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Secretário apresenta balanço das ações em reunião com a Comissão de Cultura

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A Comissão de Cultura e Patrimônio Histórico (CCPH) da Câmara Municipal de Cuiabá se reuniu na manhã desta segunda-feira (15), com o secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, para deliberar sobre as ações da pasta nos primeiros meses da gestão e apresentar o planejamento dos próximos projetos da secretaria.&nbsp

O presidente da comissão, vereador Cezinha Nascimento (União Brasil), avaliou como produtiva a reunião. “Apesar das dificuldades, a secretaria está se organizando e os eventos já começam a acontecer. Estamos otimistas, principalmente com as programações de Natal e Ano Novo, e aguardamos em dois meses um novo relatório com mais detalhes e o convite à população”, destacou.

O secretário detalhou os desafios enfrentados pela pasta. Segundo ele, o período foi marcado pela reorganização administrativa após a separação das secretarias de Esporte e de Cultura, além da chegada de novos servidores e cargos de confiança. “Toda reunião que prioriza a transparência dos trabalhos e dos gastos públicos é importante. Hoje mostramos as principais ações do semestre e as dificuldades herdadas da gestão anterior”, enfatizou.

O chefe da pasta explicou que a secretaria assumiu um passivo superior a R$ 4 milhões em restos a pagar, além de um orçamento anual insuficiente até mesmo para custear a folha de pagamento.&nbsp

Diante da limitação financeira, a alternativa tem sido unir forças com outras áreas, como a Educação, que possui maior estrutura orçamentária. “Ainda que vinculadas ao ensino fundamental, essas parcerias permitem oferecer atividades culturais às crianças, faixa etária que mais carece de acesso à cultura, assim como os idosos”, disse Everson, citando pesquisa que apontou falhas de acesso entre crianças, adolescentes e o público acima de 60 anos.

Durante a reunião, o secretário também apresentou os projetos já executados e retomados no primeiro semestre. Entre eles, destacou o “Cuiabá Sonoro”, iniciativa voltada à educação musical, com oferta de aprendizado em diversos instrumentos, como violão, flauta, viola de cocho, saxofone, trompete e violoncelo. Outro projeto citado foi o “Estúdio Misc”, criado para atender artistas independentes sem condições de produção própria.

O secretário lembrou ainda da manutenção do Complexo Silva Freire, no Coxipó da Ponte, e da realização mensal da Feira Cultura, Sabor e Arte, em frente à Prefeitura, na Praça Ipiranga. Também foram mencionadas a criação do Centro de Apoio ao Empreendedorismo Cultural, que auxiliará produtores na elaboração de projetos para futuros editais, e ações como o mutirão de limpeza no aniversário da cidade, acompanhado de shows regionais no “Liquida Centro”. Entre as iniciativas retomadas, estão a reativação das fanfarras, a readequação do Complexo Passaredo e levantamentos estruturais em praças culturais do CPA 2, Parque Cuiabá e Pedra 90.

Na área de música, a Secretaria também realizou o Recital da Escola de Música de Cuiabá, o programa “Cuiabá é Tchow”, que dará visibilidade a artistas locais em grandes eventos, e o acompanhamento do Projeto Coral, conduzido pelo maestro Taubaté, no Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc). Johnny anunciou ainda o lançamento do documentário “No Coração de Cuiabá”, previsto para 22 de setembro no Cine Teatro Cuiabá, ressaltando que a pasta participa apenas com cooperação técnica, sem repasse financeiro.

Outro ponto abordado foi a consulta pública que será realizada para definir a destinação correta dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), além da fiscalização de projetos culturais. Para a terceira idade, a Secretaria prepara um passeio pelo centro histórico da capital.

Com relação às festividades de fim de ano, Johnny adiantou que o Natal terá parceria com o Governo do Estado, com atividades no Parque Novo Mato Grosso e um palco itinerante temático que circulará pelos bairros da cidade. Já a virada de ano deve contar com um grande evento no Parque das Águas, reunindo atrações culturais e musicais para a população.&nbsp

Além do presidente, participaram do encontro os vereadores Maria Avalone (PSDB), vice-presidente, e o membro titular, Eduardo Magalhães (Republicanos).

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José Riva chama Mauro de “falso moralista” e defende denúncia de Janaina sobre caso da Oi

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O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, elevou o tom contra o ex-governador Mauro Mendes (União) em meio à disputa eleitoral de 2026. Em declaração divulgada pela Gazeta Digital, Riva classificou Mauro como “falso moralista” ao comentar a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.

A investigação apura possíveis irregularidades em um acordo judicial e administrativo que envolveu aproximadamente R$ 308 milhões. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve entre as medidas cumpridas a apreensão do passaporte de Mauro Mendes.

Riva saiu em defesa da denúncia apresentada por sua filha, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que atualmente disputa uma vaga ao Senado e tem Mauro como um de seus principais adversários na corrida eleitoral. Segundo o ex-deputado, a denúncia não foi vazia e teria elementos suficientes para justificar a abertura da investigação.

“Quando o STF determina essa operação, é lógico que eles viram fundamento. Não é porque a Janaina fez uma denúncia vazia. Ela existe: são R$ 308 milhões que, comprovadamente, parte foi desviada”, afirmou.

Ao atacar Mauro, Riva também fez referência ao discurso de cobrança moral adotado pelo ex-governador contra adversários políticos. Para ele, antes de apontar erros de outras pessoas, Mauro deveria observar também a própria trajetória e as acusações que agora estão sob investigação.

“Antes de você falar dos outros, você tem que olhar para si. É muito fácil chegar aqui e atacar todo mundo, mas a gente tem que olhar também para nossas práticas”, disparou.

O ex-presidente da Assembleia ainda recorreu ao conhecido ditado “faça o que eu falo, mas não o que eu faço” para reforçar a crítica e afirmou que qualquer pessoa que cometer irregularidades deve responder perante a Justiça, independentemente de posição política.

“A gente erra, a gente paga. Eu paguei, ele vai pagar, e todo mundo que errar está sujeito a pagar perante a Justiça. Não é o Mauro, é o Mauro, é o Lula, é todo mundo que errar”, declarou.

Riva também mencionou os ataques que, segundo ele, sua família sofreu ao longo dos anos e citou nominalmente sua esposa, Janete Riva, afirmando que ela teria sido alvo de críticas de Mauro.

A manifestação ocorre em um momento de forte acirramento entre Mauro Mendes e Janaina Riva. A deputada é uma das principais adversárias do ex-governador na disputa pelo Senado, e o caso envolvendo a Oi se tornou mais um ponto de confronto entre os dois grupos políticos.

Mauro, por sua vez, nega ter obtido qualquer vantagem indevida no acordo e classifica as acusações como uma “armação política” e uma tentativa de desgastá-lo eleitoralmente. Segundo a versão do ex-governador, o entendimento com a Oi teria encerrado um litígio considerado vantajoso para os cofres públicos.

A Operação Heritage investiga justamente se o acordo foi utilizado para mascarar repasses e eventual lavagem de dinheiro público. As apurações apontam que cerca de R$ 308,1 milhões foram movimentados por meio de fundos de investimento e empresas interpostas. Até o momento, as suspeitas são objeto de investigação e não representam condenação dos envolvidos.

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