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Cidinho critica boicotes contra comerciantes e pede respeito às urnas: “Isso não é cristão”

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O ex-senador Cidinho Santos (PP), eleito primeiro suplente do senador Mauro Mendes (União Brasil), fez uma crítica indireta a apoiadores do bolsonarismo que, insatisfeitos com o resultado das eleições de 2026, passaram a defender boicotes a estabelecimentos comerciais e até a interromper ações de solidariedade por divergências políticas.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Cidinho afirmou ter acompanhado manifestações de pessoas anunciando que deixariam de frequentar determinados comércios, salões de beleza e outros estabelecimentos por causa do posicionamento político de seus proprietários. Ele também citou casos de pessoas que estariam desistindo de participar de campanhas de caridade e ações solidárias de fim de ano.

“Isso, para mim, não é cristão. Quando a gente faz uma coisa para o irmão, faz de coração, faz porque a gente entende que é o nosso dever, é a nossa obrigação de cristão”, afirmou.

Sem mencionar diretamente nomes ou grupos políticos, o suplente de Mauro Mendes defendeu que a insatisfação com o resultado das urnas não seja transformada em perseguição a comerciantes ou motivo para prejudicar pessoas que pensam diferente.

“Às vezes, o resultado da eleição não foi aquilo que alguns esperavam, mas estamos numa democracia e temos que entender o resultado e a vontade de Deus e do povo, que foi soberano”, declarou.

Ao recorrer aos ensinamentos cristãos, Cidinho destacou o mandamento de amar o próximo como a si mesmo e argumentou que a solidariedade não pode estar condicionada à preferência política de quem recebe ajuda.

Cidinho Santos foi eleito primeiro suplente de Mauro Mendes na disputa pelo Senado em 4 de outubro. A chapa também conta com Elson Ramos (Podemos) como segundo suplente.

O político também pediu que as disputas eleitorais sejam deixadas para trás e que a população siga trabalhando sem ressentimentos. “A vida que segue, vamos continuar trabalhando, sem rancor, sem mágoa, torcendo pelo sucesso de quem foi eleito”, disse.

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CPI da Saúde de Mato Grosso convoca secretária adjunta e médico para depoimentos

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta quarta-feira (4), a convocação de duas pessoas para prestar esclarecimentos ao colegiado. A comissão investiga eventuais irregularidades em licitações e em atos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Os convocados são a secretária adjunta de Orçamento e Finanças da pasta, Ivone Lúcia Rosset Rodrigues, e o médico Daoud Mohd Khamis Jaber Abdallah, conhecido como Dr. Daúde. A reunião ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputada Sarita Baracat” e foi comandada pelo deputado Wilson Santos (PSD).

Os requerimentos foram apresentados pelos deputados Wilson Santos e Eduardo Botelho (MDB) e receberam voto contrário do relator da CPI, deputado Beto Dois a Um (Podemos). Botelho e Beto acompanharam o encontro de maneira remota. Ao justificar seu posicionamento, Beto Dois a Um afirmou considerar dispensável ouvir os dois profissionais, pois, em sua avaliação, as informações já prestadas à comissão bastariam para o trabalho de investigação.

Wilson Santos declarou que os depoimentos são necessários para aprofundar a apuração sobre contratos e movimentações financeiras da Secretaria de Estado de Saúde no intervalo de 2019 a 2025. Conforme o presidente da CPI, Ivone Rosset está à frente da Secretaria Adjunta de Orçamento e Finanças desde 2019, setor responsável por procedimentos de licitações, empenhos, liquidações, pagamentos e reconhecimento de dívidas.

“É na secretaria adjunta dela que acontecem as licitações, os empenhos, as liquidações, os pagamentos e o reconhecimento de dívidas. O objeto principal da CPI é averiguar, no período de 2019 a 2025, toda a movimentação financeira da pasta”, destacou Wilson Santos.

Sobre o médico Daúde Abdallah, o parlamentar explicou que a convocação tem o objetivo de esclarecer denúncias anônimas recebidas pela comissão a respeito de suposta atuação nos bastidores da administração pública e de eventuais vínculos societários com agentes públicos. “Há um conjunto de denúncias anônimas em relação a ele, sobre sua atuação nos bastidores e como sócio de alguns agentes públicos importantes. Queremos tirar tudo isso a limpo. Vamos dar ao doutor Daúde a oportunidade de se explicar”, afirmou o presidente da CPI.

A previsão é de que os dois convocados sejam ouvidos na próxima quarta-feira (11), dependendo da confirmação de suas agendas. Wilson Santos observou que os depoimentos poderão concluir a etapa de oitivas, desde que não apareçam novos fatos relevantes que levem a outras convocações. “Espero que sejam os dois últimos convocados, a não ser que surjam fatos relevantes. Vamos aguardá-los na próxima quarta-feira para que possamos encerrar a fase de oitivas e entregar toda a documentação ao relator, deputado Beto Dois a Um. Espero que até o dia 15 de dezembro possamos encerrar a CPI com a aprovação do relatório”, concluiu.

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