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Max Russi diz que Pivetta foi “muito claro” e deixa debate da RGA para janeiro

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que os servidores estaduais terão de discutir a Revisão Geral Anual (RGA) diretamente com o governo do Estado. A RGA é o reajuste anual dos salários do funcionalismo para repor a inflação. Segundo Max, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) já deixou clara a posição dele sobre o assunto durante a campanha eleitoral.

“Olha, eu acho que sempre tem margem, mas eu acho que o Pivetta foi muito claro na eleição. Então, todo mundo sabe o que o governador Pivetta pensa em relação a isso, e os servidores vão ter que fazer essa discussão com o Poder Executivo”, declarou.

Max disse que a Assembleia está aberta ao debate, mas que a discussão deve ficar para janeiro, mês em que o Legislativo faz o estudo e a votação da RGA do ano seguinte.

“Eu vi na eleição, ele foi muito claro quanto a isso. Então é um debate que pode ser feito, a Assembleia está à disposição para fazer, mas vamos deixar isso para o mês de janeiro, que é o mês que a gente vai fazer o estudo, o trabalho e a aprovação da RGA do próximo ano”, afirmou.

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CPI da Saúde de Mato Grosso convoca secretária adjunta e médico para depoimentos

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta quarta-feira (4), a convocação de duas pessoas para prestar esclarecimentos ao colegiado. A comissão investiga eventuais irregularidades em licitações e em atos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Os convocados são a secretária adjunta de Orçamento e Finanças da pasta, Ivone Lúcia Rosset Rodrigues, e o médico Daoud Mohd Khamis Jaber Abdallah, conhecido como Dr. Daúde. A reunião ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputada Sarita Baracat” e foi comandada pelo deputado Wilson Santos (PSD).

Os requerimentos foram apresentados pelos deputados Wilson Santos e Eduardo Botelho (MDB) e receberam voto contrário do relator da CPI, deputado Beto Dois a Um (Podemos). Botelho e Beto acompanharam o encontro de maneira remota. Ao justificar seu posicionamento, Beto Dois a Um afirmou considerar dispensável ouvir os dois profissionais, pois, em sua avaliação, as informações já prestadas à comissão bastariam para o trabalho de investigação.

Wilson Santos declarou que os depoimentos são necessários para aprofundar a apuração sobre contratos e movimentações financeiras da Secretaria de Estado de Saúde no intervalo de 2019 a 2025. Conforme o presidente da CPI, Ivone Rosset está à frente da Secretaria Adjunta de Orçamento e Finanças desde 2019, setor responsável por procedimentos de licitações, empenhos, liquidações, pagamentos e reconhecimento de dívidas.

“É na secretaria adjunta dela que acontecem as licitações, os empenhos, as liquidações, os pagamentos e o reconhecimento de dívidas. O objeto principal da CPI é averiguar, no período de 2019 a 2025, toda a movimentação financeira da pasta”, destacou Wilson Santos.

Sobre o médico Daúde Abdallah, o parlamentar explicou que a convocação tem o objetivo de esclarecer denúncias anônimas recebidas pela comissão a respeito de suposta atuação nos bastidores da administração pública e de eventuais vínculos societários com agentes públicos. “Há um conjunto de denúncias anônimas em relação a ele, sobre sua atuação nos bastidores e como sócio de alguns agentes públicos importantes. Queremos tirar tudo isso a limpo. Vamos dar ao doutor Daúde a oportunidade de se explicar”, afirmou o presidente da CPI.

A previsão é de que os dois convocados sejam ouvidos na próxima quarta-feira (11), dependendo da confirmação de suas agendas. Wilson Santos observou que os depoimentos poderão concluir a etapa de oitivas, desde que não apareçam novos fatos relevantes que levem a outras convocações. “Espero que sejam os dois últimos convocados, a não ser que surjam fatos relevantes. Vamos aguardá-los na próxima quarta-feira para que possamos encerrar a fase de oitivas e entregar toda a documentação ao relator, deputado Beto Dois a Um. Espero que até o dia 15 de dezembro possamos encerrar a CPI com a aprovação do relatório”, concluiu.

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