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Menos conta de luz, mais dinheiro no bolso: Faissal quer energia solar para todos

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) apresentou, durante a sessão plenária desta quarta-feira (2), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), um requerimento para que o Governo do Estado e a Agência de Fomento de Mato Grosso (Desenvolve MT) estudem a criação de uma linha específica de financiamento para a instalação de sistemas de energia solar em residências.

A proposta, que sugere a criação do programa “Desenvolve Solar MT”, busca facilitar o acesso das famílias mato-grossenses à geração própria de energia, especialmente aquelas de baixa e média renda que não possuem recursos para arcar com o investimento inicial de um sistema fotovoltaico.

Entre as condições que deverão ser estudadas estão taxas de juros reduzidas, prazo ampliado para pagamento e carência de até 18 meses antes do início da quitação das parcelas. O financiamento poderá contemplar equipamentos como placas solares, inversores, estruturas de fixação, cabeamento, projetos, mão de obra, instalação e demais serviços necessários para colocar o sistema em funcionamento.

Para Faissal, a medida pode transformar a conta de energia em uma oportunidade de investimento para as famílias.

“A energia solar já é uma realidade em Mato Grosso, mas ainda existe uma barreira importante: o custo inicial. Muitas famílias querem produzir a própria energia e reduzir a conta de luz, mas não conseguem fazer esse investimento à vista. O que estamos propondo é estudar uma linha de crédito que permita ao cidadão fazer esse investimento e, ao longo do tempo, utilizar a economia gerada na conta de energia para ajudar a pagar o financiamento”, afirmou o deputado.

A proposta também prevê que sejam avaliadas condições diferenciadas para famílias de baixa e média renda, considerando fatores como renda familiar e o impacto da conta de energia no orçamento doméstico.

Outro ponto destacado no requerimento é a possibilidade de estabelecer prazos de financiamento compatíveis com a vida útil e o retorno econômico dos sistemas fotovoltaicos. A intenção é criar um modelo em que a redução da despesa mensal com energia possa contribuir para o pagamento das parcelas.

Além de beneficiar diretamente os consumidores, a iniciativa pode estimular a cadeia produtiva da energia solar em Mato Grosso. A ampliação das instalações residenciais tende a movimentar empresas instaladoras, projetistas, engenheiros, eletricistas, técnicos, fornecedores de equipamentos e outros prestadores de serviços.

Para Faissal, a proposta alia economia para as famílias, geração de emprego e renda e sustentabilidade.

“Não estamos falando apenas de energia solar. Estamos falando de economia no orçamento das famílias, geração de empregos, fortalecimento das empresas do setor e aproveitamento de uma fonte limpa e abundante em Mato Grosso. É uma proposta que pode gerar benefícios para o cidadão e para a economia do Estado”, destacou.

O requerimento solicita que a Desenvolve MT realize estudos técnicos, econômicos, jurídicos e financeiros para avaliar a viabilidade da criação da nova linha de crédito, além de identificar possíveis fontes de recursos e definir limites de financiamento, taxas, prazos, garantias e demais condições.

A proposta também prevê a análise de parcerias com instituições financeiras, cooperativas de crédito, empresas e entidades do setor para ampliar o alcance da iniciativa.

Para o deputado, o objetivo é fazer com que o acesso à energia solar deixe de ser uma alternativa restrita a quem possui maior capacidade de investimento.

“Precisamos democratizar o acesso à energia solar. O cidadão que hoje paga uma conta alta de energia pode ter a oportunidade de investir na própria geração. Queremos que o Estado seja um indutor dessa transformação, com responsabilidade financeira e condições que realmente caibam no bolso das famílias”, concluiu Faissal.

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Wanderley confronta Rogerinho sobre contrato de R$ 3,8 milhões e manda cortar microfone durante bate-boca

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O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), e o líder da prefeita Flávia Moretti (PL) no Legislativo, Rogerinho da Dakar (PSDB), protagonizaram um bate-boca durante a sessão desta terça-feira (1), em meio à discussão sobre a situação financeira do município e um projeto relacionado ao Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG). O confronto terminou com Wanderley determinando o desligamento do microfone do colega.

O episódio ocorreu um dia antes de Wanderley encaminhar à Comissão de Ética Parlamentar uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPE) para que sejam apurados os fatos relacionados a um vídeo em que Rogerinho aparece manuseando maços de dinheiro e colocando os valores em uma sacola, quando ainda presidia o DAE.

O documento deverá ser analisado pelo colegiado, que deve convocar uma reunião para definir as providências. Entre as possibilidades está a abertura de um procedimento para verificar eventual quebra de decoro parlamentar.

Na sessão, porém, o embate começou quando Rogerinho usou a tribuna para defender a gestão de Flávia Moretti e afirmou que a Prefeitura enfrenta dificuldades financeiras em razão de bloqueios judiciais e de dívidas acumuladas por administrações anteriores. Segundo ele, o passivo ultrapassa R$ 700 milhões.

“Quero aqui só esclarecer, como líder, que realmente a saúde financeira do município está no vermelho. O Poder Executivo não está tendo dinheiro para investimento”, afirmou. O vereador também disse que a Prefeitura chegou a enfrentar dificuldades para pagar a folha salarial após novos bloqueios judiciais.

Wanderley rebateu o discurso e puxou a discussão para o DAE. O presidente lembrou que havia levado ao plenário um projeto de suplementação para a autarquia após o próprio líder da prefeita ter solicitado a inclusão da proposta.

“Eu trouxe ele, mas aí já está retirando. Eu levei pau na imprensa. Está aqui, R$ 16 milhões que eu deixei de incluir e eu incluí hoje”, afirmou Wanderley, em referência ao projeto.

O emedebista questionou ainda a demora na tramitação e afirmou que a situação havia provocado críticas contra a Câmara, apesar de, segundo ele, o projeto ter sido incluído a pedido de Rogerinho.

A discussão subiu de tom quando Wanderley passou a questionar um

contrato

do DAE firmado durante o período em que Rogerinho esteve à frente da autarquia. Segundo o presidente, o valor teria saltado de aproximadamente R$ 800 mil para R$ 3,8 milhões, o que representaria um aumento de cerca de 500%.

“O contrato do DAE de R$ 800 mil que, vossa Excelência, passou para R$ 3,8 milhões. Você pensou no povo? Você pensou no povo, vereador? De oitocentos mil, passou para três milhões e oitocentos. Assim que pensa no povo?”, questionou.

Rogerinho reagiu afirmando que o projeto estava na Câmara desde março e que a suplementação era necessária diante da crise no abastecimento de água enfrentada pela população de Várzea Grande. Ele acusou Wanderley de não tratar a proposta como uma prioridade.

“O senhor não pensou na população, porque, se o senhor pensasse na população, o senhor colocava de forma emergencial. O senhor não pensou na família várzea-grandense, que não tem água na torneira. Vou falar que nem o senhor. Seja transparente”, rebateu.

Wanderley também citou a devolução de R$ 854 mil feita pela Câmara à Prefeitura, recurso que seria destinado à reforma da sede do Legislativo. Segundo ele, mesmo a empresa responsável pelo serviço não estaria recebendo os pagamentos.

“Não tem dinheiro, porque nem a reforma da Câmara deste ano, que eu devolvi R$ 854 mil, não está pagando a empresa. E o dinheiro da Câmara? Cadê o dinheiro da Câmara que eu devolvi no final do ano?”, afirmou.

Rogerinho voltou a defender a gestão municipal e disse que os bloqueios nas contas da Prefeitura haviam começado apenas no mês anterior, enquanto o projeto do DAE, segundo ele, já estava na Câmara desde março.

O bate-boca prosseguiu até que Wanderley determinou o corte do microfone de Rogerinho.

Rogerinho deixou a presidência do DAE-VG em agosto, após a repercussão do vídeo em que aparece pegando dinheiro em espécie e colocando os valores em uma sacola. Na ocasião, o vereador afirmou que colocaria o sigilo bancário dele e da família à disposição e pediu que o Ministério Público e o Tribunal de Contas investigassem sua atuação na autarquia para comprovar a “lisura” do trabalho realizado.

 

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