Cuiabá

Prefeito diz que vereadores “estão com projeto anti-Abilio” e se afasta da eleição da Mesa

Publicado em

Cuiabá

Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), confirmou mais uma vez em entrevista à imprensa que decidiu afastar-se das articulações internas da disputa pela Mesa Diretora da Câmara de Vereadores.

Apesar do recuo estratégico na negociação direta, Brunini manteve seu apoio político à reeleição da atual presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), e estendeu sua torcida também ao vereador Dilemário Alencar (União).

O prefeito criticou as movimentações do vereador Ilde Taques (Podemos). Segundo o prefeito, o grupo liderado por Taques está estruturando um projeto puramente focado em fazer oposição à gestão municipal (projeto “anti-Abilio”).

“Eu decidi não participar da discussão da Mesa Diretora. Eu tive uma reunião esses dias com eles e falei: olha, eu não vou me envolver mais. A minha torcida continua sendo pela Paula, a minha torcida continua sendo por ela, Paula, e pelo Dilemário, mas não vou me envolver”, destacou o prefeito.

A disputa pelo comando do biênio 2027-2028 gerou atritos na base aliada do prefeito. De um lado, aliados tentam viabilizar juridicamente a reeleição de Paula Calil — o que exige alterar o Regimento Interno da Casa. Do outro, o vereador Ilde Taques se consolidou como forte candidato e acusa a ala governista de tentar “mudar as regras do jogo” na reta final para se manter no poder.

“Pelo que eu pude perceber, eles estão fazendo um projeto anti-Abilio. Se eles querem fazer um projeto anti-Abilio, por que eu vou participar dessa discussão?”, questionou o prefeito.

“Se eles optarem por serem independentes, oposição, e fazer um projeto anti-Abilio, construam o projeto anti-Abilio lá. Eu vou construir aqui a gestão da prefeitura e vamos tocar em frente”, completou o prefeito cuiabano.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cuiabá

Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável

Publicados

em

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA