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Botelho aponta possibilidade de recuo de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT

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O deputado estadual Eduardo Botelho afirmou que o senador Wellington Fagundes pode acabar não concorrendo ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. A avaliação foi feita com base em informações que circulam nos bastidores políticos, embora não haja qualquer confirmação oficial por parte do parlamentar ou de seu partido.

Segundo Botelho, comentários de lideranças e interlocutores apontam para a possibilidade de uma reavaliação da candidatura de Wellington, cenário que poderia ser influenciado por decisões estratégicas da direção nacional do PL.

O deputado ressaltou, porém, que não tratou diretamente do assunto com o senador nem recebeu informações formais sobre uma eventual desistência. A declaração ocorreu durante análises sobre o cenário eleitoral de Mato Grosso e as articulações que começam a ganhar força visando a sucessão estadual.

Apesar das especulações, Wellington Fagundes tem mantido o discurso de que pretende disputar o comando do Estado. Em manifestações públicas recentes, o senador reiterou sua condição de pré-candidato e destacou que seu projeto político segue em construção dentro do partido.

A movimentação ocorre em um momento de intensificação das conversas entre lideranças estaduais, com possíveis alianças e composições partidárias sendo discutidas para a eleição de 2026. O cenário ainda é considerado aberto e sujeito a mudanças conforme avançam as definições nacionais e regionais.

Até o momento, não há anúncio oficial de retirada da pré-candidatura de Wellington Fagundes, e sua participação na disputa continua sendo tratada como uma possibilidade concreta dentro do quadro eleitoral mato-grossense.

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Ministério Público pede condenação de Emanuel Pinheiro, Riva e Bosaipo por desvio de R$ 486 mil

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu a condenação do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD), dos ex-deputados José Geraldo Riva e Humberto Bosaipo e de outras cinco pessoas por improbidade administrativa em razão de um esquema de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em 2002.

Em memoriais finais apresentados à Justiça e assinados pelo promotor Clóvis de Almeida Júnior, o MP pediu ainda que os acusados sejam condenados a devolver o valor de R$ 486.955,00, corrigido pela taxa Selic, para ressarcir o prejuízo causado aos cofres da AL.

 

Além de Emanuel, Riva e Bosaipo, o Ministério Público pediu a condenação dos ex-deputados estaduais José Carlos Freitas Martins e Benedito Pinto da Silva; dos contadores Joel Quirino Pereira e José Quirino Pereira; e do espólio do ex-deputado Ernandy Maurício Baracat de Arruda, conhecido como Nico Baracat, já falecido.

 

Conforme o documento, os oito foram denunciados por participação em um esquema de desvio de dinheiro na Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2002. De acordo com a denúncia, cheques da Assembleia, que somavam R$ 486.955,00, foram emitidos em nome da empresa Marinez Mendes Pacheco ME e de outras empresas que supostamente prestariam serviços ou forneceriam produtos.

Contudo, conforme o MP, essas empresas eram utilizadas apenas para dar aparência de legalidade às operações, sendo que os serviços nunca foram prestados e não houve licitação nem contratação efetiva.

Humberto Bosaipo e José Geraldo Riva, então Presidente e 1º Secretário da Mesa Diretora do Parlamento Estadual, foram apontados como líderes do esquema, com a participação de servidores públicos, contadores e terceiros. O dinheiro público era desviado por meio de operações simuladas junto à empresa Confiança Factoring.

Os cheques emitidos pela Assembleia eram utilizados para obter recursos financeiros e, posteriormente, os valores eram repassados a pessoas ligadas ao grupo, incluindo deputados estaduais da época.

A acusação destaca que a proprietária da empresa Marinez Mendes Pacheco declarou que nunca realizou as operações apontadas, nunca recebeu aqueles cheques e sequer conhecia várias das empresas envolvidas. O MP também afirma que não foram encontrados documentos que comprovassem licitações, contratos, entrega de produtos ou prestação de serviços que justificassem os pagamentos.

Além disso, o Ministério Público sustenta que depoimentos de testemunhas, ex-funcionários da factoring, documentos bancários, cheques e a colaboração premiada de José Geraldo Riva confirmam a existência do esquema.

Ainda segundo o MP, parte dos recursos desviados teria beneficiado diretamente algumas pessoas, entre elas Emanuel Pinheiro, Benedito Pinto da Silva, Ernandy Maurício Baracat de Arruda e José Carlos Freitas Martins, que teriam recebido valores por meio de cheques emitidos pela factoring.

Consta na denúncia que Emanuel Pinheiro recebeu R$ 45 mil com o esquema; Benedito Pinto, R$ 25 mil; Nico Baracat, R$ 50 mil; e José Carlos Freitas Martins, R$ 15 mil.

Caso sejam condenados, os envolvidos terão que devolver, de forma solidária, o valor integral e atualizado do prejuízo.

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