Várzea Grande
Prefeitura intensifica ações contra impactos do período chuvoso
Várzea Grande
Equipes reforçam o pedido para que a população colabore com a manutenção da limpeza, evitando descarte irregular de lixo e entulho em vias públicas e áreas verdes
A Prefeitura de Várzea Grande começou a semana com uma grande força-tarefa de serviços de limpeza urbana na região do Grande Cristo Rei, com ações concentradas em pontos estratégicos e de maior circulação e adaptadas para intervir junto aos impactos da forte chuva de ontem (22). As equipes atuam na Avenida Dom Orlando Chaves (em frente ao Correios), na prainha do bairro Lagoa do Jacaré, nas rotatórias da Prefeito Murilo Domingos (antiga 31 de Março) e na Avenida Ary Paes Barreto, além de diversas vias do bairro Cristo Rei.
Os trabalhos incluem varrição, limpeza geral, roçagem, retirada de resíduos sólidos e remoção de entulhos descartados irregularmente. A força-tarefa tem como objetivo melhorar a trafegabilidade, garantir mais segurança para pedestres e motoristas, além de prevenir alagamentos e proliferação de doenças, especialmente neste período de chuvas intensas.
De acordo com a coordenadora da Subprefeitura do Cristo Rei e responsável pela limpeza da região, Ana Paula, o mutirão atende a uma demanda crescente da população. “Estamos reforçando as equipes nas áreas consideradas mais críticas, principalmente nas avenidas de grande fluxo e nas regiões próximas a córregos. O período chuvoso exige atenção redobrada para evitar entupimento de bocas de lobo e acúmulo de resíduos”, destacou.
O secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, ressaltou que o trabalho é contínuo e faz parte do planejamento estratégico da gestão. “Estamos atuando de forma preventiva e permanente em toda a cidade, com atenção especial às regiões que historicamente sofrem com o impacto das chuvas. O compromisso é manter a cidade limpa, organizada e oferecer mais qualidade de vida à população”, afirmou.
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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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