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Acordo para regularizar área ocupada avança e evita despejo de 1,8 mil famílias em Cuiabá

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), comemorou os avanços na busca por uma solução para a situação dos moradores dos bairros Silvanópolis, Paraisópolis e de trechos do Jardim Vitória, em Cuiabá.

Em reunião realizada nesta terça-feira (16) no Palácio Paiaguás com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) o prefeito Abilio Brunini (PL) e demais representantes, ficou definido que estado e município deverão formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O acordo será mediado pelo Ministério Público Estadual, para garantir moradia digna às famílias e, ao mesmo tempo, assegurar a proteção ambiental da região conhecida como Águas Nascentes.

O encontro foi articulado pelo deputado após a realização de uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa em maio deste ano para discutir o tema.

“Eu tô muito feliz!. O problema chegou até a Assembleia Legislativa por meio da vereadora Katiuscia e o vereador Joelson, nós convocamos uma audiência pública, fizemos uma grande audiência pública. A população se fez presente, estava descrente de uma solução para esse problema. Dessa audiência pública nós conseguimos o encaminhamento com o governador para traçarmos uma solução”, declarou na manhã desta terça-feira.

A reunião também contou com a participação do deputado Júlio Campos (União), dos vereadores Sargento Joelson e Katiuscia Manteli, ambos do Podemos, além de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da concessionária Águas Cuiabá.

Os moradores da região enfrentam uma longa disputa envolvendo a desapropriação da área, onde vivem aproximadamente 1,8 mil famílias. O local pertence ao Estado e é destinado à proteção ambiental.

A situação ganhou novo capítulo, após uma liminar judicial, expedida em abril deste ano, notificar a prefeitura de Cuiabá e o governo do estado para que realizem estudos de desocupação e recuperação ambiental da área. A decisão é fruto de uma Ação Civil Pública Ambiental que tramita há mais de 10 anos na Justiça.

No entanto, o cumprimento da medida foi interrompido para que os entes envolvidos buscassem uma solução consensual para o caso.

Encaminhamento das soluções

Como alternativa, o TAC deverá prever a doação das áreas estaduais ao município. O governo do estado se comprometeu a garantir a infraestrutura necessária, com pavimentação, abastecimento de água e rede de esgoto.

Enquanto ao município caberá conduzir o processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), com apoio técnico da Águas Cuiabá e da UFMT. O parlamento estadual também poderá contribuir financeiramente com a realização de estudos técnicos, caso seja necessário.

Apesar do acordo, parte dos moradores precisará ser remanejada por ocupar áreas consideradas de risco. Segundo estimativas, esse grupo corresponde a cerca de 30% da população local que deverá receber incentivos do governo para serem realocados em outra região.

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Mauro vê sinal de Janaina, mas nega tratativas com o MDB

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Apesar de reconhecer que a deputada Janaína Riva (MDB) tem revisto sua postura de oposição ao Governo Estadual, o ex-governador Mauro Mendes (União) negou que existam conversas em andamento sobre uma possível aliança para as eleições de 2026. Mauro e Janaína são pré-candidatos ao Senado e a deputada também tem seu nome cotado para vice do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A primeira candidatura ao Senado já está reservada para o próprio Mauro Mendes, enquanto a definição da segunda vaga segue em aberto.

Em entrevista na última sexta-feira (12), Mauro destacou que a formação de alianças ocorre a partir da convergência de ideias e projetos políticos, ressaltando que Janaína tem dado sinais de reaproximação com o grupo governista.

“As conversas políticas, elas sempre podem existir, eu já falei muitas vezes sobre isso, eu tenho uma posição bastante razoável, bastante estável entre aquilo que eu falo. Dificilmente, eu faço mudança 360 graus. A construção das alianças políticas, elas se dão em um campo de proximidade, de pensamentos, de atitudes”, afirmou.

 

“A Janaína, ela se afastou do grupo, há um tempo atrás, tomou o caminho da oposição e eu vejo que nos últimos tempos ela tem mudado com isso”, observou.

Apesar da avaliação, Mauro deixou claro que não há qualquer definição sobre uma eventual composição eleitoral com a parlamentar e ressaltou que as discussões sobre a formação da chapa majoritária serão conduzidas pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato à reeleição.

“Essa decisão, ela não é do Mauro Mendes, ela é do grupo político, é principalmente do governador Otaviano Pivetta, a quem cabe e está liderando esse processo de formação de chapa, de definições da majoritária e ajudando, inclusive, nas definições das proporcionais”, disse.

Sobre a possibilidade de Janaína disputar o Senado pelo grupo, Mauro afirmou que o assunto sequer começou a ser discutido. “Isso é uma decisão que vai ser tomada ainda mais à frente com o conjunto do grupo. Por enquanto, que eu saiba que não existe nenhuma decisão e, aliás, que eu tenha participado nenhuma com ela. Não começou as conversas, então não existe nada definido”, concluiu.

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