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Jovem de 18 anos é assassinada com tiro na testa em MT; suspeito é preso

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Conteúdo/ODOC – Uma jovem de 18 anos, identificada como Larissa Rafaela Nunes Lopes, foi assassinada com um tiro na testa na madrugada desta terça-feira (23), em Alto Araguaia (422 km de Cuiabá). Horas depois do crime, a Polícia Militar localizou e deteve um rapaz da mesma idade apontado como principal suspeito de participação no homicídio.

De acordo com o boletim de ocorrência, Larissa foi encontrada caída ao lado de uma motocicleta Yamaha Factor preta. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas confirmaram a morte da vítima no local.

Uma testemunha que acompanhava a jovem relatou aos policiais que ela recebeu uma ligação e foi até o endereço para realizar uma suposta entrega de drogas. Segundo o depoimento, enquanto ele permaneceu próximo à motocicleta, Larissa caminhou em direção a um homem desconhecido.

Ainda conforme o relato, assim que a jovem retirou o capacete, o suspeito efetuou vários disparos. Um dos tiros atingiu a testa da vítima, que morreu no local.

Após os disparos, o atirador teria perseguido a testemunha e também atirado contra ela. O homem, no entanto, conseguiu fugir sem ser atingido.

A testemunha descreveu o criminoso como um homem de pele clara, porte físico forte, usando moletom preto com capuz e bermuda jeans.

Já na tarde de terça-feira, após receber denúncias anônimas, a Polícia Militar encontrou um jovem de 18 anos suspeito de envolvimento no assassinato em uma residência localizada às margens da MT-100.

Segundo a PM, o rapaz apresentou versões divergentes sobre onde estava no momento do crime e não conseguiu comprovar seu paradeiro. Durante buscas no imóvel, os policiais apreenderam sete aparelhos celulares.

O suspeito foi conduzido para a Delegacia da Polícia Civil, que apura a motivação do homicídio e a possível ligação do crime com o tráfico de drogas.

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Justiça decreta prisão de policial civil acusado de agredir idoso dentro de elevador em condomínio

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A pedido da 27ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, a Justiça decretou na terça-feira (23) a prisão preventiva de Luciano Testa, policial civil aposentado acusado de agredir um idoso dentro do elevador de um condomínio residencial na capital.

A medida foi determinada para garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e preservar a instrução criminal. A decisão, proferida pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve integralmente as medidas cautelares anteriormente impostas durante o Plantão Criminal, que continuarão vigentes de forma complementar após o cumprimento do mandado de prisão.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a agressão ocorreu em 11 de junho de 2026 e foi precedida por uma escalada de violência.

Conforme o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, ameaças registradas em boletim de ocorrência em agosto de 2025 teriam se concretizado cerca de dez meses depois, quando o investigado teria agredido com socos e chutes um idoso de 62 anos, inclusive após a vítima cair ao chão.

A esposa do idoso, que tentou intervir, também teria sido agredida e vítima de importunação sexual.

Na manifestação, o MPMT argumentou que o acusado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi encontrado em duas tentativas de intimação judicial, circunstâncias que reforçam o risco de evasão e de descumprimento de determinações judiciais.

Para o Ministério Público, a sequência dos fatos evidencia a periculosidade do investigado, que é policial civil aposentado, possui treinamento em operações táticas especiais e acesso facilitado a armamentos. O órgão também sustenta que, em razão de sua condição funcional e rede de contatos, ele teria potencial para interferir na produção de provas e no depoimento de vítimas e testemunhas.

O MPMT defendeu ainda que as medidas cautelares anteriormente impostas se mostraram insuficientes para neutralizar os riscos do caso, especialmente porque acusado e vítimas residem no mesmo condomínio, compartilhando áreas comuns como elevadores, hall de entrada e garagem, o que mantém a possibilidade de novos confrontos.

A Justiça reconheceu que a prisão preventiva é necessária. Na decisão, o juiz João Bosco Soares da Silva destacou a gravidade das agressões, a escalada de violência registrada desde 2025, o risco de novas investidas contra as vítimas e a insuficiência das medidas cautelares anteriormente impostas, especialmente porque acusado e vítimas residem no mesmo condomínio.

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