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Prefeitura de Várzea Grande é homenageada por atuação no projeto Viva Seu Bairro

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A Prefeitura de Várzea Grande foi homenageada durante a solenidade de abertura da nova edição do projeto Viva Seu Bairro, realizada nesta quinta-feira (11), em reconhecimento à parceria e aos serviços oferecidos à população durante a edição anterior da iniciativa. A homenagem foi recebida pela secretária municipal de Comunicação, Paola Carlini, representando a gestão da prefeita Flávia Moretti.

Na edição passada, a administração municipal levou diversos atendimentos e serviços essenciais aos moradores, aproximando a gestão pública da comunidade e facilitando o acesso da população a demandas importantes do dia a dia.

Entre os serviços disponibilizados esteve o atendimento do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), que ofereceu emissão de segunda via de faturas, solicitações de novas ligações e reativações, registro de reclamações e pedidos de vistoria, além da negociação e parcelamento de débitos por meio da campanha Regularize Já.

A população também teve acesso aos serviços do Mutirão Fiscal, que ofereceu até 99% de desconto sobre multas e juros para pagamentos à vista, além de atendimentos relacionados ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), emissão de alvarás e regularização de débitos municipais.

Ao receber a homenagem, a secretária de Comunicação destacou a importância da parceria para ampliar o alcance das políticas públicas e garantir mais cidadania à população várzea-grandense.

“O Viva Seu Bairro é uma iniciativa que leva serviços diretamente para quem mais precisa, e a Prefeitura de Várzea Grande acredita nesse modelo de atendimento próximo da população. Na edição passada, mobilizamos diversas secretarias para oferecer soluções, orientação e atendimento de qualidade aos moradores. Esse reconhecimento reforça nosso compromisso de continuar trabalhando em parceria para promover cidadania, inclusão e acesso aos serviços públicos”, afirmou Paola Carlini.

A nova edição do Viva Seu Bairro reunirá novamente diversos parceiros com o objetivo de facilitar o acesso da população a serviços gratuitos nas áreas de saúde, assistência social, cidadania, educação e regularização de demandas junto aos órgãos públicos.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.

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