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HMC responde por quase metade das transferências das UPAs e fortalece a rede de saúde de Cuiabá

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Cuiabá

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), administrado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, e gerido pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública, consolidou-se como a principal unidade de retaguarda clínica e cirúrgica da rede municipal. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no período, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados nos dois meses.

Os números evidenciam o protagonismo da unidade na organização da rede de urgência e emergência. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, reafirmando sua importância para garantir o fluxo assistencial e reduzir a sobrecarga das UPAs.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que os indicadores registrados no bimestre refletem o fortalecimento da rede municipal de assistência.

“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou a secretária.

Os dados de maio e junho também mostram que, ao considerar apenas as internações em enfermaria, o desempenho do HMC é ainda mais expressivo. Foram 335 pacientes recebidos em maio e outros 303 em junho, totalizando 638 internações, o equivalente a 53,6% de todas as transferências para leitos de enfermaria realizadas no período.

Já nas internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior absorção ocorreu no Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das admissões em terapia intensiva, demonstrando que sua principal contribuição está na oferta de leitos clínicos e cirúrgicos de enfermaria, fundamentais para liberar vagas nas unidades de pronto atendimento.

Além do HMC, o HPSMC e o HMSB aparecem como as unidades com o segundo e o terceiro maior volume de absorção de pacientes, com 170 e 164 transferências, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer (HCAC), que registrou crescimento superior a 200% entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes regulados.

A diretora geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, afirma que os resultados obtidos em maio e junho refletem uma gestão voltada ao fortalecimento da assistência e à valorização dos profissionais.

“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS. Esses resultados reforçam que estamos no caminho certo para fortalecer cada vez mais a rede municipal de saúde”, destacou.

Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o Hospital Municipal de Cuiabá funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência. A unidade também conta com enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, salas de medicação e de decisão médica, centros cirúrgicos, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.

Além da assistência hospitalar, o HMC vem ampliando o acesso a procedimentos especializados. Entre junho e julho, a unidade iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos, contribuindo para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outra iniciativa inédita colocou Cuiabá em evidência nacional. O hospital realizou um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando a capital mato grossense a única cidade do país a promover uma ação especializada voltada exclusivamente a esse público. Cerca de 20 procedimentos foram realizados por equipes multidisciplinares altamente qualificadas.

Para o diretor técnico do Hospital Municipal de Cuiabá, Dr. Eduardo Andraus, o desempenho apresentado pela unidade ao longo dos dois meses é consequência da estrutura disponível e do trabalho integrado das equipes.

“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Além disso, contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho mostram que estamos cumprindo esse papel de forma efetiva”, ressaltou.

 

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Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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