Cultura
Recife recebe Art Tattoo Expo a partir desta quinta-feira
Cultura
Um mercado que reúne técnica, arte, criatividade, pesquisa e séculos de tradição, ganha destaque esta semana em Recife: é o mercado da tatuagem.

A partir desta quinta-feira (2) a capital pernambucana sedia mais uma edição do Art Tattoo Expo, um dos maiores eventos do segmento do mercado de tatuagem do Brasil. A expectativa da organização é receber aproximadamente 20 mil visitantes ao longo dos quatro dias de evento, que acontece no Recife Expo Center, localizado no Cais de Santa Rita, no bairro São José.
Com o tema “O Canto da Sereia”, a quinta edição da convenção é voltada aos profissionais e empresas de tatuagem, micropigmentação e body piercing, reúne cerca de 300 artistas, 200 estandes e mais de 600 expositores. Além disso, a programação que vai até domingo, terá competições, workshops, ações sociais, palestras, dentre outras atividades.
Entre as ações culturais estão previstos shows, batalhas de MCs, campeonatos e escolinha de skate e pintura artística à base de água.
Já entre as atividades sociais, o Art Tattoo terá o trabalho artístico de reconstrução de aréolas para pessoas mastectomizadas, e uma edição do projeto “Tatuagem Salva Vidas”, onde serão realizadas tatuagens reparadoras para pessoas com indicação médica. Essas ações precisam de agendamento.
Em relação a economia e profissionalização, especialistas falam de assuntos como posicionamento de mercado, lançamentos de produtos, biossegurança, inovação, remoção a laser, além, claro, do networking envolvendo fabricantes, distribuidores e empreendedores do setor.
Entre os destaques estão as competições envolvendo quase 30 categorias de tatuagem, além de melhor tatuador nordestino, Mister e Miss Tattoo e Melhor do Evento, com premiação chegando a R$ 300 mil.
No Instagram @arttattooexpooficial é possível saber informações de acesso, a programação completa e os horários.
Cultura
Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana
No 2 de Julho, as ruas do centro histórico de Salvador não celebram apenas a história. Elas ganham ritmo. Entre os personagens mais marcantes dessa engrenagem cultural estão as fanfarras escolares, que desfilam todos os anos, arrastando multidões e mantendo viva a memória da Independência Baiana.

Sob a liderança de Valteir Menezes, a Banda Marcial da Escola Municipal da Palestina (Bamup) reúne há 15 anos cerca de 60 jovens e veteranos da comunidade em uma rotina rigorosa que lhes rendeu o bicampeonato baiano. O regente, à frente da banda há mais de uma década, fala como surgiu a queridinha do bairro.
“A Bamup nasceu no dia 16 de abril de 2011 na própria sede aqui da Escola Municipal da Palestina. E ela nasceu não como fanfarra da rede, e sim como projeto Mais Educação na época. Um ano depois de ela ter surgido, eu fui convidado pela coordenação da SMED para a banda deixar de fazer parte do projeto Mais Educação para fazer parte das fanfarras da rede municipal. Foi quando recebemos o instrumental em 2012, todo instrumental dela de fanfarra, e daí em diante a gente passou a fazer parte de todos os desfiles cívicos do 2 de Julho de lá até aqui. Nessa trajetória de 15 anos, a fanfarra foi consagrada bicampeã baiana no campeonato que ela disputa desde de 2013. E em 2020, quando acabou a pandemia, nós nos tornamos banda marcial e retornamos as atividades em 2022. Em 2023, a banda foi para a sua primeira disputa como banda marcial e ela foi campeã. Em 2024 também fomos campeões baianos de novo como banda marcial.”
A alguns quilômetros da Palestina, a Famtesa, Fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Pirajá, é quem comanda o tom. Mr. Ball, maestro da fanfarra há mais de 25 anos, defende que o projeto, além de ser uma maneira de mostrar que nas comunidades existem muitos jovens talentosos, também é uma ferramenta de transformação social para a juventude local.
“Eu vejo a fanfarra na vida desses jovens na escola de bastante produção. Porque a fanfarra na escola, aqui, por exemplo, ajudou muito a disciplina dos alunos, o interesse deles com estudo. Eles se dedicaram mais aos estudos, diminuiu muito a evasão desses meninos na escola. E o mais importante, ajudou muito com que o tráfico não venha recrutar eles; a música num todo contribuiu muito com isso, pode ter certeza.”
Para além do civismo, o movimento das fanfarras em Salvador cumpre um papel social indispensável nas periferias e escolas públicas, funcionando como refúgio criativo e uma vitrine de talentos durante o ano inteiro.
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