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Vereadores apresentam relatório de missão a Dubai e China e reforçam transparência nas tratativas

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Os vereadores Demilson Nogueira (PP) e Eduardo Magalhães (Republicanos) apresentaram à Câmara Municipal de Cuiabá o relatório oficial da missão institucional realizada nos Emirados Árabes Unidos e na República Popular da China entre os dias 30 de outubro e 9 de novembro de 2025. A participação da comissão teve como objetivo acompanhar agendas internacionais voltadas à inovação, mobilidade urbana, segurança alimentar e novas oportunidades de cooperação para o desenvolvimento de Cuiabá, além de assegurar que todo o processo seja conduzido com transparência e escrutínio do Legislativo.

Durante as agendas em Dubai, a comitiva cuiabana dialogou com autoridades governamentais, grupos de investimento e empresas multinacionais, apresentando projetos estruturantes de mobilidade, saneamento, energia e logística. Também foram discutidas possibilidades de cooperação tecnológica, especialmente em áreas como agricultura familiar, economia circular, gestão ambiental e mobilidade autônoma.

 

Já na China, os parlamentares acompanharam visitas técnicas ao sistema de transporte Dual Rail Transit (DRT), conheceram instalações industriais da CRRC e participaram da China International Import Expo, evento que reúne países e empresas do mundo todo interessados em ampliar trocas comerciais e parcerias tecnológicas.

O vereador Demilson Nogueira destacou que o trabalho reforça a capacidade de Cuiabá de dialogar com centros globais de inovação, mas alertou para a necessidade de responsabilidade e cautela. “A viagem mostrou que Cuiabá tem potencial para atrair investimentos estratégicos e para se posicionar no cenário internacional. No entanto, é importante esclarecer que não houve assinatura de contratos financeiros ou compromissos definitivos. Estamos diante de tratativas iniciais que precisam ser avaliadas com rigor técnico e jurídico”, afirmou.

O relatório entregue pelos vereadores registra avanços institucionais, como a ampliação das relações diplomáticas e a inserção de Cuiabá em discussões globais sobre inovação e governança. Também aponta o interesse de empresas estrangeiras em visitar a capital em 2026 para aprofundar estudos e avaliar investimentos. As tratativas, porém, permanecem em fase preliminar e dependerão de novas reuniões técnicas e avaliações internas.

O vereador Eduardo Magalhães também ressaltou o papel fiscalizador da Câmara no processo com a presença dos parlamentares nas agendas externas garantindo maior segurança para o município. “A missão abriu portas importantes, mas todo avanço deve ocorrer com responsabilidade e supervisão permanente. Qualquer acordo, entendimento ou proposta de parceria precisa passar pela Câmara Municipal, que tem a obrigação de analisar impactos, riscos e benefícios para Cuiabá”, declarou.

Demilson reforçou que a missão representa uma oportunidade relevante para o futuro de Cuiabá, desde que conduzida com total transparência. “Esse processo precisa ser acompanhado passo a passo, com zelo pelo dinheiro público e compromisso com o interesse da população. O Legislativo tem papel fundamental para garantir que qualquer avanço ocorra com responsabilidade, segurança fiscal e clareza nas informações”, afirmou.

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José Riva chama Mauro de “falso moralista” e defende denúncia de Janaina sobre caso da Oi

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O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, elevou o tom contra o ex-governador Mauro Mendes (União) em meio à disputa eleitoral de 2026. Em declaração divulgada pela Gazeta Digital, Riva classificou Mauro como “falso moralista” ao comentar a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.

A investigação apura possíveis irregularidades em um acordo judicial e administrativo que envolveu aproximadamente R$ 308 milhões. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve entre as medidas cumpridas a apreensão do passaporte de Mauro Mendes.

Riva saiu em defesa da denúncia apresentada por sua filha, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que atualmente disputa uma vaga ao Senado e tem Mauro como um de seus principais adversários na corrida eleitoral. Segundo o ex-deputado, a denúncia não foi vazia e teria elementos suficientes para justificar a abertura da investigação.

“Quando o STF determina essa operação, é lógico que eles viram fundamento. Não é porque a Janaina fez uma denúncia vazia. Ela existe: são R$ 308 milhões que, comprovadamente, parte foi desviada”, afirmou.

Ao atacar Mauro, Riva também fez referência ao discurso de cobrança moral adotado pelo ex-governador contra adversários políticos. Para ele, antes de apontar erros de outras pessoas, Mauro deveria observar também a própria trajetória e as acusações que agora estão sob investigação.

“Antes de você falar dos outros, você tem que olhar para si. É muito fácil chegar aqui e atacar todo mundo, mas a gente tem que olhar também para nossas práticas”, disparou.

O ex-presidente da Assembleia ainda recorreu ao conhecido ditado “faça o que eu falo, mas não o que eu faço” para reforçar a crítica e afirmou que qualquer pessoa que cometer irregularidades deve responder perante a Justiça, independentemente de posição política.

“A gente erra, a gente paga. Eu paguei, ele vai pagar, e todo mundo que errar está sujeito a pagar perante a Justiça. Não é o Mauro, é o Mauro, é o Lula, é todo mundo que errar”, declarou.

Riva também mencionou os ataques que, segundo ele, sua família sofreu ao longo dos anos e citou nominalmente sua esposa, Janete Riva, afirmando que ela teria sido alvo de críticas de Mauro.

A manifestação ocorre em um momento de forte acirramento entre Mauro Mendes e Janaina Riva. A deputada é uma das principais adversárias do ex-governador na disputa pelo Senado, e o caso envolvendo a Oi se tornou mais um ponto de confronto entre os dois grupos políticos.

Mauro, por sua vez, nega ter obtido qualquer vantagem indevida no acordo e classifica as acusações como uma “armação política” e uma tentativa de desgastá-lo eleitoralmente. Segundo a versão do ex-governador, o entendimento com a Oi teria encerrado um litígio considerado vantajoso para os cofres públicos.

A Operação Heritage investiga justamente se o acordo foi utilizado para mascarar repasses e eventual lavagem de dinheiro público. As apurações apontam que cerca de R$ 308,1 milhões foram movimentados por meio de fundos de investimento e empresas interpostas. Até o momento, as suspeitas são objeto de investigação e não representam condenação dos envolvidos.

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