Várzea Grande
Ex-vice fala em falta de diálogo, evita rótulos e afirma que vereadores devem “defender o povo” acima de disputas políticas.
Várzea Grande
Depois da renúncia, Tião da Zaeli falou sem muito filtro e deixou vários recados no ar. Disse que o momento teve emoção, que acabou sendo meio “destemperado”, mas garantiu que tudo o que falou foi verdadeiro e necessário.
Sobre a reação do partido, ele contou que não teve surpresa. Segundo Tião, o grupo já o conhece de longa data, desde a época do antigo PR, e entende bem o seu posicionamento. “Eu tenho um alinhamento só, um alinhamento verdadeiro”, afirmou. Ele disse ainda que, ao explicar a situação, ficou claro que vai continuar na política, lutando pelo partido e por Várzea Grande.
Quando o assunto foi a Câmara, Tião evitou entrar em jogo de base ou oposição. Preferiu jogar a responsabilidade para os vereadores e deixou um recado direto: “Defender o povo. Acima de qualquer divergência política, está o povo.” A fala veio no contexto de votações recentes, como o PCCS, que ele disse ter acompanhado com satisfação.
Apesar disso, não poupou críticas à situação da cidade. Segundo ele, Várzea Grande ainda enfrenta problemas sérios de infraestrutura e falta articulação política para avançar. Tião citou, por exemplo, a dificuldade de conseguir emendas, apontando que isso passa pela construção de grupo político, algo que, na visão dele, não aconteceu como deveria.
Questionado se a renúncia poderia significar o fim da sua trajetória política, ele descartou. Disse que política, para ele, não é carreira, mas missão. “Eu trato política como missão. Por isso que eu não tenho dificuldade de renunciar ou de candidatar de novo.”
No fim, o tom foi de quem sai do cargo, mas não do jogo. Entre críticas, recados e justificativas, Tião deixou claro que pretende continuar ativo e que a saída da vice-prefeitura é só mais um capítulo dessa trajetória.
Várzea Grande
Janaina diz que Várzea Grande “não é extensão de Cuiabá” e cobra serviços públicos de qualidade
A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) defendeu mais investimentos e estrutura própria de serviços públicos para Várzea Grande e afirmou que o município não pode ser tratado como uma extensão de Cuiabá. A declaração ocorreu durante agenda política nos bairros Mapim e Chapéu do Sol, na segunda-feira (1º).
Para Janaina, a população várzea-grandense precisa ter acesso aos mesmos padrões de atendimento encontrados na Capital, especialmente em áreas consideradas essenciais.
“Várzea Grande não pode ser auxiliar de Cuiabá, porque não é extensão de Cuiabá. Os serviços ofertados em Cuiabá têm que ser ofertados na mesma qualidade aqui, porque aqui é a segunda maior cidade do estado e nós vamos lutar por isso”, afirmou.
A saúde foi apontada pela candidata como um dos principais problemas enfrentados atualmente pela população. Janaina também criticou a falta de creches e de escolas em período integral e afirmou que existe uma contradição entre a riqueza produzida por Mato Grosso e a desigualdade vivida por parte da população.
“Não é justo tantos ganhando tanto, usufruindo das benesses do poder e não ter creche pros nossos filhos, não ter escola em período integral… Ter uma saúde como é a saúde de Várzea Grande, uma das piores do estado de Mato Grosso”, disse.
Outro ponto levantado durante a agenda foi a falta de água na Baixada Cuiabana. Janaina defendeu a ampliação da utilização de poços artesianos e melhorias na distribuição, além de destacar o déficit habitacional de Cuiabá e Várzea Grande.
Segundo ela, a região também enfrenta dificuldades diante da ausência de programas habitacionais capazes de atender famílias que vivem em situação de vulnerabilidade, enquanto os preços dos aluguéis pressionam ainda mais o orçamento da população.
Segurança e proteção às mulheres
Na área da segurança pública, Janaina lembrou ações que, segundo ela, foram articuladas durante sua passagem pela Assembleia Legislativa, como a implantação da Delegacia da Mulher 24 horas e a chegada do Instituto Médico Legal (IML) a Várzea Grande.
A candidata afirmou que ainda existem dificuldades no atendimento a vítimas de violência, especialmente crianças, e criticou a necessidade de deslocamento de profissionais para a realização de perícias.
“Até hoje, uma criança violentada aqui em Várzea Grande, às vezes tem que esperar 12 horas para vir um perito para Várzea Grande para poder fazer um laudo com uma criança violentada. É uma vergonha”, declarou.
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