Agricultura

Dia da Regularização Fundiária é comemorado com a entrega de títulos

Publicado em

Agricultura

Minas gerais comemorou de forma diferente o Dia Nacional da Regularização Fundiária, comemorado neste domingo (05.10): apresentou o Minas Reurb, programa estadual que desde 2019, beneficiou mais de 241 mil pessoas, com 80 mil escrituras emitidas, das quais 19 mil já foram entregues em 298 municípios.

Para Eduardo Quintanilha, subsecretário de Gestão de Imóveis da Sede-MG, a entrega do documento vai além da formalidade: “Garantir que o imóvel esteja no nome do morador é um passo fundamental para a valorização patrimonial e para o desenvolvimento local. O programa fortalece a economia e a cidadania”.

O processo do Minas Reurb é estruturado em sete etapas, que vão desde o requerimento do imóvel pelo proprietário ou pelo governo até o registro em cartório. Os núcleos irregulares são classificados como Reurb S, voltados a população de baixa renda, ou Reurb E, para áreas que não se enquadram nesse critério. Raquel Luiza, superintendente de Regularização Fundiária Urbana da Sede-MG, ressalta que “a regularização permite que o poder público planeje e organize melhor os serviços urbanos, garantindo infraestrutura, ordenamento territorial e maior qualidade de vida para os moradores”.

O Minas Reurb segue um processo estruturado, que vai do requerimento à expedição e registro do documento em cartório. Os núcleos irregulares são classificados conforme a renda de seus ocupantes, com a modalidade Reurb S para áreas de baixa renda e Reurb E para demais casos. Segundo especialistas da Sede-MG, a regularização contribui para melhorar o planejamento urbano e permite que governos municipais e estaduais ofereçam infraestrutura, serviços e políticas públicas de forma mais eficaz.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agricultura

Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

Publicados

em

A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA