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Dom da Paz: Galo Gigante, no Recife, homenageia Dom Helder Câmara

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A Ponte Duarte Coelho, no centro da cidade do Recife, foi palco, nesta quarta-feira (11), de um dos momentos mais aguardados do Carnaval de 2026: a subida do Galo Gigante, que neste ano presta homenagem a Dom Helder Câmara, o “Dom da Paz”.

Em um cortejo nunca antes visto, o “coração” simbólico do arcebispo Dom Helder foi “transplantado” para uma estrutura gigante de 30 metros. O coração foi feito com resíduos de papel e iluminado por luzes de LED que deram efeito de pulsação, simbolizando fé, esperança e humanidade. 

Dom Helder, que vivia na Igreja das Fronteiras e sempre abençoou os blocos que passavam por sua porta, dizia que o Carnaval é um ato de comunhão. 

A cerimônia representa o início da contagem regressiva para o maior ‘Carnaval do Mundo’, como dizem os pernambucanos.

Todo ano milhares de pessoas se encontram para acompanhar o erguer do galináceo ‘mais famoso em linha reta da América Latina’, fazendo do Centro do Recife um cenário de celebração, memória e identidade cultural.

A programação é de tirar o fôlego e reúne música, dança e manifestações populares, em uma das maiores festas do Estado.

Após ser erguido, o Galo reina absoluto sobre a Ponte Duarte Coelho até o domingo posterior ao Carnaval, dia 22 de fevereiro.


Fonte: EBC Cultura

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Feira do Livro de SP reúne de autores consagrados aos independentes

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Em São Paulo, a quinta edição da Feira do Livro segue até domingo (7) com centenas de autores e expositores na Praça Charles Miller no Pacaembu, com entrada gratuita.

Esse é o quinto ano do festival literário que reúne mais de 160 expositores, entre editoras, livrarias e instituições dedicadas ao livro e à leitura. A programação traz três palcos oficiais e três de atividades paralelas.

O diretor-geral da Feira do Livro, Paulo Werneck, comenta sobre o destaque para a literatura latino-americana.

“A gente sempre teve grandes autores da América Latina visitando a feira. Então vai ter a Pilar Quintana, por exemplo, é uma das maiores autoras do mundo atualmente. Ela escreveu aquele livro A Cachorra, que é um livro muito celebrado. E a Alejandro Droznes, que é um autor que fala sobre a Copa Libertadores da América e a história da América Latina. Vem gente de várias regiões: Chile, Argentina, Colômbia…”

O evento traz autores consagrados como Ana Maria Machado e Silviano Santiago, além de nomes da nova safra, e livreiros independentes de São Paulo, que falam sobre o Mapa das Livrarias de Rua.

A literatura infanto-juvenil marca presença, em atividades como o bate-papo com Madu Costa, autora do livro “Trança a trança”, sobre uma avó que trança o cabelo da neta. A escritora explica que o livro ilustrado celebra o pertencimento e a ancestralidade do povo negro.

“Essa ancestralidade permanece no sorriso que a menina e a avó entregam. Elas de pé no chão, no quilombo, da roda, do contato com a terra.  Dessa coisa da herança ancestral,  num texto que tem tantas camadas, dá um tratado sobre as relações africanas e as heranças africanas na constituição da nossa identidade”.

A feira também discute questões contemporâneas, como o genocídio na Palestina, com o cientista político Norman Finkelstein, e o excesso de tempo de tela entre as crianças, num papo com os escritores infantis Jaminho Alves e Luis Lodi.

A programação da Feira do Livro é gratuita e os detalhes estão no site afeiradolivro.com.br

* Com colaboração de Victor Ribeiro.


Fonte: EBC Cultura

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