Vereador eleito presidente da Câmara de Cuiabá diz que colaborou com o Gaeco, nega participação em negociações ilegais e afirma que agentes levaram apenas seu celular durante operação.
O vereador Ilde Taques (Podemos), eleito presidente da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2027/2028, negou envolvimento em supostas articulações ilegais relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. A manifestação ocorreu após o parlamentar ser alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Segundo Ilde, os agentes não encontraram materiais que, na avaliação dele, indiquem participação em irregularidades. O vereador afirmou que recebeu as autoridades com tranquilidade e colaborou com o cumprimento da ordem judicial.
Em declarações à imprensa, o parlamentar disse que os investigadores levaram apenas seu aparelho celular. Ele também confirmou que participou de um almoço com vereadores de Várzea Grande antes da eleição da Mesa Diretora, mas sustentou que o encontro teve caráter de confraternização, sem discussões sobre articulações políticas ou negociação de votos. <Cite refs={[“turn294942search2″,”turn294942search3”]}/>
Defesa nega participação em articulações ilegais
Em nota assinada pelo advogado Eduardo Mahon, Ilde afirmou que não tem relação com negociações ilegais envolvendo a escolha da direção do Legislativo várzea-grandense.
A defesa informou ainda que o vereador não teve acesso aos autos, que tramitam sob sigilo, e que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
O parlamentar pretende continuar exercendo normalmente suas atividades legislativas enquanto aguarda o avanço das investigações.
Operação apura suspeitas de corrupção
A Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de corrupção, obtenção de vantagens indevidas e cooptação de agentes públicos relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
A ação incluiu mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Ilde e o vereador cuiabano Alex Rodrigues estão entre os parlamentares da Capital alcançados pelas diligências. <Cite refs={[“turn294942search1″,”turn294942search4”]}/>
O caso ganhou repercussão diante das suspeitas de possíveis negociações políticas envolvendo a disputa pelo comando do Legislativo municipal.
Até o momento, as declarações de Ilde representam a versão apresentada pelo parlamentar e por sua defesa. O cumprimento de mandado de busca e apreensão não comprova, por si só, a prática de crime, e a investigação segue em andamento.
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