Cuiabá
Cuiabá celebra Luta da Pessoa com Deficiência com ações pela inclusão
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá reuniu servidores e autoridades políticas municipais e estaduais na segunda-feira (22), no Auditório da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.
A primeira-dama de Cuiabá e vereadora, Samantha Iris, também participou da iniciativa, que foi liderada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, sob coordenação da secretária Hélida Vilela e do secretário-adjunto de Inclusão, Andrico Xavier.
O encontro promoveu um debate sobre as principais necessidades das pessoas com deficiência na capital, incluindo a ampliação de oportunidades de trabalho para PCDs, a garantia da presença de intérpretes de Libras em eventos oficiais, e a desocupação das calçadas no centro da cidade, considerada um avanço importante para a mobilidade urbana.
A secretária Hélida Vilela, que é pessoa com deficiência monocular, ressaltou que a data representa a renovação do compromisso da gestão Abilio Brunini com a inclusão, com foco no respeito e na garantia de direitos.
“É fundamental lutar contra toda forma de desrespeito e exclusão, para que tenhamos uma sociedade verdadeiramente digna para todas as pessoas. O direito da pessoa com deficiência é responsabilidade de todos nós: o direito de caminhar em uma calçada, de ter liberdade de ir e vir com segurança. Precisamos, de fato, construir uma cidade inclusiva”, destacou Hélida.
O secretário-adjunto de Inclusão, Andrico Xavier, pontuou a importância da articulação intersetorial para promover melhorias na acessibilidade. Ele anunciou que, em outubro, será realizado o Fórum de Inclusão com o tema Mobilidade, que debaterá a implementação de políticas de acessibilidade em Cuiabá.
“Já estamos alinhando as ações com outras secretarias. Criamos a portaria que institui o Fórum de Inclusão e, com base nos relatórios das instituições e das pessoas envolvidas, levaremos essas demandas aos secretários para discutir soluções. Queremos deixar claro que a inclusão não está sendo negligenciada. Faltaram informações da gestão anterior, mas já estamos coletando dados e, com o apoio do Estado e novos projetos, avançaremos nas melhorias necessárias para Cuiabá”, afirmou Andrico.
Outro ponto abordado durante o encontro foi a necessidade de alteração na legislação para o reconhecimento dos intérpretes de Libras com formação de nível superior. Segundo Andrico, a Secretaria de Inclusão já iniciou um movimento para assegurar esse reconhecimento legal. “Descobrimos que ainda não há uma legislação específica para isso, então começamos a articulação. Já conversamos com a primeira-dama e, no dia 30 de setembro, fundamos a Associação dos Intérpretes de Cuiabá para debater essa pauta”, explicou.
Para a primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, o encontro foi um momento de aprendizado e conscientização. Ela reconheceu os desafios e a burocracia enfrentados, mas destacou que o primeiro passo já foi dado. “Estamos comprometidos com o desenvolvimento e a continuidade desse debate. Precisamos compreender a realidade de cada pessoa para encontrar soluções eficazes. São muitos os desafios, como a acessibilidade e as desigualdades, mas temos projetos em andamento na Câmara voltados à inclusão, e nossa missão é transformá-los em realidade.”
A superintendente de Promoção e Articulação das Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência da SETASC (Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania), Thais Augusta de Paula, reafirmou o apoio do Governo do Estado à pauta da inclusão. “Fico extremamente feliz por ver Cuiabá retomando o olhar sensível à pessoa com deficiência. Por muitos anos, a cidade ficou parada. Precisamos nos unir e fortalecer essa luta. Em nome do Governo do Estado, onde houver uma ou duas pessoas com deficiência, estarei lá incansavelmente para representá-las e levar as demandas ao governador”, garantiu Thais.
O encontro também foi marcado por depoimentos emocionantes, como o do jornalista e assessor de imprensa da Prefeitura, Ulisses Lalio, que é autista. Ele compartilhou as dificuldades que enfrentou ao longo da carreira para conquistar espaço e ter suas necessidades respeitadas no ambiente de trabalho. Ulisses também criticou decisões judiciais que dificultam o acesso a terapias essenciais.
“Sou muito esquisito para ser normal e muito normal para ser autista. É uma deficiência invisível, por isso faço questão de usar o crachá que me identifica. Desde meu diagnóstico, passei a usá-lo no trabalho. Eu sou autista, meu filho também é. A luta não é por mim, aliás, por mim, eu já teria desistido. A luta é pelo meu filho e por todas as famílias atípicas que enfrentam as mesmas dificuldades”, relatou.
Estiveram presentes no evento o vereador Dilemário Alencar, a secretária-adjunta de Assistência Social, Paolla Reis, o diretor Especial de Geração de Emprego, Renda e Qualificação da Secretaria de Agricultura e Trabalho de Cuiabá, Leandro Figueiredo, o servidor da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Alex Lili, além de Priscila Lopes Ferreira, mestre em Estudos de Linguagem e graduada em Letras/Libras pela UFMT, e Janaína Santana, presidente da Associação de Apoio aos Pacientes Oncológicos de Cuiabá.
#PraCegoVer
A imagem mostra servidores da Prefeitura de Cuiabá, representantes da pauta da inclusão e o secretário-adjunto de Inclusão, Andrico Xavier, posando para a foto oficial de encerramento do evento. Abaixo, uma galeria reúne registros de diversos momentos da celebração do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes
Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.
Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.
A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.
“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.
Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.
A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”
Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.
“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.
Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.
“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.
Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.
“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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