Cultura
Cine Ceará inicia 35ª edição com mostras e debates gratuitos
Cultura
Completando 35 anos em 2025, o Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema começa mais uma edição neste sábado, em Fortaleza.

A programação, que vai até o dia 26 deste mês, inclui três mostras competitivas concorrendo ao Troféu Mucuripe em várias categorias: mostra Longa-Metragem Ibero-Americano, Curta-Metragem Nacional e mostra Olhar do Ceará, dedicadas às produções de realizadores do estado.
Também estão previstas exibições especiais, mostras sociais, cursos, homenagens e pelo menos 14 debates.
Na Mostra Competitiva de Longa-Metragem, o Brasil está representado com a ficção “Gravidade”, de Leo Tabosa, e o documentário “Do outro lado do pavilhão”, de Emília Silveira. Ao todo, são 13 longas-metragens e 29 curtas.
A atriz Mariana Ximenes será a homenageada com o Troféu Eusélio Oliveira, concedido a personalidades de destaque no audiovisual brasileiro. A artista atuou em mais de 30 longas para o cinema e em pelo menos 20 produções para televisão, além da presença no teatro e também como fundadora do coletivo poético-teatral Cara Palavra.
Todas as sessões têm acesso gratuito e podem ser consultadas no site cineceara.com.
As exibições estão divididas entre o Cine Teatro São Luiz e o Cinema do Complexo Cultural Dragão do Mar, enquanto os debates acontecem no Hotel Sonata de Iracema.
Para os filmes exibidos no Cinema do Dragão, os ingressos serão disponibilizados na bilheteria do cinema sempre 1 hora antes do início de cada sessão.
*Reportagem de Madson Euler.
Cultura
Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações
A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.
Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:
“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.
Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:
“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.
Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:
“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”
Maria Coruja
O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.
A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).
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