Cuiabá
Vereadores participam de sessão extraordinária com apresentação de resultados do 1º semestre da Prefeitura de Cuiabá
Cuiabá
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
Os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá realizaram, na tarde desta segunda-feira (14), uma sessão extraordinária que contou com a presença do prefeito Abilio Brunini (PL), para a apresentação dos resultados dos primeiros seis meses da nova gestão da Prefeitura da capital. Durante a reunião, o chefe do Executivo municipal detalhou a situação econômica da cidade e anunciou o fim do decreto de calamidade financeira.
O prefeito Abilio Brunini aproveitou a oportunidade para esclarecer que, apesar do fim do decreto de calamidade financeira, a situação do município ainda exige atenção.
“Temos um município com R$ 2,5 bilhões em dívidas de longo prazo, R$ 1,15 bilhão em dívidas de curto prazo, R$ 700 milhões em precatórios e R$ 50 milhões em dívidas de consignados, que foram descontados dos servidores mas não repassados aos bancos. Todas essas questões financeiras ainda devem perdurar por algum tempo, até que consigamos reequilibrar as contas do município”, afirmou o gestor.
Abilio reforçou que a gestão está trabalhando para criar uma receita compatível com as despesas. Segundo ele, medidas de economia estão sendo adotadas para reduzir os passivos e recuperar o equilíbrio fiscal. Por fim, o prefeito falou sobre suas expectativas para o segundo semestre de 2025.
“Queremos entregar ainda mais, como já fizemos no primeiro semestre: transporte público gratuito aos domingos, café da manhã nas escolas, uniformes, materiais escolares e uma série de outros benefícios. Nosso objetivo é manter essa economia até o ano que vem, mantendo as contas em dia, garantindo os direitos dos servidores e assegurando que o orçamento seja executado com responsabilidade até o fim do ano”, concluiu.
A presidente da Casa, vereadora Paula Calil, agradeceu ao prefeito Abilio Brunini pela colaboração e destacou que as informações apresentadas servirão como base para o planejamento das ações parlamentares do segundo semestre, com impacto direto na vida da população cuiabana.
“Para nós, não apenas para mim como presidente, é muito importante ouvir esses esclarecimentos do Executivo e sanar dúvidas, já que estamos atuando na ponta, como elo entre os poderes e a população. Foi um momento democrático que nos dará um norte sobre os próximos passos, por meio da união e da soma de esforços conjuntos”, afirmou Paula.
Estiveram presentes na sessão os parlamentares Katiuscia Manteli (PSB), Paula Calil (PL), Maysa Leão (Republicanos), Michelly Alencar (União Brasil), Dra. Mara (Podemos), T. Coronel Dias (Cidadania), Rafael Ranalli (PL), Cezinha Nascimento (União Brasil), Samantha Iris (PL), Ilde Taques (PSB), Demilson Nogueira (Progressistas), Adevair Cabral (Solidariedade), Gustavo Padilha (PSB), Maria Avalone (PSDB), Eduardo Magalhães (Republicanos), Mario Nadaf (PV), Alex Rodrigues (PV), Daniel Monteiro (Republicanos), Dilemário Alencar (União Brasil), Fellipe Corrêa (PL), Kássio Coelho (Podemos), Jeferson Siqueira (PSD) e Marcus Brito Jr. (PV).
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
“Não venham dizer que é eleitoreira”, dispara Wellington sobre operação contra Mauro
O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, rebateu a tese de que a Operação Heritage teria sido deflagrada por razões eleitorais e afirmou que as suspeitas envolvendo o acordo de R$ 308 milhões entre o Estado e a operadora Oi já eram discutidas antes do atual período eleitoral. Durante discurso no plenário do Senado, nesta quarta-feira (12), Wellington afirmou que as denúncias já haviam sido levadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e que sua atuação no colegiado foi justamente no sentido de cobrar o encaminhamento das suspeitas aos órgãos de controle.
“E não venham dizer que isso é denúncia apenas eleitoreira, porque isso foi feito lá atrás, e nós nunca acusamos. Nós só pedimos as investigações”, afirmou.
Segundo o senador, o calendário eleitoral não pode ser utilizado como argumento para impedir ou retardar investigações de possíveis irregularidades.
“Como se alguém que roubasse durante a campanha não pudesse ser investigado. Isso é um absurdo”, declarou.
A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 6 de agosto, após autorização do Supremo Tribunal Federal, para investigar suspeitas relacionadas ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. A investigação apura a possível movimentação irregular dos recursos por meio de fundos e empresas e analisa possíveis crimes como peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Wellington também aproveitou o discurso para direcionar críticas ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), seu adversário na corrida pelo Palácio Paiaguás. O senador questionou a tentativa, segundo ele, de Pivetta se desvincular das decisões e resultados da gestão de Mauro Mendes, da qual foi vice-governador por mais de sete anos.
“O atual Governador, que foi por sete anos e pouco Vice-Governador, disse que não sabia, não acompanhou, sendo que, uma semana atrás, ele dizia que tudo o que aconteceu no Governo durante esses sete anos e pouco foi mérito dele também. Agora começam as denúncias e já quer se esquivar”, afirmou.
A declaração ocorre em meio ao impacto político provocado pela Heritage dentro do grupo que apoia a candidatura de Pivetta. Fábio Garcia deixou a disputa pela vice-governadoria após ser atingido pelas medidas determinadas na investigação e Gisela Simona foi anunciada para ocupar a vaga.
O senador afirmou que já havia tratado das relações envolvendo o Banco Master, empresas e pessoas ligadas ao acordo com a Oi durante a CPI do Crime Organizado. Segundo ele, a cobrança era para que eventuais suspeitas fossem formalmente investigadas.
“Fiz questão de alertar naquele momento que Mato Grosso precisa de resposta, que não poderia terminar apenas em discussão política, muito menos sem uma conclusão. Por isso, como líder do bloco Vanguarda, lá na CPI eu cobrava que a comissão enviasse aos órgãos de controle”, afirmou.
O senador também citou o depoimento do ex-governador Pedro Taques (PSB) à CPI, realizado em março, e disse ter alertado o ex-governador para que a comissão não fosse utilizada como palanque eleitoral.
“Disse a ele que esperava que ali não fosse transformado num palanque”, assinalou.
Wellington também defendeu que as investigações avancem para esclarecer eventuais prejuízos aos servidores públicos. No Mato Grosso, contratos relacionados a empréstimos consignados do Banco Master também são alvo de apuração.
“Teve servidores públicos que ficaram endividados e suicidaram. Não tem maldade maior que se possa fazer”, declarou.
Ao comentar a atuação da Polícia Federal, o senador afirmou que o trabalho realizado até agora é robusto, mas ressaltou que a responsabilidade final caberá à Justiça.
“Isso tudo está comprovado pela Polícia Federal e, claro, vai ter o julgamento final”, afirmou.
Wellington ainda rejeitou acusações de que adversários políticos teriam atuado para provocar a operação.
“Não dá pra querer dizer que tudo isso foi feito por influência política”, disse.
A Operação Heritage segue em andamento. Os investigados ainda terão direito à defesa e não há, até o momento, condenação judicial em relação aos crimes apurados.
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