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Saiba como acompanhar a atuação dos deputados e apresentar suas demandas à ALMT

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A participação do cidadão na política não deve terminar quando as eleições acabam. Acompanhar o trabalho dos representantes eleitos durante os quatro anos de mandato parlamentar também faz parte da democracia. Saber o que um deputado estadual pode e não pode fazer, como ele vota projetos de interesse da sociedade e conhecer a atuação dele nos debates sobre assuntos que afetam a vida do povo são alguns dos meios de participar ativamente do processo democrático.

Para que a população possa se informar, cobrar e participar diretamente das decisões políticas no estado, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) disponibiliza diversos canais oficiais. Site, redes sociais, rádio e televisão reforçam o atual sistema de comunicação pública da instituição, que tem como foco o engajamento do cidadão no acompanhamento dos trabalhos e nos debates parlamentares.

Além de notícias sobre o dia a dia do Parlamento estadual, pelo portal institucional é possível ter acesso a serviços e a informações sobre projetos em tramitação e legislação, publicações do Diário Oficial Eletrônico, Portal Transparência e setores internos, como a Ouvidoria-Geral. No menu Parlamento, ficam disponíveis documentos parlamentares, as pautas de discussão e atas das sessões plenárias e dados sobre as comissões permanentes, câmaras setoriais temáticas e frentes parlamentares.

Para o consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, os meios de comunicação oficiais atualmente disponíveis são a melhor forma de a população se informar e participar das atividades legislativas.

“O melhor meio de acompanhar os trabalhos do parlamentar é pela rede de comunicação da Casa, que tem um cardápio fantástico no site, na TV Assembleia, na Rádio Assembleia e nas redes sociais, onde o cidadão pode seguir o trabalho e cobrar diretamente o deputado”, ressalta.

Com relação ao site, Barros destaca a área da Secretaria de Serviços Legislativos, que reúne todas as informações e documentos sobre o processo legislativo. Por essa ferramenta, é possível conhecer e entender a organização e o funcionamento do Parlamento estadual. Propostas, leis, atas de audiências públicas e de sessões plenárias e publicações como o Guia do Processo Legislativo e o Glossário Legislativo são alguns dos itens que podem ser acessados pelo público.

Outra importante forma de participação popular é acompanhar presencialmente a rotina de trabalho dos deputados. Todas as reuniões de comissões (inclusive CPI), câmaras temáticas, frentes parlamentares e sessões são abertas ao público na sede do Parlamento estadual, em Cuiabá, com datas e horários divulgados previamente na Agenda da ALMT. Muitas sessões e audiências públicas são levadas também para os municípios do interior, geralmente para discutir assuntos que afetam diretamente a comunidade local.

Segundo Barros, entre outros eventos que envolvem diretamente o povo, a audiência pública é muito importante para a população expor aos deputados a sua vontade, o que ela pensa sobre determinado tema.

“A ALMT realiza centenas de audiências públicas por ano, pelas comissões, muitas delas diretamente nos municípios. É a oportunidade de a população se manifestar e apresentar aos seus representantes as suas vontades, os seus problemas, o que ela deseja para melhorar, o que está acontecendo de bom ou ruim. É o momento em que a sociedade pode chegar próximo de seus representantes para esclarecer algumas situações e, de certa maneira, até interferir no processo legislativo”, afirma.

De acordo com o consultor, muitas boas ideias que levam a modificação nas leis surgem desse contato próximo entre o cidadão e seu representante. O parlamentar, segundo ele, pode fazer a conexão entre a vontade popular e a técnica legislativa.

“Parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que é pinçado da sociedade por meio do voto e vai ter a dedicação exclusiva durante quatro anos para poder se debruçar sobre vários temas que o cidadão, por conta do trabalho e de outras funções, não consegue. A democracia representativa é isso, ter essa dedicação para ouvir os técnicos, o governo, o setor empresarial, os trabalhadores, os servidores públicos, e formar um convencimento. O parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que foi eleito para ter essa missão e durante quatro anos poder representar a todos”, conclui Barros.

Fonte: ALMT – MT

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Mato Grosso

Abilio ironiza adversários e diz que urnas rejeitaram grupos políticos tradicionais

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avaliou que o resultado das eleições deste ano expôs uma perda de força de grupos que há décadas ocupam espaço na política de Mato Grosso. Ao comentar as derrotas de nomes tradicionais no pleito de domingo (4), ele afirmou que as urnas deram um recado direto. “Os resultados desse processo eleitoral demonstram que Mato Grosso não quer mais a família Riva, não quer mais a família Campos, não quer mais a família Botelho e não quer mais a família Emanuel. Eu acho que esse resultado foi consolidado agora”, declarou.

Entre os Riva, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) tentou chegar ao Senado, recebeu 519.434 votos e terminou em terceiro lugar, atrás dos eleitos Mauro Mendes (União), que obteve 1.187.352 votos, e José Medeiros (PL), com 977.777. Já Jéssica Riva (MDB), irmã de Janaina e estreante na disputa pela Assembleia Legislativa, somou 25.979 votos, ficou na 24ª posição na votação nominal, mas não foi eleita em razão da distribuição das vagas pelo sistema proporcional, tornando-se suplente do MDB. A família mantinha representação na Assembleia desde a década de 1990, inicialmente com José Riva e, desde 2015, com Janaina.

Outro nome mencionado por Abilio foi Eduardo Botelho (MDB), ex-presidente da Assembleia e candidato à Prefeitura de Cuiabá em 2024. Na tentativa de retornar à ALMT, Botelho recebeu 37.359 votos e teve a 15ª maior votação nominal entre os candidatos a deputado estadual. Mesmo com votação superior à de alguns eleitos, ficou como primeiro suplente do MDB devido às regras do sistema proporcional.

No grupo dos Campos, Júlio Campos (União), ex-governador, ex-senador e deputado estadual, recebeu 18.517 votos e não conseguiu renovar o mandato, terminando na 32ª colocação nominal e ficando na suplência. Seu irmão, o senador Jayme Campos (União), não disputou cargo nas eleições deste ano e encerra o atual mandato em 2027. Com isso, a família Campos, presente em cargos eletivos de Mato Grosso há cerca de cinco décadas, ficará sem mandato a partir da próxima legislatura.

A referência à família de Emanuel Pinheiro passa principalmente pelo deputado federal Emanuelzinho (PSD). Candidato à reeleição, ele recebeu 50.951 votos, terminou em 10º lugar na votação nominal para a Câmara Federal e ficou fora das oito vagas de Mato Grosso, além de não alcançar a suplência. Abilio, porém, evitou decretar o encerramento definitivo da trajetória dos adversários. “É muito difícil você decretar fim político de qualquer pessoa que seja. Eu acho que não cabe a mim fazer isso, decretar fim político de ninguém. Mas que há uma pausa na carreira política, sim”, afirmou.

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