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Lúdio diz que Mauro e Pivetta reconhecem importância de Lula para Mato Grosso, mas evitam admitir publicamente

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) afirmou que o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) reconhecem, nos bastidores, a importância das ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o desenvolvimento de Mato Grosso, mas evitam manifestar esse entendimento publicamente.

A declaração foi feita durante entrevista nesta semana, quando o parlamentar argumentou que diversos projetos considerados estratégicos para o Estado avançaram após a retomada de investimentos federais na atual gestão.

Segundo Lúdio, o governo estadual tem sido beneficiado por programas e recursos da União, especialmente nas áreas de habitação e infraestrutura, mas não enfatiza a participação do governo federal por receio de desgaste junto a eleitores identificados com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao defender esse posicionamento, o deputado citou a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida. De acordo com ele, o setor habitacional voltou a registrar resultados expressivos em Mato Grosso após o retorno de Lula à Presidência.

Conforme o parlamentar, cerca de 40 mil moradias foram contratadas no Estado por meio de ações desenvolvidas em parceria entre os governos federal e estadual.

Lúdio também mencionou a duplicação da BR-163 como exemplo da participação da União em obras consideradas prioritárias para Mato Grosso. Segundo ele, embora o governo estadual demonstrasse interesse na execução do projeto desde o início da gestão, o avanço efetivo ocorreu após a articulação com o governo federal e a obtenção de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na avaliação do deputado, os recursos liberados pela instituição financeira foram decisivos para acelerar as intervenções e garantir a continuidade das obras na rodovia.

Durante a entrevista, o parlamentar também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que a atual gestão federal tem apresentado resultados concretos para os estados, enquanto o governo anterior, segundo sua avaliação, não conseguiu atender demandas consideradas prioritárias para Mato Grosso.

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“Eles me obrigaram a adiar esse sonho”, diz Rosana Martinelli após MDB desistir de chapa para federal

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A ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli (MDB) afirmou estar “magoada” com a decisão do partido de não lançar candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, a emedebista disse que a mudança de estratégia da legenda adiou seu projeto de disputar uma vaga de deputada federal.

Rosana havia deixado o PL para ingressar no MDB justamente com a expectativa de concorrer à Câmara. Segundo ela, ao aceitar o convite para integrar a legenda, recebeu a garantia de que o partido teria uma chapa competitiva para a disputa proporcional.

“Estou triste, sim, estou magoada, mas a minha fé em Deus continua inabalável. Eles me obrigaram a adiar esse sonho, mas não destruíram o nosso projeto”, declarou.

A ex-prefeita afirmou que entrou no MDB acreditando na construção de uma candidatura competitiva e que participou do projeto com a expectativa de disputar as eleições para deputada federal.

“Eu vim para o MDB acreditando em um projeto forte. A garantia que tínhamos era de uma chapa completa de deputados federais. Entrei de cabeça, com verdade, com vontade de trabalhar e com o coração cheio de expectativa”, afirmou.

Mudança de estratégia

De acordo com Rosana, parte dos pré-candidatos que inicialmente integrariam a chapa para deputado federal desistiu da disputa. O MDB, segundo ela, não conseguiu substituir os nomes dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral e decidiu concentrar esforços nas candidaturas ao Senado e à Assembleia Legislativa.

“O MDB não conseguiu substituir em tempo hábil esses nomes e acabou priorizando o Senado e a chapa de deputados estaduais. Com o coração muito apertado, preciso dizer que o MDB não terá chapa de federal”, lamentou.

A decisão foi formalizada na ata retificadora da convenção estadual do MDB, divulgada na noite de quarta-feira (5), encerrando a possibilidade de a legenda disputar vagas na Câmara dos Deputados.

Rosana participou da convenção estadual realizada na terça-feira (4), em Cuiabá, e chegou a constar na lista de presença do evento. No entanto, seu nome não foi homologado entre os candidatos do partido.

Apesar da frustração, a ex-prefeita afirmou que pretende continuar atuando na política e garantiu que a mudança não representa o fim de seu projeto eleitoral.

“Quero dizer algo bem claro para vocês: eu não desisti. Quem não fez a chapa, quem não a sustentou, foi o partido. Seguimos firmes, de cabeça erguida, com fé e confiança”, concluiu.

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