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Prefeitura de Sinop promove mutirão do Cadastro Único neste sábado (23) no CRAS Palmeiras

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, realiza neste sábado (23) um mutirão do Cadastro Único no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Palmeiras. A ação ocorrerá das 8h às 13h e reunirá diversos serviços gratuitos voltados às famílias atendidas pelos programas sociais do Governo Federal.

O principal objetivo do mutirão é atender famílias que possuem o Cadastro Único desatualizado há mais de 24 meses para evitar bloqueios, suspensões ou prejuízos no acesso aos benefícios sociais. A iniciativa também integra as ações comemorativas pelos 25 anos do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

Durante a programação, a população terá acesso à atualização cadastral do Cadastro Único, pesagem para beneficiários do Bolsa Família, orientações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atendimento da Águas de Sinop para inclusão na tarifa social de água, testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), vacinação e consultas médicas básicas.

O Cadastro Único é considerado a principal ferramenta de identificação e inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais federais, entre eles Bolsa Família, Pé-de-Meia, Tarifa Social de Energia Elétrica, Minha Casa Minha Vida e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O coordenador do Cadastro Único e do Bolsa Família em Sinop, Ivan Altíssimo, explicou que o município intensificou as ações de busca ativa para localizar famílias que ainda não realizaram a atualização cadastral obrigatória. “O público prioritário do mutirão são as famílias que recebem o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada, o BPC. Hoje ainda existe um grande déficit de famílias com o cadastro desatualizado há mais de 24 meses e, por isso, estamos realizando busca ativa, tanto por meio de visitas domiciliares quanto com ações como este mutirão”, afirmou.

Ivan Altíssimo também destacou que o atendimento em horário diferenciado facilita o acesso da população aos serviços oferecidos pela assistência social. “Nós estamos ofertando um horário diferenciado justamente para atender aquelas famílias que, por algum motivo, não conseguem comparecer ao CRAS durante a semana. O objetivo principal dessas ações é manter as famílias com os dados atualizados no Cadastro Único e garantir que os benefícios não sejam bloqueados ou suspensos”, ressaltou.

O coordenador informou ainda que o mutirão também realizará novos cadastros para famílias que ainda não possuem inscrição no sistema. “Além da atualização cadastral, nós também faremos inclusão cadastral para as famílias que ainda não possuem Cadastro Único. Esse será um momento importante para aquelas pessoas que precisam realizar o cadastro pela primeira vez e garantir acesso aos programas sociais”, explicou.

Segundo a Secretaria de Assistência Social, o mutirão realizado no último sábado (16), no CRAS Boa Esperança, resultou em mais de 350 atendimentos à população. A expectativa é ampliar novamente o alcance dos serviços no CRAS Palmeiras.

O CRAS Palmeiras está localizado na Rua das Dracenas, nº 1.712, no Jardim das Violetas. A programação dos mutirões seguirá no dia 30 de maio, com atendimento no Centro de Convivência Dona Zezé, também das 8h às 13h.

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Programação do VIII SIMAMCA encerra hoje (13) em Sinop com debates sobre conservação ambiental e ciência cidadã

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e em parceria com instituições de ensino e pesquisa, acompanha, hoje (13), o encerramento da programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA).

Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o evento – considerado o maior da área em Mato Grosso – reuniu, ao longo da semana, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversas instituições para discutir os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O encontro teve início na última quarta-feira (10), no Centro de Eventos Dante de Oliveira. Ao longo dos dias, foram promovidos debates sobre ciência, inovação, formação de recursos humanos, conservação ambiental, biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento regional, políticas públicas e integração entre instituições de pesquisa.

Para o coordenador do VIII SIMAMCA, Domingos Rodrigues, o evento tem papel estratégico. “Hoje o SIMAMCA é o maior evento de ciências ambientais do Estado de Mato Grosso. Cada ano ele tem uma temática diferente e, neste ano, trabalhamos as ‘Conexões Amazônicas’. Juntamos instituições que fazem pesquisa e formação de recursos humanos para fortalecer cada vez mais a região de Sinop com pesquisa de qualidade e expertise”, destacou.

Segundo ele, a posição estratégica de Sinop contribui para atrair pesquisadores e investimentos em ciência e tecnologia. “A região de Sinop, por essa pujança que tem, precisa cada vez mais unir a produção com a ciência e também com a tecnologia. O agronegócio é muito tecnológico e também depende das questões ambientais para manter sua produtividade”, acrescentou.

Cooperação científica

Entre os participantes da programação esteve o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, que destacou a relevância do simpósio para a integração científica na região amazônica. “O SIMAMCA é um seminário que abrange toda a região da Amazônia Meridional para o tema de ciências ambientais. Há uma forte relação entre essa temática, a região e a missão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia”, afirmou.

Além da participação no evento, o dirigente também cumpriu agenda voltada ao fortalecimento da cooperação técnica e científica entre o INPA e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O pesquisador do INPA, William Magnusson, ressaltou a importância da integração entre programas de pós-graduação e grupos de pesquisa. “Hoje em dia você não faz ciência individual. As mudanças no conhecimento vêm do trabalho em conjunto com muitas pessoas e pesquisadores de áreas diferentes. É só quando as pessoas comuns têm essas informações em mãos que a ciência, ou a atuação da ciência, vai avançar”, pontuou.

Último dia da programação

A programação deste sábado (13) inicia com uma palestra sobre ciência cidadã na Amazônia, conduzida pela professora Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto SAPOPEMA. A apresentação abordará aprendizados, desafios e oportunidades para a participação da sociedade na produção do conhecimento científico.

Na sequência, o professor Dr. Fabio de Oliveira Roque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), discutirá a inclusão interseccional como princípio para programas de pesquisa em biodiversidade.

Outro destaque da manhã será a mesa-redonda voltada às ações de conservação na Amazônia, reunindo representantes de organizações, universidades e órgãos ambientais. O debate abordará experiências relacionadas à Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável promovidas pelo Imazon, os desafios das unidades de conservação da Amazônia Legal e as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para fortalecer áreas protegidas na Amazônia mato-grossense.

Especialistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentarão discussões sobre financiamento da pesquisa científica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas voltadas à ciência e à inovação.

Durante a tarde, a programação seguirá com uma mesa-redonda dedicada à relação entre conservação ambiental e turismo sustentável. Pesquisadores e especialistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae-MT) e do Escritório Nacional das Florestas (ONF) discutirão temas como observação de aves, utilização de borboletas e herpetofauna no ecoturismo, conservação de mamíferos amazônicos, biodiversidade e estratégias para fortalecer o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento regional.

A última mesa-redonda do simpósio será dedicada aos povos originários, abordando a proteção dos territórios indígenas, os saberes tradicionais e a justiça socioambiental. O debate contará com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), além de lideranças dos povos Kuikuro e Rikbaktsa.

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