Várzea Grande
Bazar Solidário leva atendimentos à comunidade em Várzea Grande
Várzea Grande
Neste sábado, o bairro Jardim Primavera, em Várzea Grande, recebeu a 1ª edição do projeto Bazar Solidário, uma iniciativa promovida pelo gabinete do vereador Wanderley Cerqueira (MDB), com apoio de voluntários, empresas privadas e do deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil). A ação reuniu moradores em um dia marcado por solidariedade, cuidado e aproximação com a comunidade.
O projeto é mantido por meio da doação de roupas em bom estado, que passam por triagem antes de serem disponibilizadas gratuitamente à população. Além da distribuição, o Bazar Solidário também oferece o empréstimo de peças para ocasiões especiais, como vestidos, ternos e até trajes de casamento.
“Muitas vezes, a pessoa precisa participar de uma ocasião que exige um traje formal ou até realizar o sonho de casar de vestido de noiva. O Bazar Solidário cede essas vestimentas mediante um termo de devolução, sem nenhum custo”, explicou o vereador Wanderley Cerqueira.
Outro destaque da ação foi a oferta de atendimentos médicos, odontológicos, de saúde da família e assistência social. Durante o evento, também foram realizados encaminhamentos para especialistas e solicitações de exames, garantindo continuidade no cuidado com os moradores.
“Os atendimentos são realizados por um grupo de voluntários de diversas áreas, que dedicam seu tempo a quem mais precisa. É uma verdadeira ação solidária”, reforçou o parlamentar.
Além dos serviços prestados, a equipe do projeto também aproveitou a presença no bairro para ouvir as principais demandas da comunidade. As necessidades identificadas serão encaminhadas ao Executivo por meio de indicações e, em alguns casos, poderão se transformar em projetos.
“Nossa intenção é ser cada vez mais a caixa de ressonância da população várzea-grandense”, concluiu Wanderley Cerqueira.
A primeira edição do Bazar Solidário marca o início de uma série de ações que devem percorrer diferentes regiões da cidade, com foco especial nas comunidades mais vulneráveis.
Várzea Grande
Palestra aborda protocolo dos Bombeiros para vítimas de violência
O enfrentamento à violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção às vítimas estiveram em pauta na terça-feira (1º), durante palestra promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre o Procedimento Operacional Padrão (POP) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso para o atendimento a mulheres em situação de violência. Ministrada pela tenente-coronel BM Karina Matos de Oliveira, a atividade integrou a programação da campanha Agosto da Segurança Institucional, coordenada pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI).O evento reuniu servidores do MPMT e estudantes do 2º semestre do curso de Direito da Faculdade Fasipe, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça da Capital. Além de apresentar os protocolos adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), a palestrante destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública e da disseminação de informações que contribuam para a prevenção e o enfrentamento da violência de gênero.Durante a exposição, a tenente-coronel abordou o papel estratégico do Corpo de Bombeiros no acolhimento e na proteção de mulheres vítimas de violência, ressaltando que os bombeiros frequentemente representam o primeiro contato da vítima com o poder público. Também chamou a atenção para o cenário preocupante dos casos de feminicídio em Mato Grosso, estado que lidera o ranking nacional pelo segundo ano consecutivo, e para a necessidade de um atendimento humanizado, qualificado e livre de revitimização.Outro destaque da palestra foi a apresentação das metas assumidas pelo CBMMT no âmbito do Plano Estadual de Metas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que prevê a capacitação de grande parte do efetivo da corporação para o acolhimento especializado. A oficial detalhou ainda o fluxo de atendimento previsto no POP 10, desde o deslocamento das equipes até o registro da ocorrência, enfatizando práticas de escuta qualificada, preservação da privacidade, encaminhamento adequado das vítimas e utilização de ferramentas de proteção, como o aplicativo SOS Mulher.Segundo ela, a apresentação também buscou orientar sobre medidas de prevenção e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, bem como sobre a atuação conjunta do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). “Precisamos cada vez mais falar sobre o tema e levar informação às mulheres e aos homens, para que saibam como agir diante de uma situação de violência”, ressaltou.O coordenador do CSI, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou que a programação desenvolvida ao longo do mês buscou ampliar a cultura de prevenção e conscientização dentro da instituição. Segundo ele, os eventos tiveram o objetivo de capacitar e sensibilizar os integrantes do Ministério Público para temas relacionados à segurança institucional. “Fechamos hoje com a palestra sobre o atendimento às vítimas de violência, um tema de extrema relevância para a segurança como um todo”, afirmou, defendendo que a conscientização sobre o assunto permaneça presente durante todo o ano.A coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Fasipe, Izabel Ferreira de Souza Barbosa, avaliou que a palestra representou uma importante oportunidade de aprendizado e reflexão para os acadêmicos. Segundo ela, discutir a violência de gênero em diferentes espaços fortalece a formação dos estudantes e amplia a conscientização sobre a responsabilidade social de cada cidadão. “O Ministério Público abrir essa porta para nós só nos faz agradecer. Foi uma experiência de grande valia e importância”, destacou.A estudante de Direito Heloísa Mayara enfatizou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve permanecer em evidência de forma contínua. Para ela, o debate permanente contribui para ampliar a conscientização da sociedade e fortalecer a proteção às vítimas. “É um assunto que precisa ser tratado sempre, porque conhecimento nunca é demais, especialmente quando falamos de um problema que continua acontecendo todos os dias”, afirmou.Também integrou a atividade uma apresentação das representantes do Espaço Caliandra, que compartilharam informações sobre os serviços oferecidos pela iniciativa e apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Observatório Caliandra, voltado ao acompanhamento e à produção de dados relacionados à violência contra mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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