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Jayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”

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O senador Jayme Campos (União) voltou a afirmar, nesta terça-feira (4), que foi traído durante a convenção estadual do União Brasil, realizada no último dia 30 de julho, quando teve rejeitada sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso. Durante discurso na convenção estadual do MDB, o parlamentar também levantou suspeitas sobre a atuação do poder econômico na disputa interna da legenda.

Ao relembrar o processo de escolha do candidato ao Governo, Jayme afirmou que saiu politicamente fortalecido, apesar da derrota, e destacou que enfrentou pressões durante a convenção.

“Enfrentei uma convenção há menos de quatro dias atrás. Tenho a certeza de que saí muito maior do que entrei. Não corri, não ajoelhei.”

Na sequência, o senador voltou a questionar a condução da disputa e afirmou que interesses financeiros influenciaram o resultado. Sem citar nomes, também levantou dúvidas sobre a origem dos recursos empregados contra sua candidatura.

“Enfrentei um poderio econômico. Não sabemos de onde saiu esse dinheiro que foi gasto contra a candidatura de Jayme.”

Mesmo após o embate interno no União Brasil, Jayme confirmou apoio à pré-candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso e à candidatura de Janaina Riva (MDB) ao Senado Federal. Segundo ele, a aliança representa uma alternativa para o Estado.

“A história nós vamos mudar com a eleição de Wellington Fagundes e Janaína Riva para o Senado.”

O senador afirmou ainda que ele e a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, participaram da convenção para oficializar apoio às candidaturas.

“O que me traz hoje aqui, eu e minha esposa Lucimar, é hipotecarmos o nosso apoio incondicional à candidatura de Wellington Fagundes ao Governo e de Janaína Riva ao Senado.”

Durante o discurso, Jayme também criticou o cenário político atual e afirmou que interesses econômicos têm prevalecido sobre as necessidades da população. Para o senador, a coligação formada deve priorizar propostas voltadas às áreas de saúde, educação e segurança pública.

“A partir de hoje não existe MDB, não existe PL. O que existe é o partido do povo.”

Ao encerrar a fala, Jayme voltou a afirmar que o grupo enfrentará uma estrutura política e econômica robusta nas eleições de 2026, mas demonstrou confiança na vitória da chapa.

“Vamos enfrentar uma máquina. Vamos enfrentar um poderio econômico. Mas tenho a convicção de que Wellington será nosso futuro governador e Janaína nossa futura senadora.”

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Cuiabá

Fabio Garcia atribui escolha para vice de Pivetta ao apoio de 122 prefeitos

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O candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), Fabio Garcia (União), afirmou que o apoio manifestado por 122 prefeitos de Mato Grosso teve peso decisivo para que aceitasse integrar a disputa pelo Governo do Estado nas eleições de 2026.

A declaração foi feita nesta terça-feira (4), durante entrevista à imprensa na convenção estadual do Republicanos, realizada em Cuiabá. Segundo Fabio, além da confiança no projeto liderado por Pivetta, o respaldo dos gestores municipais demonstrou que sua participação na chapa era desejada por lideranças de diferentes regiões do Estado.

“Primeiro é acreditar no projeto. Ter confiança no Otaviano Pivetta para liderar esse projeto e, obviamente, os apoios que recebi de mais de 122 prefeitos reivindicando que eu participasse da chapa como vice-governador demonstram uma mensagem de confiança para que a gente continue esse trabalho”, afirmou.

Fabio destacou que o apoio dos prefeitos representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido junto aos municípios e reforça seu compromisso de manter o atendimento às demandas das cidades, independentemente da filiação partidária dos gestores.

Questionado sobre a força política da chapa, o candidato afirmou que os prefeitos que assinaram o manifesto também apoiam a candidatura encabeçada por Otaviano Pivetta.

“Assinaram 122 prefeitos para que eu pudesse participar como vice-governador da chapa do Otaviano Pivetta. Portanto, todos os prefeitos que assinaram, obviamente, apoiam também a candidatura da dupla Fábio e Otaviano Pivetta”, declarou.

O candidato acrescentou que recebeu a manifestação dos prefeitos com satisfação e afirmou que o apoio amplia a responsabilidade do grupo durante a campanha.

“Recebemos esse apoio com muita felicidade, ainda mais vindo de prefeitos importantes do Estado. Isso aumenta a nossa responsabilidade, porque sempre fizemos política atendendo todos os municípios, independentemente do tamanho ou do partido do prefeito. Vamos continuar fazendo isso”, disse.

Fabio Garcia também revelou que só foi informado na noite anterior à convenção de que havia sido escolhido para compor a chapa. Segundo ele, a decisão de aceitar o convite não esteve condicionada à ocupação de cargos ou à definição de espaços em um eventual governo.

“Não exigi nada para ser vice. Aceitei porque acredito no projeto e tenho convicção de que podemos dar uma excelente contribuição para que Mato Grosso continue crescendo e se desenvolvendo”, concluiu.

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