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Várzea Grande terá Academia Integrada de Segurança Pública

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), recebeu no final da tarde de ontem (4), em seu gabinete, uma comitiva do governo do Estado para discutir a retomada de um espaço abandonado que se transformará em um polo de segurança.

O encontro, que reuniu o secretário adjunto de Segurança Pública (SESP-MT), coronel PM Heverton Moretti, e o secretário adjunto da Sinfra-MT, Isaac Nascimento Filho, teve como pauta a construção da Academia Integrada de Segurança Pública no local onde está paralisada, há  pelo menos 11 anos, as obras do Centro Oficial de Treinamento (COT) Barra do Pari, mais um projeto que deveria ter atendido à Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil e que teve Cuiabá como uma das subsedes.

O novo empreendimento é visto como uma solução para o “esqueleto” deixado pela Copa do Mundo de 2014. O coronel Heverton Moretti explicou o aproveitamento estratégico do local.

“O COT Barra do Pari era para ser um Centro Oficial de Treinamento para a Copa do Mundo e acabou não acontecendo. O governo do Estado de Mato Grosso aproveitou a ideia, apresentada ao governador Mauro Mendes, pelo secretário da SESP, coronel Roveri, mostrando que aquele espaço poderia ser aproveitado para a construção e implementação de atividades de uma Academia Integrada de Segurança Públicas aproveitando parte das instalações já construídas ali”.

O coronel enfatizou a abrangência e a inovação do projeto que demandará um alto investimento e valorizará a região. “O objetivo é construir algo inovador para a segurança pública em nível nacional. Afinal de contas, ele contempla estruturas acadêmicas e infraestrutura para treinamento para o Corpo de Bombeiros, para as Polícias Militar e Civil, para a Politec. Inclusive poderá ser usada pela Guarda Municipal de Várzea Grande”.

Ele pontou ainda que será “um investimento na ordem de R$ 150 milhões que irá trazer, obviamente,  valorização para a região, e portanto, para o município de Várzea Grande e, obviamente, vai atender às necessidades da segurança pública no que diz respeito à capacitação do seu material humano”.

PARCERIA COM A PREFEITURA – O encontro com a prefeitura teve como objetivo o alinhamento das etapas burocráticas finais. O coronel Heverton garantiu que a obra está pronta para começar: “As obras já estão licitadas, nós já temos um contrato assinado. Aliás, esta foi a motivação de estarmos aqui para alinharmos com a prefeita de Várzea Grande providências no sentido de liberar o alvará de construção e outras licenças necessárias. Queremos, nos próximos 20 dias, iniciarmos efetivamente a obra e o prazo estimado de conclusão é de dois anos”.

A prefeita Flávia Moretti confirmou o compromisso da administração municipal com a celeridade da obra, que representa não apenas segurança, mas também desenvolvimento urbano para Várzea Grande. “A transformação do que seria um fracasso da Copa em um centro de excelência para a segurança pública é motivo de orgulho e um ganho imenso para nossa cidade. Daremos todo o suporte necessário para que as licenças sejam liberadas o mais rápido possível e essa obra histórica se torne realidade, gerando emprego e trazendo mais segurança para todos”.

A secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, destacou a importância da intervenção para o planejamento da área.  “Estamos trabalhando em conjunto com a SESP e a Sinfra para garantir que a regularização e o licenciamento ocorram sem entraves e de forma totalmente legal. Este projeto não é apenas uma construção, é a revitalização de uma área crucial de Várzea Grande, integrada ao nosso plano de desenvolvimento urbano”.

Também participaram da reunião o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, além de esquipes técnicas dos governos Estadual e Municipal.

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Palestra aborda protocolo dos Bombeiros para vítimas de violência

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O enfrentamento à violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção às vítimas estiveram em pauta na terça-feira (1º), durante palestra promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre o Procedimento Operacional Padrão (POP) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso para o atendimento a mulheres em situação de violência. Ministrada pela tenente-coronel BM Karina Matos de Oliveira, a atividade integrou a programação da campanha Agosto da Segurança Institucional, coordenada pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI).O evento reuniu servidores do MPMT e estudantes do 2º semestre do curso de Direito da Faculdade Fasipe, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça da Capital. Além de apresentar os protocolos adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), a palestrante destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública e da disseminação de informações que contribuam para a prevenção e o enfrentamento da violência de gênero.Durante a exposição, a tenente-coronel abordou o papel estratégico do Corpo de Bombeiros no acolhimento e na proteção de mulheres vítimas de violência, ressaltando que os bombeiros frequentemente representam o primeiro contato da vítima com o poder público. Também chamou a atenção para o cenário preocupante dos casos de feminicídio em Mato Grosso, estado que lidera o ranking nacional pelo segundo ano consecutivo, e para a necessidade de um atendimento humanizado, qualificado e livre de revitimização.Outro destaque da palestra foi a apresentação das metas assumidas pelo CBMMT no âmbito do Plano Estadual de Metas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que prevê a capacitação de grande parte do efetivo da corporação para o acolhimento especializado. A oficial detalhou ainda o fluxo de atendimento previsto no POP 10, desde o deslocamento das equipes até o registro da ocorrência, enfatizando práticas de escuta qualificada, preservação da privacidade, encaminhamento adequado das vítimas e utilização de ferramentas de proteção, como o aplicativo SOS Mulher.Segundo ela, a apresentação também buscou orientar sobre medidas de prevenção e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, bem como sobre a atuação conjunta do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). “Precisamos cada vez mais falar sobre o tema e levar informação às mulheres e aos homens, para que saibam como agir diante de uma situação de violência”, ressaltou.O coordenador do CSI, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou que a programação desenvolvida ao longo do mês buscou ampliar a cultura de prevenção e conscientização dentro da instituição. Segundo ele, os eventos tiveram o objetivo de capacitar e sensibilizar os integrantes do Ministério Público para temas relacionados à segurança institucional. “Fechamos hoje com a palestra sobre o atendimento às vítimas de violência, um tema de extrema relevância para a segurança como um todo”, afirmou, defendendo que a conscientização sobre o assunto permaneça presente durante todo o ano.A coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Fasipe, Izabel Ferreira de Souza Barbosa, avaliou que a palestra representou uma importante oportunidade de aprendizado e reflexão para os acadêmicos. Segundo ela, discutir a violência de gênero em diferentes espaços fortalece a formação dos estudantes e amplia a conscientização sobre a responsabilidade social de cada cidadão. “O Ministério Público abrir essa porta para nós só nos faz agradecer. Foi uma experiência de grande valia e importância”, destacou.A estudante de Direito Heloísa Mayara enfatizou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve permanecer em evidência de forma contínua. Para ela, o debate permanente contribui para ampliar a conscientização da sociedade e fortalecer a proteção às vítimas. “É um assunto que precisa ser tratado sempre, porque conhecimento nunca é demais, especialmente quando falamos de um problema que continua acontecendo todos os dias”, afirmou.Também integrou a atividade uma apresentação das representantes do Espaço Caliandra, que compartilharam informações sobre os serviços oferecidos pela iniciativa e apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Observatório Caliandra, voltado ao acompanhamento e à produção de dados relacionados à violência contra mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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