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Secretário deixa audiência sobre o BRT após alegar risco de infarto durante debate na ALMT

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O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira, interrompeu sua participação em uma audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), após afirmar que o nível de tensão durante o debate poderia provocar um problema de saúde. A reunião tinha como objetivo discutir o andamento das obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande.

Durante a audiência, realizada na sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, o secretário demonstrou irritação e informou que não permaneceria para responder aos questionamentos dos parlamentares. Segundo ele, a equipe técnica da Sinfra ficaria responsável pelos esclarecimentos.

“Com todo o respeito, a minha equipe vai responder. Eu vou pedir licença, porque eu sou muito nervoso e isso vai me infartar. Tem muita coisa que eu quero falar, mas eu não vou falar. Vou pedir licença em nome da minha equipe, porque isso vai me enfartar”, declarou.

Antes de deixar o plenário, Marcelo de Oliveira ressaltou que havia levado técnicos da Secretaria de Estado de Infraestrutura para prestar todas as informações necessárias sobre a execução do projeto e responder às dúvidas apresentadas pelos deputados.

O secretário foi convocado para a audiência por iniciativa do deputado estadual Lúdio Cabral (PT). Entre os temas debatidos estavam os atrasos no cronograma das obras do BRT, além de questões técnicas envolvendo os contratos firmados entre o Governo do Estado e as empresas responsáveis pela execução do empreendimento.

Após a saída de Marcelo de Oliveira, o secretário-adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano, Isaac Nascimento Filho, passou a conduzir os esclarecimentos e respondeu aos questionamentos dos parlamentares sobre o andamento das intervenções.

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Flávia Moretti culpa presidente da Câmara por travar projetos e agravar crise em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), responsabilizou o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), pelo agravamento da crise financeira enfrentada pelo município. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (16), a gestora afirmou que a falta de aprovação de projetos enviados pelo Executivo tem impedido o acesso a recursos e prejudicado o equilíbrio das contas públicas.

As declarações ocorreram após a publicação dos decretos que declararam situação de calamidade financeira no município e no Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Segundo Flávia, a administração assumiu uma dívida bilionária relacionada a precatórios, mas a situação teria sido agravada por decisões tomadas pelo Legislativo. A prefeita afirmou que buscou apoio do presidente da Câmara no início do mandato, mas passou a enfrentar resistência.

“Desde que assumi, pedi apoio ao presidente Wanderley Cerqueira, mas ele decidiu engessar e atrapalhar a prefeitura e a cidade toda”, declarou.

Entre as críticas feitas pela prefeita está a redução da margem de remanejamento do orçamento municipal, que teria passado de 30% para 5%. Segundo ela, a alteração limitou a capacidade da gestão de redistribuir recursos entre as secretarias e afetou áreas consideradas prioritárias.

“Essa medida comprometeu a utilização de verbas destinadas a áreas prioritárias e dificultou o funcionamento da máquina pública”, afirmou.

Outro ponto destacado por Flávia foi a tramitação de projetos de lei encaminhados pela Prefeitura à Câmara. De acordo com a prefeita, mais de 25 propostas consideradas essenciais estão paradas há meses no Legislativo.

“Hoje, temos mais de 25 projetos de leis cruciais parados na Câmara Municipal há meses. Projetos que liberam recursos para a saúde, educação e custeio da cidade. Todos precisam ser votados, mas esses projetos de leis não são sequer pautados pelo presidente”, disse.

A prefeita afirmou ainda que a postura do presidente da Câmara teria motivação política e estaria fazendo com que a população atribuísse ao Executivo problemas relacionados à falta de investimentos e dificuldades na prestação de serviços públicos.

“Essa atitude faz com que a população pense que é a prefeitura que não está fazendo o seu dever”, declarou.

Apesar das críticas ao Legislativo, Flávia Moretti afirmou que a administração municipal seguirá adotando medidas para manter os serviços essenciais e garantir o pagamento dos servidores, enquanto busca reorganizar as finanças de Várzea Grande.

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