Várzea Grande
Prefeitura decreta luto oficial por três dias pelo falecimento do secretário de Administração
Várzea Grande
A Prefeitura de Várzea Grande, publicou hoje, (30), o decreto 82/2025 que dispõe sobre a declaração de luto oficial por três dias em razão do falecimento do secretário de Administração, Antônio Roberto Pôssas de Carvalho.
Em respeito à memória do secretário, eventos, solenidades e agendas públicas, durante o prazo de luto oficial, serão remarcados.
“CONSIDERANDO os relevantes serviços prestados ao Município de Várzea Grande/MT, pautados pela dedicação, zelo e compromisso com a coisa pública, fica declarado luto oficial por três dias em sinal de pesar”, declara a prefeita Flávia Moretti (PL) no decreto.
Ele havia assumido o cargo de secretário em Várzea Grande, em abril, com a missão de modernizar a pasta, em especial os processos administrativos. Pôssas era economista, advogado e aposentado como fiscal de tributos, deixou seu legado de serviços prestados a Várzea Grande.
Beto, como era chamado carinhosamente pelos servidores e amigos da Prefeitura, faleceu na noite desta segunda-feira (29) em um hospital de Cuiabá.
Nesse momento de dor profunda, Flávia, Tião e toda equipe da Prefeitura de Várzea Grande, desejam força e fé aos familiares, amigos e servidores que trabalhavam diariamente com o secretário Beto.
Antônio Roberto Possas de Carvalho deixa a esposa Tatiana Dias de Lima Carvalho, três filhas: Kely Carvalho, Carla Carvalho, Anna Camila e quatro netos João Gabriel, Luiz, Letícia e João Rafael.
O velório está sendo realizado na funerária Santa Rita, em Cuiabá. Sepultamento às 16h, no cemitério da Piedade, também em Cuiabá.
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Várzea Grande
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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