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“A operação da Oi jamais passou pela Casa Civil”, afirma Fabio Garcia

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O candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), Fabio Garcia (União Brasil), reagiu à Operação Heritage e negou qualquer participação nas irregularidades investigadas pela Polícia Federal envolvendo o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi.

Em vídeo divulgado na quinta-feira (7), Garcia afirmou que não foi alvo de busca e apreensão e contestou informações sobre sua eventual participação no processo. Segundo ele, a Casa Civil, pasta que comandou anteriormente, também não teve envolvimento na negociação.

A manifestação ocorreu um dia após a deflagração da operação, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.

Logo no início do vídeo, Garcia afirmou que o caso passou a ser explorado politicamente com a proximidade das eleições.

“A eleição está começando e os velhos atores da política já estão atuando. Infelizmente, a política é assim mesmo.”

Na sequência, o candidato negou que tenha sido alvo de mandado e afirmou que não existe qualquer ato de sua autoria relacionado à negociação investigada.

“Primeiro, quero deixar claro que é mentira que fui alvo de busca e apreensão. Não fui. A operação da Oi jamais passou pela Casa Civil. Não é atribuição dessa pasta. Não há um ato sequer meu neste processo.”

Garcia também citou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as medidas da operação. De acordo com o ex-chefe da Casa Civil, o documento não aponta nenhuma conduta praticada por ele.

Outro ponto abordado pelo candidato foi sua suposta relação com os fundos de investimento mencionados na investigação. Garcia afirmou que documentos comprovam que nunca foi acionista ou cotista dos fundos citados e negou ainda que seu pai faça parte de uma das estruturas mencionadas.

Ao final da gravação, o candidato afirmou que pretende apresentar elementos para contestar as acusações e reforçou sua crítica aos adversários políticos.

“Pouco a pouco, nós vamos desmontando cada mentira e mostrando a verdade. Não tenho dúvidas, o bem vai vencer o mal. A velha política não vai voltar para destruir Mato Grosso mais uma vez.”

A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal e investiga possíveis irregularidades relacionadas ao acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a operadora Oi. A apuração envolve um montante de aproximadamente R$ 308 milhões e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na adoção de medidas cautelares contra investigados.

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CPI da Saúde suspende oitivas durante período eleitoral

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) suspendeu, nesta quarta-feira (2), as reuniões com convocações e oitivas durante o período eleitoral. A decisão foi comunicada após a leitura de parecer da Procuradoria-Geral da Casa Leis, que considerou juridicamente possível a suspensão dos trabalhos. O documento foi ratificado pela Mesa Diretora.

Com a medida, não foram realizados os depoimentos previstos para esta tarde. Seriam ouvidos o ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo e o atual ocupante da pasta, Juliano Melo. A reunião foi encerrada após a leitura do parecer.

Conforme o calendário definido nesta quarta-feira, os trabalhos com reuniões abertas e convocações serão retomados em 7 de outubro, primeira quarta-feira após o primeiro turno da eleição. Durante a suspensão, a CPI poderá continuar atividades internas relacionadas à produção do relatório e receber documentos e informações que contribuam para a investigação.

Segundo o procurador da Assembleia, Francisco Brito, a suspensão foi solicitada pela maioria absoluta dos integrantes da CPI para preservar a lisura do processo eleitoral e evitar eventuais interferências dos trabalhos da comissão no pleito. Ele avaliou que a suspensão não compromete o andamento da apuração diante do volume de documentos já reunidos.

“Já há muito documento produzido, o relatório do Tribunal de Contas do Estado, o inquérito da Polícia Federal, a perícia da Polícia Federal e também os próprios pareceres da Procuradoria-Geral do Estado”, afirmou.

O procurador ainda esclareceu que os trabalhos devem ser concluídos até o término da atual legislatura, que ocorre em 31 de janeiro de 2027.

A CPI investiga possíveis irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, relacionados às investigações que resultaram na Operação Espelho. Na reunião da semana passada, a comissão ouviu a ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar Carolina Campos e o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira.

Fonte: ALMT – MT

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