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Cuiabá registra queda expressiva nos casos de Dengue e Chikungunya em 2026

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, divulgou os boletins epidemiológicos de 2025 e 2026, que revelam um cenário de forte contraste entre os dois anos no enfrentamento às arboviroses. Após registrar um aumento alarmante de casos no início de 2025, a capital apresenta, em 2026, uma redução significativa nas notificações de Dengue e Chikungunya, reflexo das ações intensificadas e da participação da população.

Nas cinco primeiras semanas de 2025, Cuiabá viveu um dos períodos mais críticos em relação às arboviroses. O 5º Boletim Epidemiológico apontou crescimento exponencial, especialmente da Chikungunya.

A doença teve aumento superior a 6.500%, passando de uma média semanal de 5 notificações em 2024 para 305 casos em 2025. Somente na quarta semana epidemiológica, entre 19 e 25 de janeiro, foram registrados 605 casos. No período, quatro óbitos foram confirmados e outro seguia em investigação.

A Dengue também apresentou avanço preocupante, com crescimento de 386%. A média semanal subiu de 34 para cerca de 167 casos. Apesar de não haver mortes confirmadas, um óbito estava sob investigação.

Até a quinta semana de 2025, os dados acumulados indicavam:
• Dengue: 836 notificações e 669 confirmações
• Chikungunya: 1.527 notificações e 1.471 confirmações
• Zika: nenhum caso registrado

Naquele ano, a Vigilância em Zoonoses vistoriou mais de 90 mil imóveis, tratou cerca de 11 mil depósitos e eliminou quase 2 mil focos do mosquito.
Em 2026, o cenário é mais favorável. De acordo com o 4º Boletim Epidemiológico, divulgado em fevereiro, os números estão bem abaixo dos registrados no ano anterior, embora o município siga em alerta.

A Dengue apresentou queda significativa: a média semanal passou de 198,5 em 2025 para 22,5 em 2026. Até a quarta semana epidemiológica, foram registradas 90 notificações e 49 confirmações.

A Chikungunya teve redução ainda mais acentuada, com a média semanal caindo de 421,5 para apenas 3,5 casos. No período, foram contabilizadas 14 notificações e 12 confirmações. Já a Zika registrou apenas uma notificação, sem casos confirmados.

Apesar da melhora, a Vigilância mantém monitoramento constante, pois há um óbito por Dengue sob investigação em 2026. Na quarta semana epidemiológica deste ano, foram registrados 12 novos casos da doença.

As equipes de campo já vistoriaram mais de 72 mil imóveis, realizaram tratamento em 8.393 residências e eliminaram 3.025 depósitos com focos do mosquito.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a redução dos casos é resultado da intensificação das ações de combate ao Aedes aegypti, aliada à conscientização da população.

Entre as principais orientações estão:
• Limpeza: eliminar recipientes com água parada em quintais, calhas, pneus, garrafas e vasilhames.
• Vacinação: a vacina Qdenga está disponível para crianças de 10 a 14 anos, em esquema de duas doses.
• Assistência médica: em caso de sintomas como febre, dores no corpo, manchas na pele ou mal-estar, a recomendação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.

As autoridades lembram que o ciclo de vida do mosquito leva de 7 a 10 dias, o que torna essencial a vistoria semanal dos ambientes, com pelo menos 10 minutos dedicados à eliminação de possíveis criadouros.

Mesmo com a queda expressiva em 2026, a Prefeitura de Cuiabá destaca que o enfrentamento às arboviroses é permanente, especialmente durante o período chuvoso, quando as condições favorecem a proliferação do mosquito.

A população pode colaborar denunciando focos e buscando orientação junto à Vigilância Epidemiológica pelos telefones (65) 3318-6069 ou (65) 99206-8618 (WhatsApp).

A comparação entre 2025 e 2026 evidencia que o trabalho integrado entre poder público e comunidade é fundamental para evitar novos surtos e proteger a saúde da população cuiabana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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