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Julho Amarelo alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das hepatites virais em Várzea Grande

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Várzea Grande

A campanha Julho Amarelo reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento das hepatites virais, doenças que, na maioria das vezes, evoluem de forma silenciosa e podem causar sérios danos ao fígado quando não são identificadas e tratadas a tempo.

Em Várzea Grande, a Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza testes rápidos gratuitos e tratamento especializado por meio do Serviço de Atendimento Especializado/Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA), garantindo atendimento humanizado e acompanhamento integral aos pacientes.

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem ser causadas pelos vírus A, B, C, D e E. As hepatites B e C são as que mais preocupam em razão do risco de evolução para doenças crônicas, como cirrose hepática e câncer de fígado, quando não tratadas adequadamente.

Na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas nos estágios iniciais, o que torna a testagem fundamental para o diagnóstico precoce. Quando surgem, os principais sinais incluem cansaço, febre, mal-estar, náuseas, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras.

A forma de transmissão varia conforme o tipo do vírus. As hepatites A e E estão relacionadas ao consumo de água e alimentos contaminados e às condições inadequadas de higiene. Já as hepatites B, C e D podem ser transmitidas pelo contato com sangue contaminado, compartilhamento de objetos perfurocortantes, relações sexuais desprotegidas e da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto, quando não são adotadas as medidas preventivas recomendadas.

O hepatologista Dr. Edinaldo Antônio Zirondi destaca que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações.

“As hepatites virais são doenças que, muitas vezes, evoluem sem apresentar sintomas. Por isso, a realização do teste rápido é essencial, principalmente para pessoas que possuem fatores de risco. Quando identificadas precocemente, as hepatites têm tratamento e, em muitos casos, como a hepatite C, podem ser curadas. A prevenção, a vacinação contra a hepatite B e a testagem são as principais ferramentas para reduzir a transmissão e preservar a saúde da população.”

Os testes rápidos para hepatites B e C são gratuitos, seguros e têm resultado em poucos minutos. Em caso de resultado positivo, o paciente é encaminhado imediatamente para avaliação médica, realização de exames complementares e início do tratamento, também oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Várzea Grande, a testagem e o acompanhamento especializado são realizados no SAE/CTA, unidade de referência municipal no atendimento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e hepatites virais. O serviço oferece acolhimento, aconselhamento, exames, acompanhamento multiprofissional e acesso aos medicamentos necessários para o tratamento.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a prevenção continua sendo a principal estratégia de combate às hepatites virais. Além da vacinação contra a hepatite B, é fundamental utilizar preservativos em todas as relações sexuais, evitar o compartilhamento de objetos cortantes e perfurantes e realizar a testagem sempre que houver indicação ou suspeita de exposição ao vírus.

Durante a campanha Julho Amarelo, a orientação é que a população procure o SAE/CTA para realizar os testes, esclarecer dúvidas e cuidar da saúde. O diagnóstico precoce salva vidas, reduz a transmissão e aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Projeto Raízes da Paz encerra ciclo de nove meses com resultados positivos em escola de Várzea Grande

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), segue fortalecendo parcerias e incentivando projetos que ultrapassam os conteúdos tradicionais da sala de aula e contribuem diretamente para a formação social e emocional dos estudantes da rede municipal.

Um exemplo desse trabalho é o projeto Raízes da Paz, desenvolvido em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que encerrou, nesta sexta-feira (23), um ciclo de nove meses de atividades na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho. A solenidade de encerramento foi realizada no TJMT e reuniu estudantes, educadores e profissionais envolvidos na iniciativa.

A unidade foi escolhida para receber o projeto-piloto após um levantamento identificar a necessidade de desenvolver ações de acolhimento e prevenção de conflitos na comunidade escolar. A partir da parceria entre o TJMT e a SMECEL, foram realizadas atividades envolvendo estudantes, familiares e profissionais da Educação.

Durante os nove meses, o Raízes da Paz promoveu círculos de construção de paz, oficinas, palestras e momentos de escuta, diálogo e reflexão. As ações trabalharam sentimentos, relações familiares, convivência, respeito e a capacidade de crianças e adolescentes expressarem suas dificuldades e serem ouvidos.

Representando a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, Leyze Grecco agradeceu ao TJMT pela parceria e destacou que iniciativas como essa fortalecem o trabalho desenvolvido pela Prefeitura dentro das unidades escolares.

“Sabemos, de forma efetiva, que os círculos trazem resultados. Muitas crianças e jovens não possuem um lugar de fala dentro da família ou mesmo no meio social. Esse espaço de escuta pode gerar transformação, porque é ouvindo que conseguimos identificar os problemas e buscar caminhos para resolvê-los. Nem sempre é fácil falar, às vezes dói, mas nossos alunos abraçaram o projeto e participaram com afinco”, destacou Leyze, que também agradeceu aos estudantes, profissionais da Educação e demais envolvidos.

Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, os resultados já podem ser percebidos no cotidiano escolar. Segundo ela, o projeto ajudou principalmente crianças que apresentavam dificuldades para falar sobre sentimentos e se posicionar diante de outras pessoas.

“O impacto foi muito positivo e essencial. Muitas crianças eram tímidas e não tinham desenvoltura para falar. O projeto contribuiu para que elas aprendessem a dialogar, se expressar e falar também sobre suas dificuldades. Esse desenvolvimento acaba refletindo inclusive nas atividades escolares”, afirmou.

Rosalina explicou que a parceria chegou à unidade por intermédio da Secretaria Municipal de Educação, após o TJMT apresentar a proposta e avaliar diferentes comunidades escolares.

Projeto-piloto pode abrir caminho para novas ações – O coordenador do projeto na Comarca de Várzea Grande, Aparecido Donizete da Silva, explicou que o Raízes da Paz nasceu da parceria entre o Tribunal de Justiça e a Secretaria Municipal de Educação. A EMEB Joaquim da Cruz Coelho foi escolhida para a experiência piloto e, segundo ele, a receptividade da equipe escolar foi fundamental para os resultados alcançados.

“A escola abraçou o projeto. Fizemos círculos, ouvimos famílias, realizamos palestras com a equipe escolar, pais e alunos e trabalhamos com as crianças e adolescentes. O resultado foi muito bom”, avaliou.

Aparecido ressaltou ainda que a proposta tem como uma de suas principais bases o protagonismo de crianças e adolescentes, oferecendo espaços onde possam falar sobre si, aprender a ouvir e desenvolver novas formas de enfrentar conflitos.

“A ideia principal é dar protagonismo ao jovem. Muitas vezes, a gente não precisa falar, precisa ouvir. Quando a criança entende que pode falar e que será ouvida, isso pode transformar a vida dela, da família e, consequentemente, da sociedade”, explicou.

A parceria também investiu na preparação dos profissionais da rede municipal. Conforme o coordenador, cerca de 100 profissionais da Educação de Várzea Grande já foram capacitados para atuar como facilitadores dos círculos, ampliando as possibilidades de continuidade da metodologia nas escolas.

Entre os estudantes que participaram das atividades está Ayra Kelly Feitosa da Costa, de 6 anos. Com a espontaneidade própria da infância, ela contou que participou dos círculos e das atividades sobre sentimentos e aprendeu, principalmente, a importância de ouvir.

“Eu participei do Círculo da Paz e dos desenhos sobre os sentimentos. A gente aprende coisas novas, aprende a escutar outras pessoas e a perceber o que está sentindo naquele momento”, contou.

Para Ayra, a paz está diretamente ligada ao cuidado com o próximo. “A paz simboliza o amor de uma pessoa pela outra. A gente pode ajudar outras pessoas, ouvir melhor, não provocar brigas e não xingar”, resumiu.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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