Mato Grosso

Milas diz que Wellington “amarelou” e “fugiu” após desafio no debate

Publicado em

Mato Grosso

mostra o candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL) deixando o local sem parar para falar com o adversário Rafaell Milas (Missão), que o aguardava com documentos sobre possíveis benefícios fiscais concedidos a uma empresa ligada ao filho do candidato.

 

Ele disse que iria renunciar à candidatura. Seria um favor se fizesse isso. Aí, quando a gente aponta a verdade, ele corre

Milas apresentou registros segundo os quais a Zootec Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários Ltda. acumulou cerca de R$ 1,08 milhão em benefícios de ICMS entre 2019 e 2025. João Antônio Fagundes Neto, filho de Wellington, aparece como administrador da empresa e representante legal de uma das sócias.

 

Wellington negou que empresas ligadas à sua família receberam benefícios e prometeu renunciar à candidatura caso fosse comprovado os incentivos fiscais.

 

Durante o debate desta quinta, o senador voltou a negar que empresas de sua família tenham sido beneficiadas pelo Prodeic e desafiou Milas a apresentar provas à imprensa. Após o programa, Milas aguardou Wellington com os documentos e uma carta de renúncia preparada para que o adversário assinasse.

 

 

“Quando mostrei o papel, ele correu. Correu na hora que viu que o papel era verdadeiro. Está aqui, pessoal, é um documento oficial. Está escrito. O CNPJ é deles, está na empresa deles”, afirmou.

 

Milas disse ser favorável à política de incentivos fiscais e afirmou que o questionamento está relacionado à promessa feita anteriormente pelo senador.

 

FIlho também não explicou

 

“Sou a favor de incentivos fiscais, não estou demonizando, mas a questão é: o cara fala que não recebe, que vai renunciar à candidatura. Seria um favor se fizesse isso. Aí, quando a gente aponta a verdade, ele corre”, disse.

 

No início da gravação, João Antônio Fagundes aborda Milas e afirma que o candidato está “mal-informado”. Milas responde pedindo que Wellington fosse até o local.

 

“Chama seu pai para debater. Foi ele que debateu comigo. Ele amarelou. Seu pai amarelou e mandou você aqui”, afirmou.

 

Na sequência, Wellington aparece passando pelo local acompanhado de assessores. O senador não para para discutir os documentos com Milas e segue em frente.

“Eu estava à disposição. O Wellington tinha combinado: ‘vamos juntos à imprensa mostrar’. Fiquei esperando o que combinamos. Estou aqui com o documento, então refute com a verdade”, afirmou Milas.

 

O candidato do Missão também acusou Wellington de fazer “malabarismo semântico” ao diferenciar modalidades de renúncia fiscal. “Independentemente de qual palavra é, ele tem o benefício”, disse.

 

Versão de Wellington

 

Wellington nega que empresas de seus filhos recebam benefícios do Prodeic. Durante o debate, afirmou que faria questão de apresentar documentos à imprensa para sustentar sua versão e desafiou Milas e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) a renunciarem caso não comprovassem as acusações.

 

Registros divulgados nesta semana apontam R$ 1.081.177,90 em renúncias de ICMS concedidas à Zootec entre 2019 e 2025. A controvérsia está na natureza desses benefícios: documentos divulgados pela defesa do senador sustentam que eles são classificados como “não programáticos”, e não como benefícios do Prodeic.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Max ‘fecha’ com 18 deputados e mira 130 prefeitos para ampliar votação de Flávio Bolsonaro em MT

Publicados

em

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que Mato Grosso pode ampliar em até 10 pontos percentuais a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (7), durante ato suprapartidário que reuniu deputados estaduais, lideranças políticas e candidatos eleitos em apoio à candidatura do senador.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 65,15% dos votos válidos em Mato Grosso, e Lula (PT) ficou em segundo lugar, com 29,18%.

Para Max, uma das estratégias é  ampliar o comparecimento às urnas. No primeiro turno, cerca de 600 mil eleitores de Mato Grosso se abstiveram de  votar.

Por isso, o deputado defendeu uma mobilização direta nos municípios, com diálogo com eleitores e busca por votos de candidatos que não chegaram à segunda etapa. “Se Mato Grosso subir 10% de voto, vai dar quase 200 mil votos. Isso pode ser uma diferença em uma eleição disputada como essa”, afirmou Max.

Ainda segundo Max Russi, 18 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso já manifestaram apoio ao candidato do PL.

A articulação surgiu a partir de uma proposta do deputado Gilberto Cattani (PL) e ganhou adesão de parlamentares de diferentes siglas. A mobilização também foi formalizada por meio de uma carta de apoio apresentada durante o encontro.

Durante o encontro, os participantes também mencionaram a expectativa de adesão de mais de 130 prefeitos de Mato Grosso à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Participaram do ato os deputados estaduais eleitos e reeleitos Max Russi (Podemos), Gilberto Cattani (PL), Chico Guarnieri (PSDB), Fabinho Tardin (Podemos), Léo Bortolin (MDB), Alessandra Ferreira (Podemos), Valmir Moretto (Republicanos), Sebastião Rezende (União Brasil), Nininho (Republicanos), Beto Dois a Um (Podemos), Dr. João (MDB), Thiago Silva (MDB), Ulysses Moraes (Podemos) e Samantha do Abílio (PL).

Também participaram Elson Ramos (Podemos), eleito suplente de senador na chapa de Mauro Mendes; Coronel Roveri (PL), eleito deputado federal; e Ilde Taques (Podemos), vereador e presidente eleito da Câmara Municipal de Cuiabá. E Fernando Gorgen (Podemos), Fred Murta (Podemos) e Eduardo Sanches (União), que disputaram as eleições de 2026.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA