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Abilio critica Fávaro por cogitar Emanuel ao Governo e diz que PSD deixa Natasha em segundo plano

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou a declaração do senador Carlos Fávaro (PSD) sobre a possibilidade de o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) disputar o Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Para Abilio, a postura do senador demonstra incoerência ao colocar em evidência o nome de Emanuel enquanto o partido já conta com a pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko.

Durante a declaração, o prefeito classificou a situação como “demagogia” e afirmou que o PSD estaria deixando de priorizar a única mulher colocada como pré-candidata ao Governo. Segundo ele, ao mencionar Emanuel como alternativa, Fávaro enfraquece o discurso de valorização da participação feminina na política.

As críticas surgem após o senador confirmar que Emanuel Pinheiro pretende disputar a indicação do PSD para a corrida ao Palácio Paiaguás. Fávaro afirmou que considera positiva a existência de mais de um nome interessado na disputa e destacou que a definição do candidato ocorrerá de forma democrática dentro do partido.

De acordo com o senador, caso Emanuel avance na intenção de concorrer, será necessário dialogar com Natasha Slhessarenko e buscar o apoio das demais lideranças da sigla. Fávaro ressaltou ainda que o PSD é um partido plural e que a escolha do candidato será construída internamente.

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Flávia Moretti culpa presidente da Câmara por travar projetos e agravar crise em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), responsabilizou o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), pelo agravamento da crise financeira enfrentada pelo município. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (16), a gestora afirmou que a falta de aprovação de projetos enviados pelo Executivo tem impedido o acesso a recursos e prejudicado o equilíbrio das contas públicas.

As declarações ocorreram após a publicação dos decretos que declararam situação de calamidade financeira no município e no Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Segundo Flávia, a administração assumiu uma dívida bilionária relacionada a precatórios, mas a situação teria sido agravada por decisões tomadas pelo Legislativo. A prefeita afirmou que buscou apoio do presidente da Câmara no início do mandato, mas passou a enfrentar resistência.

“Desde que assumi, pedi apoio ao presidente Wanderley Cerqueira, mas ele decidiu engessar e atrapalhar a prefeitura e a cidade toda”, declarou.

Entre as críticas feitas pela prefeita está a redução da margem de remanejamento do orçamento municipal, que teria passado de 30% para 5%. Segundo ela, a alteração limitou a capacidade da gestão de redistribuir recursos entre as secretarias e afetou áreas consideradas prioritárias.

“Essa medida comprometeu a utilização de verbas destinadas a áreas prioritárias e dificultou o funcionamento da máquina pública”, afirmou.

Outro ponto destacado por Flávia foi a tramitação de projetos de lei encaminhados pela Prefeitura à Câmara. De acordo com a prefeita, mais de 25 propostas consideradas essenciais estão paradas há meses no Legislativo.

“Hoje, temos mais de 25 projetos de leis cruciais parados na Câmara Municipal há meses. Projetos que liberam recursos para a saúde, educação e custeio da cidade. Todos precisam ser votados, mas esses projetos de leis não são sequer pautados pelo presidente”, disse.

A prefeita afirmou ainda que a postura do presidente da Câmara teria motivação política e estaria fazendo com que a população atribuísse ao Executivo problemas relacionados à falta de investimentos e dificuldades na prestação de serviços públicos.

“Essa atitude faz com que a população pense que é a prefeitura que não está fazendo o seu dever”, declarou.

Apesar das críticas ao Legislativo, Flávia Moretti afirmou que a administração municipal seguirá adotando medidas para manter os serviços essenciais e garantir o pagamento dos servidores, enquanto busca reorganizar as finanças de Várzea Grande.

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