Cuiabá
Wellington volta ao Senado e prega união de forças em apoio a Flávio
Cuiabá
O senador Wellington Fagundes (PL) retomou as atividades no Senado nesta terça-feira (6), após o primeiro turno das eleições, e aproveitou o retorno à Casa para destacar o fortalecimento do Partido Liberal no Congresso Nacional. A legenda elegeu 19 novos senadores e chegará a 2027 com 28 representantes no Senado, além de 121 deputados federais.
Líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, Wellington afirmou que o resultado das urnas aumenta a responsabilidade dos integrantes do partido e defendeu uma atuação coordenada entre os parlamentares eleitos e os atuais.
Segundo o senador, a nova composição do Congresso deve ser utilizada para ampliar a atuação do PL na defesa das pautas e princípios da legenda.
“O PL sai das urnas muito fortalecido”, afirmou Wellington ao comentar o desempenho da sigla.
O parlamentar também direcionou a fala para o segundo turno da eleição presidencial. Com Flávio Bolsonaro (PL) na disputa, Wellington defendeu que o partido busque ampliar o diálogo para além de sua própria estrutura e procure novas alianças.
“Agora é hora de conversar muito com o Brasil, ampliar as alianças e construir essa união por meio do diálogo e de muito trabalho”, declarou.
Wellington reafirmou ainda seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e associou o projeto do candidato a temas como segurança, liberdade, oportunidades e desenvolvimento. A estratégia defendida pelo senador ocorre em um momento de ampliação da bancada do PL no Congresso, resultado que fortalece a presença do partido nas articulações políticas para 2027.
De volta ao Senado, Wellington também participou das discussões sobre a proposta que trata do fim da escala 6×1. O retorno às atividades parlamentares acontece dois dias após o primeiro turno, que definiu a composição do Congresso para a próxima legislatura.
Cuiabá
Aliado de Janaina, Léo Bortolin vê fim de ciclo após derrota da família Riva
O deputado estadual eleito Léo Bortolin (MDB) avaliou as derrotas de Janaina Riva e Jéssica Riva nas eleições deste ano e afirmou que o resultado representa o encerramento de um ciclo político para a família. Historicamente próximo do grupo, o parlamentar evitou fazer críticas diretas, mas destacou que a resposta das urnas deve ser respeitada.
“Eu acho que, como eu falei, é um ciclo, é um ciclo e acho que a urna falou por si só. O reflexo da sociedade”, declarou Léo.
Janaina disputou uma das duas vagas ao Senado por Mato Grosso, mas terminou a eleição em terceiro lugar. Jéssica, por sua vez, tentou retornar à Assembleia Legislativa, mas também não conseguiu uma das 24 cadeiras disponíveis.
Com os dois resultados, a família Riva ficará, a partir de 2027, sem representantes eleitos nos principais espaços do Legislativo estadual e federal. A presença do grupo na política de Mato Grosso remonta a 1994, quando José Riva iniciou sua trajetória como deputado estadual.
A declaração de Léo ganha peso pela relação política que mantém com Janaina. O deputado eleito pelo MDB esteve entre os aliados do grupo durante a campanha e agora passa a integrar a próxima composição da Assembleia, justamente em um cenário no qual os Riva não terão uma cadeira na Casa.
Apesar da derrota, a avaliação de Léo não foi acompanhada de uma conclusão sobre o futuro político da família. Ao resumir o resultado como reflexo da sociedade, o parlamentar destacou o papel da escolha feita pelos eleitores no pleito deste ano.
O resultado das eleições também atingiu outras famílias tradicionais da política mato-grossense. Campos, Fávaro e Pinheiro igualmente chegam à próxima legislatura sem representantes eleitos diretamente para alguns dos principais cargos disputados em 2026, em um cenário de renovação da composição política do Estado.
A partir de 2027, a família Riva deixa de ocupar diretamente mandatos eletivos em Mato Grosso, após mais de três décadas de presença contínua no cenário político estadual. A ausência, porém, não permite concluir, por si só, qual será o papel do grupo nas próximas disputas e articulações políticas.
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