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Prefeito do PL larga Wellington e declara apoio a Pivetta em MT: “Faço política com resultado”

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O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, declarou apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que vai disputar a reeleição. O gestor é filiado ao PL, que terá como candidato ao Governo o senador Wellington Fagundes.

A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (22), durante agenda de Pivetta no município para anúncio de investimentos em assistência social e infraestrutura.

Além de Cláudio, outro filiado do PL também reforçou apoio a Pivetta. O presidente da Câmara Municipal de Rondonópolis, vereador Paulo Schuh (PL), afirmou que será “soldado” e “cabo eleitoral” do governador na disputa eleitoral.

Durante o discurso, Cláudio afirmou que sua decisão está acima de questões partidárias e que será pautada por resultados. “O governador é de um partido e eu sou de outro. E eu já tomei uma decisão: fico do lado de quem está do lado de Rondonópolis. Se isso vai me custar uma reeleição, não estou preocupado”, disse.

“Eu faço política com resultado, não com processo. Eu quero saber do resultado. É isso que a população espera de nós”, acrescentou.

O prefeito também elogiou a gestão de Pivetta e classificou o governador como um gestor que “não fica fazendo politicagem”.

“Um agradecimento especial ao nosso governador Otaviano Pivetta, o governador do fazimento, que não fica fazendo politicagem. Um mandatário que nos orgulha, que tem palavra e que não se prende a mesquinharia”, afirmou.

Cláudio citou investimentos estaduais em Rondonópolis e destacou a ampliação dos recursos para a saúde regional. Segundo ele, um contrato que por mais de 10 anos girava em torno de R$ 90 milhões foi ampliado para mais de R$ 260 milhões.

“O governador poderia ter lançado um novo prédio, uma nova instalação, mas, sabiamente, fundamentado nos princípios da boa gestão e da boa administração, tomou uma decisão que, às vezes, escapa da nossa percepção”, disse.

“Em vez de investir no prédio, investiu no custeio, com R$ 160 milhões a mais por ano na saúde para atender Rondonópolis e toda a região Sudeste. Muito obrigado, governador, por essa iniciativa e por ser parceiro de Rondonópolis”, acrescentou.

“Mesquinharia de gestores”

Claudio afirmou ainda que Rondonópolis ficou fora do orçamento estadual por muito tempo, em razão de disputas políticas e da postura de antigos gestores.

“Rondonópolis vive um momento muito especial. Somos a terceira maior cidade em população, mas a segunda economia do Estado e a segunda cidade que mais contribui para o orçamento do Governo de Mato Grosso. Por muito tempo, fomos deixados de fora desse orçamento por causa da mesquinharia de gestores antigos e irresponsáveis, que olhavam primeiro para os próprios amigos e para as questões políticas, e não para o que era melhor para a coletividade”, criticou.

“Rondonópolis é grande e não pode ser administrada somente com o orçamento do município. Se nós participamos do orçamento do Estado e do Governo Federal, é justo que esses recursos voltem para cá. E eles estão voltando, governador, pelas suas mãos e pelas mãos do ex-governador Mauro Mendes. Rondonópolis vai saber reconhecer o que o senhor está fazendo”, completou.

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Esquema investigado em MT alcança mais 20 prefeituras ligadas à mesma empresa

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Agea Saneamento pagou propina em, ao menos, 20 municípios em sua área de atuação. Ao revelar ter pago R$ 30 milhões milhões e uma BMW ao deputado federal Juarez Costa (Republicanos) para facilitar negócios no período em que comandou a Prefeitura de Sinop, entre 2009 e 2016, ex-executivos da empresa admitiram transferências criminosas na ordem de R$ 63 milhões.

Como o processo tramita em segredo de Justiça, ainda não é possível conhecer a extensão total dos fatos narrados pelos colaboradores, mas há fortes suspeitas de que outras cidades atendidas pela companhia podem aparecer nas investigações.

Classificada como a maior empresa privada do setor de saneamento no Brasil, a empresa opera 23 concessões em Mato Grosso, além de manter operações também nos estados de Rondônia e no Pará.

Em Mato Grosso, a Aegea atua por meio da Aegea MT e da Nascentes do Xingu, concentrando concessões de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto em diversas cidades. A empresa é responsável pelos serviços de saneamento em 24 cidades mato-grossenses – em que pese documentos corporativos da companhia registram que a Nascentes do Xingu reúne 23 concessões.

Barra do Garças, Campo Verde, Confresa, Diamantino, Jangada, Jauru, Nortelândia, Paranatinga, Pedra Preta, Primavera do Leste, Porto Esperidião, São José do Rio Claro, Sinop, Sorriso, Poconé, Carlinda, Peixoto de Azevedo, Marcelândia, Santa Carmem, União do Sul, Vera, Cláudia integram a lista de cidades de Mato Grosso em que a empresa atua. Há ainda referências públicas a operações da Aegea em Guarantã do Norte, Juara e Matupá.

A presença em Sinop é simbólica. Foi justamente no município comandado por Juarez Costa que, segundo os delatores, teriam ocorrido os pagamentos ilícitos destinados a favorecer negócios da empresa. A concessão de Sinop foi tratada pela própria Aegea, em documento de mercado, como o 23º município atendido pela companhia em Mato Grosso.

As delações foram firmadas com o Ministério Público entre 2020 e 2021 e homologadas em 2025 pelo ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça.

Em Mato Grosso do Sul, a Aegea também tem atuação estratégica. A empresa opera a Águas Guariroba, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto em Campo Grande, e a Ambiental MS Pantanal, parceria público-privada com a Sanesul responsável pela coleta e tratamento de esgoto em 68 municípios do Estado.

A Aegea afirma, em seus canais institucionais, ser líder nacional no saneamento privado, presente em 893 cidades de 15 estados e atendendo mais de 39 milhões de pessoas. A companhia declara deter 37% do mercado privado do setor.

Foco de desgaste

O escândalo das delações não é o único foco de desgaste recente da Aegea. Em maio, reportagem da jornalista Gabriella Furquim, no Metrópoles, mostrou que a companhia também enfrentou forte abalo contábil após revisar informações financeiras de 2020 a 2024. A reavaliação reduziu em cerca de R$ 5 bilhões o patrimônio líquido da empresa e diminuiu o lucro de 2024 de R$ 2,4 bilhões para R$ 1,8 bilhão.

A mudança atingiu diretamente a Itaúsa, holding que controla o Itaú e detém 13,2% da Aegea. Segundo a reportagem, o impacto negativo no patrimônio líquido da Itaúsa foi de aproximadamente R$ 700 milhões. A revisão também provocou atraso na divulgação de resultados, rebaixamento da nota de crédito da Aegea por agências de classificação de risco e adiamento do IPO da companhia para 2027.

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