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Lula é reeleito para quarto mandato de presidente

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições, disputado neste domingo (25), e foi reeleito para o quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. A posse será no dia 5 de janeiro de 2027.

Lula foi considerado reeleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, com 97,69% da apuração concluída. Àquela hora, o petista tinha 62,6 milhões de votos (o equivalente a 51,74% dos válidos), contra 58,4 milhões (48,26%) do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A diferença entre os dois candidatos naquele momento era de 4,2 milhões de votos — ou 3,48 pontos percentuais. Em 2022, Lula venceu o então candidato à reeleição Jair Bolsonaro por uma margem de 2.139.645 votos (1,8 ponto percentual).

A disputa foi acirrada. Lula começou a apuração na frente e assegurou a dianteira até as 19h46, quando Flávio assumiu a frente. O senador sustentou a primeira posição por 38 minutos: às 20h24, o petista retomou a liderança até a totalização.

“Virada”

Esta é a primeira vez que um candidato a presidente vira o placar e supera o adversário entre o primeiro e o segundo turno. Flávio havia terminado na frente em 4 de outubro, com 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula.

A abstenção caiu de 21,08%, no primeiro turno, para 19,21%, neste domingo. É a menor taxa para um segundo turno desde 2018. Votos brancos e nulos somaram 3,24%.

Com o resultado deste domingo, Lula amplia seu recorde de eleições diretas para a Presidência da República. Ele venceu em 2002, 2006, 2022 e 2026. Atrás do petista, estão Dilma Rousseff (2010 e 2014), Fernando Henrique Cardoso (1994 e 1998) e Rodrigues Alves (1902 e 1918), que faleceu antes de assumir o segundo mandato.

Prorrogação

O segundo turno foi marcado por uma situação inédita desde a redemocratização: o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação das eleições até as 19h. Ele atendeu a um pedido da candidatura de Lula, que denunciou falhas no transporte de eleitores em diversas regiões do país.

A medida valeu para todos os locais em que as urnas ainda estavam abertas no momento da decisão, que ocorreu logo após as 17h. As urnas já fechadas não foram reabertas.

Mesmo com a decisão do ministro, o TSE chegou a iniciar a divulgação dos resultados. Mas a apuração foi suspensa logo em seguida e retomada após as 19h.

A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou ao TSE a prorrogação das votações devido às chuvas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.

Biografia

Lula nasceu em Garanhuns (PE) em 27 de outubro de 1945. Aos 7 anos, migrou com a família para Santos (SP). Começou a trabalhar como aprendiz em uma fábrica de parafusos aos 14 anos. Três anos depois, concluiu o curso profissionalizante de torneiro mecânico no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em São Paulo.

Foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema entre 1975 e 1980. Liderou greves na região do ABC Paulista durante a ditadura militar e, em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em 1982, foi candidato ao governo de São Paulo e terminou na quarta colocação. No ano seguinte, colaborou com a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Lula foi eleito deputado federal constituinte por São Paulo (1987-1991) e disputou a Presidência da República por três vezes (1989, 1994 e 1998) até ser eleito em 2002 e reeleito em 2006. O petista voltou a vencer em 2022, contra o então presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro.

As duas primeiras gestões do petista foram marcadas por crescimento econômico e ascensão social da população mais pobre. Destaque para os programas Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Universidade para Todos (Prouni), Farmácia Popular e Luz para Todos, além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em abril de 2018, quando era pré-candidato à Presidência da República, Lula foi condenado por corrupção, preso e impedido de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa. Passou 580 dias em uma cela da Polícia Federal no Paraná. Em abril de 2021, o STF anulou as condenações do petista, que recuperou os direitos políticos e venceu as eleições de 2022.

No terceiro mandato, Lula criou o programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro para a permanência e a conclusão do ensino médio público por estudantes de baixa renda. Outra iniciativa da atual gestão é o Desenrola Brasil, que prevê a renegociação de dívidas de pessoas físicas inadimplentes.

Lula foi casado com Maria de Lourdes da Silva e com Marisa Letícia Lula da Silva. Ficou viúvo dos dois casamentos. Pai de cinco filhos, é casado atualmente com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja.

Geraldo Alckmin

A chapa de Lula traz novamente como vice-presidente o médico anestesista Geraldo Alckmin (PSB). Nascido em Pindamonhangaba (SP), em 7 de novembro de 1952, Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho começou a carreira política em 1973, quando assumiu o cargo de vereador na cidade natal.

Entre 1977 e 1982, foi prefeito de Pindamonhangaba. Ele também assumiu mandatos de deputado estadual (1983-1987) e deputado federal (1987-1995). Foi governador de São Paulo por quatro mandatos, distribuídos em dois períodos: de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018, sendo o político que por mais tempo comandou o governo paulista desde a redemocratização.

Geraldo Alckmin tentou a Presidência da República em 2006 e 2018, mas não foi eleito. Em março de 2022, migrou do PSDB para o PSB, para ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Lula. Entre janeiro de 2023 e abril de 2026, acumulou a vice-presidência com o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O vice-presidente é casado desde 1979 com Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin, mais conhecida como Lu Alckmin. O casal teve três filhos: Sophia, Geraldo e Thomaz, que morreu em 2015 após um acidente de helicóptero.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Definidos governadores em 5 estados e no DF; eleito no AM, Omar deixa Senado

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Foram definidos neste domingo (25) os governadores das seis unidades da federação cujas disputas tiveram segundo turno. Entre os eleitos está o senador Omar Aziz (PSD-AM). Ele assume em janeiro o comando do Amazonas, 16 anos após ter sido eleito pela primeira vez para o mesmo cargo.

A vitória de Omar impacta a composição do Senado. Eleito senador em 2014 e reeleito em 2022, deixa sua cadeira em favor da primeira suplente, Cheila Moreira (PT), para um mandato que vai até janeiro de 2031.

Além do Amazonas, os eleitores de outros quatro estados e do Distrito Federal escolheram seus governadores no segundo turno. Os senadores Alan Rick (Republicanos) e Professora Dorinha Seabra (União), que estavam na disputa, respectivamente, pelos governos do Acre e do Tocantins, não conseguiram se eleger. Ambos têm mandato como senadores até 2031. 

A votação encerra a disputa pelos governos estaduais nas eleições de 2026, após o primeiro turno realizado em 4 de outubro. Os governadores eleitos tomarão posse em 6 de janeiro de 2027, conforme o calendário constitucional, para um mandato de quatro anos.

Acre

A ex-senadora Mailza Assis (PP) continuará no cargo de governadora, tendo obtido 66,21% dos votos válidos. O senador Alan Rick (Republicanos) totalizou 33,79% dos votos.

Nascida em 1976 em Mundo Novo (MS), Mailza é formada em pedagogia. Foi secretária municipal de Administração e de Assistência Social e Cidadania em Senador Guiomard (AC). Em 2014, foi eleita suplente no Senado, na chapa de Gladson Cameli. Assumiu a vaga em 2019, quando Cameli deixou o mandato para assumir o governo do Acre. Em 2022, foi eleita vice-governadora, assumindo o governo em abril de 2026, quando Cameli renunciou ao cargo para disputar uma vaga no Senado. A vice-governadora eleita é Jéssica Sales (MDB), médica e ex-deputada federal.

Amazonas

Omar Aziz foi eleito governador com 61,42% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo Seffair (PL) alcançou 38,58% dos votos.

Omar tem 68 anos. É engenheiro civil e senador pelo Amazonas. Nascido em Garça (SP), iniciou sua trajetória política em Manaus e já exerceu os cargos de deputado estadual, vice-prefeito da capital e vice-governador do estado. Elegeu-se governador do Amazonas em 2010 e senador em 2014. No Senado, onde iniciou seu primeiro mandato em 2015, ganhou projeção nacional ao presidir a CPI da Pandemia, em 2021. Foi reeleito senador em 2022. Recentemente, foi relator da proposta de emenda à Constituição que acabou com a escala 6×1, promulgada como a Emenda Constitucional 141. A vice-governadora será Alessandra Campelo (PSD), deputada estadual que está no quarto mandato consecutivo.

Distrito Federal

Celina Leão (PP), eleita com 57,18% dos votos válidos, continuará no governo do Distrito Federal. Leandro Grass (PT) totalizou 42,82%.

Nascida em Goiânia em 1977, Celina é formada em administração de empresas e direito. Iniciou a carreira política em 2006, como secretária da Juventude do Distrito Federal. Foi eleita deputada distrital em 2010 e 2014. Presidiu a Câmara Legislativa no biênio 2015-2016. Em 2018, foi eleita deputada federal. Nas eleições de 2022, foi eleita vice-governadora. Assumiu o cargo de governadora em abril de 2026, após a renúncia de Ibaneis Rocha. Seu vice será Gustavo Rocha (Republicanos).

Espírito Santo

Os eleitores do Espírito Santo escolheram Lorenzo Pazolini (Republicanos) como novo governador do estado. Ele teve 52,17% dos votos válidos, enquanto o atual governador, Ricardo Ferraço (MDB), ficou com 47,83%.

Natural de Vitória, Pazolini é delegado de polícia e bacharel em direito. Iniciou a carreira política em 2018, quando foi eleito deputado estadual pelo Espírito Santo. Dois anos depois, conquistou a prefeitura de Vitória e foi reeleito em 2024, com 56,22% dos votos válidos. Em 2026, deixou o comando da capital capixaba para disputar o governo estadual. A vice-governadora na chapa de Pazolini é Eliane Leal Vieira (PL).

Rio Grande do Norte

Cadu de Lula (PT) foi eleito para o governo do Rio Grande do Norte com 50,77% dos votos válidos, enquanto Allyson Bezerra (União) ficou com 49,23%.

O governador eleito tem 48 anos e disputava pela primeira vez um cargo eletivo. Nascido no Rio de Janeiro, é graduado em engenharia da computação e mestre em engenharia de produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Auditor fiscal do estado a partir de 2005, foi nomeado secretário estadual de Tributação em 2019, pela governadora Fátima Bezerra. Quatro anos depois, assumiu a Secretaria da Fazenda. De 2023 a 2025, também presidiu o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Deixou o governo em março de 2026 para concorrer ao Executivo potiguar.

A vice-governadora na chapa de Cadu de Lula é Larissa Rosado (PSB).

Tocantins

O deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do Tocantins com 64,53% dos votos válidos. A senadora Professora Dorinha Seabra (União) somou 35,47% das preferências dos eleitores.

Vicentinho Júnior é natural de Goiânia, tem 41 anos, e é filho do ex-senador e ex-deputado Vicentinho Alves. Empresário, em 2014 foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados. Foi reeleito em 2018 e 2022. Em 2024 chegou a se licenciar do mandato, para assumir o cargo de secretário extraordinário de Ações Estratégicas do Tocantins. Retornou ao mandato de deputado federal em outubro do mesmo ano. 

O vice-governador na chapa de Vicentinho Júnior é Amélio Cayres (MDB), deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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