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Respeite o idoso, olhe com carinho, porque amanhã será você

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Existe uma verdade simples e muitas vezes ignorada: o modo como tratamos os nossos idosos revela muito sobre nós mesmos. Revela nossa capacidade de reconhecer histórias, honrar trajetórias e devolver, ainda que em parte, o que um dia nos foi dado de forma incondicional.

Neste 15 de junho, não falo apenas como deputado e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Falo como filho e como ser humano que compreende, na própria experiência, o peso da ausência e o valor da presença.

A violência contra a pessoa idosa não habita apenas os noticiários policiais. Ela mora dentro das próprias casas. É silenciosa, disfarçada de pressa, impaciência ou descaso. Um grito que intimida, uma conta esvaziada sem consentimento, um remédio esquecido, um abraço negado. Todas são formas de violência. Todas ferem a dignidade humana e exigem resposta firme da sociedade e do poder público.

Os dados doem. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de uma em cada seis pessoas idosas já sofreu algum tipo de abuso. No Brasil, mais de 60% dos casos ocorrem dentro do núcleo familiar. São números que exigem mais do que indignação. Exigem ação.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, temos trabalhado com esse propósito. Recentemente, a Casa aprovou o meu Projeto de Lei nº 1816/2024, que institui o programa “Creche da Terceira Idade” no Estado, e o texto foi encaminhado ao governador Mauro Mendes para sanção.

A proposta cria uma rede de atendimento especializado para pessoas com 60 anos ou mais, com atividades culturais, físicas, alimentação e convivência intergeracional, com vagas prioritárias para famílias de baixa renda.

Assim como pensamos nas creches para as crianças, precisamos criar espaços de cuidado e dignidade para quem tanto contribuiu para a construção da nossa sociedade.

Os idosos de hoje estão nas redes sociais, voltam a estudar, praticam esportes e realizam sonhos adiados. A velhice se reinventou. Mas ela só pode ser plenamente vivida quando há segurança, saúde e respeito, sem medo de ser agredido, roubado ou abandonado.

Cuidar da pessoa idosa não é apenas uma obrigação moral. É uma preparação consciente para o próprio futuro. Porque todos nós, se tivermos a graça de uma vida longa, um dia precisaremos desse mesmo cuidado. A forma como tratamos nossos pais e avós hoje é o espelho do tratamento que receberemos amanhã.

Que este 15 de junho nos convide a olhar para os idosos das nossas vidas não como um fardo, mas como um privilégio. Que Mato Grosso continue construindo um caminho onde envelhecer seja sinônimo de dignidade, respeito e proteção, e nunca de esquecimento.

Max Russi, é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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O Brasil é do Povo Trabalhador, do Negro, do Índio, mas jamais vai ser dos “Capitalistas ou Imperialistas”

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O Brasil nasceu da suor que escorreu de rostos que a história quase apagou: das mãos negras que construíram cidades, das raízes indígenas que sempre cuidaram desta terra, do povo trabalhador que levanta o país todos os dias com força, fé e dignidade.

Esta nação tem alma marcada pela luta de quem nunca se rendeu ao domínio alheio, tem nome e rosto: é o povo, é a gente que semeia, que produz, que resiste. Mas há aqueles que chegam com promessas de progresso e levam toda a riqueza, os capitalistas que veem nesta terra apenas mercadoria, lucro e poder, que exploram o trabalho, fecham fábricas, deixam famílias sem pão e sem teto,
que transformam a necessidade alheia em ouro para encher seus cofres vazios de ética.

E com eles vêm os imperialistas, que de longe comandam os fios do poder, que impõem regras que não servem ao nosso povo, mas sim aos seus interesses, que sugam nossas riquezas naturais como se o Brasil não tivesse dono, que dividem nossas terras, corrompem nossas leis e apagam nossa voz.

Eles falam em desenvolvimento, mas o que fazem é roubar nosso futuro, dizem amar a pátria, mas amam mesmo é o lucro que podem tirar dela, não conhecem o chão que pisamos, não sentem a fome que aperta a mesa do pobre, não têm raízes aqui, só têm negócios que duram enquanto o lucro cresce.

O solo brasileiro foi banhado com o sangue de quem lutou por liberdade, foi cuidado com carinho por povos que aqui viveram muito antes de qualquer domínio, pertence a quem planta, a quem ensina, a quem constrói, a quem defende, pertence ao negro que deu tudo e ainda dá, ao índio que guarda a sabedoria ancestral, ao trabalhador que não tem outro patrimônio senão sua força e sua honestidade.

Jamais será propriedade de quem só quer tomar, usar e depois jogar fora, nenhum capitalista ou imperialista jamais será dono desta pátria, porque o Brasil é do povo, e ao povo sempre pertencerá.

Régis Oliveira – Jornalista, Administrador, Corretor e Assessor Parlamentar

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