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O Agente Secreto vai representar o Brasil na corrida pelo Oscar 2026

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O filme O Agente Secreto, do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, será o representante do Brasil para concorrer a uma das cinco vagas na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2026. A escolha foi divulgada nesta segunda-feira (15) pela Academia Brasileira de Cinema.

A Comissão de Seleção optou pelo filme de Mendonça, entre os seis títulos nacionais que chegaram à etapa final para concorrer à vaga. O anúncio foi feito pela produtora de cinema Sara Silveira, que atualmente preside a comissão.

“A gente tá tendo a oportunidade de fazer uma escolha pós vitória no último Oscar com o filme Ainda Estou Aqui. Então, tenho a honra de aqui anunciar para o Brasil, para o mundo, O Agente Secreto como nosso representante para no Oscar, (07:22) com direção de Kleber Mendonça e todo o aparato que esse filme construiu com os prêmios magníficos, que esteve com duas Palmas de Ouro em Cannes, mais o filme Fipresci; e um filme importantíssimo que tem que ser dado o valor, que é o Prêmio do Cinema Independente”.

O Agente Secreto recebeu recentemente importantes premiações que tornaram o filme favorito. No Festival de Cinema de Cannes deste ano, levou melhor ator para Wagner Moura e melhor diretor para Kleber Mendonça Filho. Além disso conquistou também prêmio da crítica internacional e dos exibidores independentes da França.

Críticos brasileiros e estrangeiros acreditam que o filme brasileiro pode figurar em outras categorias quando forem anunciados os indicados ao Oscar no ano que vem. A Presidente da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, Renata Almeida Magalhães, destacou a força da safra de filmes nacionais este ano.

“Posso dizer por todos, e como cineasta brasileira, que foi um orgulho e uma emoção muito grande ter tido 16 títulos tão incríveis, tão maravilhosos, tão dignos de uma cinematografia poderosa. Uma cinematografia não é feita de um filme só, ela é feita de muitos filmes. Qualquer um poderia nos representar dignamente, com orgulho. E o mais interessante disso tudo é que a gente também reflete os milhares de “Brasis” que a gente tem, que é a nossa diversidade, a nossa cor, a nossa região”.

No mercado internacional, O Agente Secreto será distribuído e terá campanha para a premiação feita pela Neon, responsável por recentes vencedores do Oscar como Anora e Parasita. O anúncio dos indicados ao Oscar 2026 acontece no dia 22 de janeiro.

Este ano, o Brasil ganhou pela primeira vez o Oscar de Melhor Filme Internacional com Ainda Estou Aqui, do diretor Walter Salles, estrelado por Fernanda Torres, que também concorreu ao prêmio na categoria Melhor Atriz, mas não levou a estatueta.


Fonte: EBC Cultura

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Com Amor, Alcione: exposição celebra a dama do samba

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Alcione, uma das maiores cantoras e sambistas do Brasil, é homenageada em exposição gratuita, em cartaz até 6 de dezembro, no Museu das Favelas, em São Paulo. Depois de passar pelo Centro Cultural Vale Maranhão, em São Luís, a mostra Com Amor, Alcione chega a capital paulista com mais de 650 itens do acervo da artista.

Dona de uma voz grave e aveludada, expressa em canções como Figa de Guiné, Não deixe o samba morrer e A loba, Alcione tem sua trajetória contada no Museu das Favelas como num álbum de família: desde a infância em São Luís, onde aprendeu a tocar instrumentos de sopro com o pai, que fazia parte de uma banda militar, até a mudança para o Rio de Janeiro, no final da década de 1960.

O curador institucional Jairo Malta, destaca os temas da fé, carnaval e das identidades negra e nordestina, e o quanto a questão da migração também se faz muito presente na biografia de Alcione. 

“A Alcione é um retrato do Brasil, nesse sentido. De muita gente que saiu desses territórios — Norte e Nordeste — para tentar oportunidades em dois eixos onde estavam se construindo as grandes cidades. Então, ela faz essa dedicação a todas essas pessoas que cruzaram o Brasil para construir boa parte do Brasil. Mas não só isso, a exposição mostra uma mulher negra, periférica, nordestina, que conseguiu fazer tudo isso de uma forma difícil, mas que alcançou.”. 

A carreira de Alcione foi marcada por passagens na televisão, na relação próxima com a Estação Primeira de Mangueira, por turnês mundiais e nacionais, além de mais de 30 discos gravados. No ano passado, a dama do samba lançou um álbum de inéditas e segue na ativa. Jairo Malta comenta a importância de o Museu das Favelas homenagear artistas em vida. 

“Reverenciar memórias vivas, memórias que ainda estão aqui, é de suma importância. Porque a gente consegue conversar com pessoas de todas as idades. Então, ter Alcione com a gente, além de todos esses temas: migração, negritude, periferia, favela e memória, é poder reverenciar também alguém que está do nosso lado, está fazendo muito sucesso, fazendo turnê e que ainda vai fazer mais história”  

Da gravação do primeiro compacto, com as faixas Figa de Guiné e O sonho acabou em 1972, já se passaram 54 anos. Aos 78 anos de vida, Alcione segue em turnê, não deixando o samba morrer.  


Fonte: EBC Cultura

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