força e a resistência daqueles que advogam fora dos grandes centros, e pensar em conjunto soluções para desafios enfrentados no dia a dia.
imgEm seu discurso, Gisela deu as boas-vindas a todos, que percorreram distâncias, por terra e pelo céu, acreditando neste projeto.
“Hoje somos mais de 1 milhão e 300 mil de advogados em todo o Brasil.  Mais de 56% de nós trabalha no interior. Isso significa que a alma da nossa profissão não está nos grandes centros urbanos, mas na resiliência do colega que, muitas vezes é o único guardião das garantias constitucionais”, ressaltou lembrando que a advocacia das 29 Subseções, “deste estado continental”, está participando da Conferência.
Para ela, “só existe advocacia forte, una e unida, com o interior respeitado e fortalecido”.
imgCoordenador nacional da Interiorização do CFOAB, Nivaldo Barbosa Jr, afirmou que a palavra chave desta celebração é pertencimento. Segundo ele, “é na Subseção, na advocacia do interior, que tudo começa”
Na abertura do evento, ele e o presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, assinaram o Plano Nacional de Interiorização, que tem como focos prioritários a valorização da advocacia e a defesa das prerrogativas.
O presidente Beto Simonetti recebeu, das mãos do coordenador de interiorização da OAB-MT, Eduardo Chagas, como contribuição da advocacia mato-grossense um documento com sugestões, um levantamento do que foi colhido durante os Encontros Regionais Preparatórios para a Conferência, realizados pela Seccional.
“A interiorização se mede pelas estruturas que ficam, pelos cursos que chegam e pelos espaços que se abrem. Mas se revela, sobretudo, no modo como a Ordem olha para a advocacia que vem de longe”, afirmou Simonetti.
imgA presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, fez questão de citar e agradecer o trabalho e dedicação de diretores e membros de todos os órgãos do Sistema OAB-MT, lembrou que as comissões “são o pulmão da Seccional”, falou da presença e atuação de todos em cada Subseção, fez uma referência aos diretores da Seccional e destacou os presidentes das 29 Subseções. “Vocês que estão na ponta, vocês que recebem diretamente as demandas da advocacia, que permitem que nós possamos continuar trabalhando e entregando para a advocacia aquilo que ela necessita, recebam nosso reconhecimento e agradecimento público”.
Durante a abertura da Conferência, ainda foi feito um ato de desagravo à advogada Áricka Cunha, de Cocalzinho (GO), presa dentro do seu escritório, dia 15 de abril, após publicar críticas, nas redes sociais, sobre o arquivamento de uma ocorrência policial registrada por ela.
imgA noite foi encerrada com a palestra de abertura conduzida por Jakson Follman, ex-goleiro, um dos sobreviventes do acidente aéreo da Chapecoense.
Além dos presidentes e demais diretores da OAB Nacional e da OAB-MT, Giovane Santin (vice-presidente), Josemar Carmerino (secretário-geral), Aline Luciana (secretária-geral adjunta) e Max Ferreira Mendes (diretor-tesoureiro), a solenidade contou com a presença de presidentes das Seccionais, conselheiros federais e estaduais, autoridades e representantes do Judiciário, do Executivo e do Legislativo, tanto local como nacional.
Keka Werneck e Judite Rosa
Assessoria de Imprensa OAB-MT
Fotos: Raul Spinassé – Fernando Rodrigues – Arthur Arcanjo
Celular/WhatsApp: 65-99610.7865
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Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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