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Várzea Grande realiza 1º Open de Vôlei para fortalecer o esporte e a inclusão social

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A Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, por meio da Superintendência de Esportes, realizou sábado (18), no Ginásio de Esportes Júlio Domingos de Campos – Fiotão, o 1º Open de Vôlei. Mais que uma competição, o evento trouxe momentos de união, aprendizado, respeito e competição.

O professor de educação física João Victor da Silva disse que a ideia de realizar o Open de Vôlei é incentivar a prática do esporte no município, não apenas como uma atividade física, mas como um forte instrumento de inclusão social, saúde mental e projeção de futuro para as crianças. “Neste primeiro momento, vamos criar pequenos grupos para treinarem e competirem entre si e, a partir daí, vamos ver aqueles que mais se destacam e, posteriormente, criar um grupo mais consolidado para as competições estudantis”, informou.

O professor ressaltou ainda que o vôlei exige disciplina, respeito às regras e, acima de tudo, cooperação, bem diferente de outras modalidades, onde a individualidade pode sobressair. “No voleibol ninguém joga sozinho. São necessários três toques na bola para construir uma jogada. Essa dinâmica ensina, na prática, o valor da convivência em comunidade e do apoio mútuo, por isso os jogadores precisam de atenção e de empatia”, comentou.

Ana Júlia disse que gosta da modalidade e que resolveu participar das atividades do Fiotão para também testar as suas habilidades. “Eu quero participar de campeonatos e, para isso, quero testar a minha condição física, me aperfeiçoar e participar desse Open, pois assim posso ter uma avaliação mais precisa. Além disso, a gente pode interagir com outras pessoas e fazer novas amizades”.

Giovana Beatriz Figueiredo Rodrigues comentou que treina vôlei desde o ano passado e resolveu ampliar os seus conhecimentos nas aulas realizadas no Ginásio Fiotão. “Eu gosto dessa modalidade e quero muito me aperfeiçoar, por isso não perco as oportunidades que aparecem e estou aqui para aprender muito mais”.

Aellen Corrêa do Nascimento foi deixar a filha no ginásio para participar das atividades. Ela contou que a filha, Maria Eduarda, sempre estava ansiosa e veio para o esporte justamente para suprir esse déficit. “Ela hoje está transformada, e graças a essa oportunidade que vem tendo com o projeto Mais Esporte. Como mãe, vejo que tem um grande potencial e, por isso, não meço esforços para acompanhá-la nos treinos e nas competições. O apoio da família é fundamental”.

O superintendente de Esportes, Edemilson Piranha, disse que a proposta do evento é difundir a modalidade, bem como promover a descoberta de novos talentos. “O Fiotão é um espaço ideal para a prática desse esporte e queremos definir grupos que possam, além de treinar, competir em campeonatos. Várzea Grande se desponta em várias modalidades e temos muitos jovens talentosos, que projetam no esporte mais que uma atividade física, mas um trabalho. O voleibol profissional movimenta grandes salários, patrocínios e prêmios em dinheiro”, destacou.

Algumas disputas foram realizadas durante a manhã, e os alunos que apresentaram maior rendimento receberam medalhas como incentivo pela participação no Open de Vôlei.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Projeto Raízes da Paz encerra ciclo de nove meses com resultados positivos em escola de Várzea Grande

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), segue fortalecendo parcerias e incentivando projetos que ultrapassam os conteúdos tradicionais da sala de aula e contribuem diretamente para a formação social e emocional dos estudantes da rede municipal.

Um exemplo desse trabalho é o projeto Raízes da Paz, desenvolvido em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que encerrou, nesta sexta-feira (23), um ciclo de nove meses de atividades na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho. A solenidade de encerramento foi realizada no TJMT e reuniu estudantes, educadores e profissionais envolvidos na iniciativa.

A unidade foi escolhida para receber o projeto-piloto após um levantamento identificar a necessidade de desenvolver ações de acolhimento e prevenção de conflitos na comunidade escolar. A partir da parceria entre o TJMT e a SMECEL, foram realizadas atividades envolvendo estudantes, familiares e profissionais da Educação.

Durante os nove meses, o Raízes da Paz promoveu círculos de construção de paz, oficinas, palestras e momentos de escuta, diálogo e reflexão. As ações trabalharam sentimentos, relações familiares, convivência, respeito e a capacidade de crianças e adolescentes expressarem suas dificuldades e serem ouvidos.

Representando a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, Leyze Grecco agradeceu ao TJMT pela parceria e destacou que iniciativas como essa fortalecem o trabalho desenvolvido pela Prefeitura dentro das unidades escolares.

“Sabemos, de forma efetiva, que os círculos trazem resultados. Muitas crianças e jovens não possuem um lugar de fala dentro da família ou mesmo no meio social. Esse espaço de escuta pode gerar transformação, porque é ouvindo que conseguimos identificar os problemas e buscar caminhos para resolvê-los. Nem sempre é fácil falar, às vezes dói, mas nossos alunos abraçaram o projeto e participaram com afinco”, destacou Leyze, que também agradeceu aos estudantes, profissionais da Educação e demais envolvidos.

Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, os resultados já podem ser percebidos no cotidiano escolar. Segundo ela, o projeto ajudou principalmente crianças que apresentavam dificuldades para falar sobre sentimentos e se posicionar diante de outras pessoas.

“O impacto foi muito positivo e essencial. Muitas crianças eram tímidas e não tinham desenvoltura para falar. O projeto contribuiu para que elas aprendessem a dialogar, se expressar e falar também sobre suas dificuldades. Esse desenvolvimento acaba refletindo inclusive nas atividades escolares”, afirmou.

Rosalina explicou que a parceria chegou à unidade por intermédio da Secretaria Municipal de Educação, após o TJMT apresentar a proposta e avaliar diferentes comunidades escolares.

Projeto-piloto pode abrir caminho para novas ações – O coordenador do projeto na Comarca de Várzea Grande, Aparecido Donizete da Silva, explicou que o Raízes da Paz nasceu da parceria entre o Tribunal de Justiça e a Secretaria Municipal de Educação. A EMEB Joaquim da Cruz Coelho foi escolhida para a experiência piloto e, segundo ele, a receptividade da equipe escolar foi fundamental para os resultados alcançados.

“A escola abraçou o projeto. Fizemos círculos, ouvimos famílias, realizamos palestras com a equipe escolar, pais e alunos e trabalhamos com as crianças e adolescentes. O resultado foi muito bom”, avaliou.

Aparecido ressaltou ainda que a proposta tem como uma de suas principais bases o protagonismo de crianças e adolescentes, oferecendo espaços onde possam falar sobre si, aprender a ouvir e desenvolver novas formas de enfrentar conflitos.

“A ideia principal é dar protagonismo ao jovem. Muitas vezes, a gente não precisa falar, precisa ouvir. Quando a criança entende que pode falar e que será ouvida, isso pode transformar a vida dela, da família e, consequentemente, da sociedade”, explicou.

A parceria também investiu na preparação dos profissionais da rede municipal. Conforme o coordenador, cerca de 100 profissionais da Educação de Várzea Grande já foram capacitados para atuar como facilitadores dos círculos, ampliando as possibilidades de continuidade da metodologia nas escolas.

Entre os estudantes que participaram das atividades está Ayra Kelly Feitosa da Costa, de 6 anos. Com a espontaneidade própria da infância, ela contou que participou dos círculos e das atividades sobre sentimentos e aprendeu, principalmente, a importância de ouvir.

“Eu participei do Círculo da Paz e dos desenhos sobre os sentimentos. A gente aprende coisas novas, aprende a escutar outras pessoas e a perceber o que está sentindo naquele momento”, contou.

Para Ayra, a paz está diretamente ligada ao cuidado com o próximo. “A paz simboliza o amor de uma pessoa pela outra. A gente pode ajudar outras pessoas, ouvir melhor, não provocar brigas e não xingar”, resumiu.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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