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Plataforma com filmes nacionais gratuitos também é opção para carnaval

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Para quem prefere passar os dias de folia em casa neste período de carnaval, a dica é aproveitar e conferir 18 filmes nacionais, de várias regiões do país, que chegaram ao catálogo do serviço de streaming gratuito do Itaú Cultural Play.

Entre as opções está a comédia Recife Frio, curta-metragem dirigido por Kleber Mendonça Filho, que retrata sua cidade natal sob uma drástica mudança climática. Com a linguagem de documentário, a ficção mostra a capital pernambucana em um clima frio, e aborda temas como especulação imobiliária, desigualdade social e impacto do turismo.

Já o documentário Brasiliana: o musical negro que apresentou o Brasil ao mundo, de Joel Zito Araújo, conta a história da companhia de teatro, dança e música fundada em 1949, no Rio de Janeiro, por artistas negros que excursionou por 90 países.

Tem também o documentário Empate, de Sergio de Carvalho, que resgata a história do movimento seringueiro das décadas de 70 e 80 no estado do Acre. O nome do filme faz referência às estratégias pacíficas de resistência, para impedir o desmatamento da Amazônia, conhecidas como empate.

Outra produção da região Norte, o curta Dasilva Daselva, de Anderson Mendes, apresenta a vida e obra do artista e ecologista Sebastião Corrêa da Silva, que produziu mais de 600 obras sobre a fauna e flora da floresta amazônica.

O Cariri paraibano é cenário do documentário Serão de Caio Bernardo, que relata a extração manual de cal e o trabalho na indústria têxtil a partir do cotidiano de uma família.

Dois curtas-metragens do Espírito Santo também estão disponíveis na plataforma: Depois Deste Desterro, de Renan Amaral, que acompanha uma personagem no contexto da ditadura militar, em 1968, de volta à sua terra natal; e Canto das Areias, de Maíra Tristão, que resgata a memória de uma vila soterrada pelas dunas.

Além dos curtas e documentários, a plataforma oferece ainda a coleção Cine Curtinhas com oito filmes voltados para o público infantil. Entre eles, estão PiOinc que mostra a amizade entre um porco e um passarinho; a animação Abraços, sobre uma filha que escreve aventuras imaginárias num diário para animar a mãe que está triste; O Jardim Mágico, que se inspira nas fábulas, e Eu e o boi, o boi e eu, que fala da cultura popular da lenda do Boi da Manta.

Os filmes estão disponíveis gratuitamente pelo site itauculturalplay.com.br


Fonte: EBC Cultura

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Janis Joplin é homenageada em exposição no Museu da Imagem e do Som-SP

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Ícone da contracultura hippie e dona de uma das maiores vozes do rock, Janis Joplin é homenageada em uma exposição que começou nesta quinta-feira no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. São mais de trezentos itens originais da cantora e compositora estadunidense, entre cartas, fotografias, figurinos e discos. 

Janis Joplin teria completado 83 anos em janeiro. Ela morreu em outubro de 1970, aos 27 anos, e se consagrou como uma das grandes vozes do rock, além de ter uma presença de palco eletrizante. 

Na mostra, o público pode ver fotos, livros e discos de músicos de blues que influenciaram a artista, além de cartas, desenhos criados por ela, acessórios e roupas  – objetos que estavam guardados desde a morte da cantora e são exibidos pela primeira vez.  O diretor-geral do MIS e curador da exposição, André Sturm, explicou a ideia de dividir a exposição por sentimentos. Para ele as emoções eram intensas, por isso escolheu este lado mais potente: o amor, a felicidade, a tristeza, a liberdade…

A intensidade da voz rasgada pode ser ouvida em trechos de músicas disponíveis na mostra e também no vídeo exibido em uma tela enorme  com um trecho da apresentação no Festival de Monterey Pop em 67, um ponto de virada na carreira de Janis Joplin. 

Uma das salas é dedicada à vinda de Janis ao Brasil: em fevereiro de 1970, meses antes de morrer, ela desembarcou no Rio de Janeiro, em pleno carnaval, conheceu Alcione e Serguei, deu canjas em boates e foi fotografada nas praias cariocas. 

Chris Flannery foi consultor da exposição, e fez a ponte entre o museu e a família da cantora. Ele conta que a mostra traz a essência do estilo boho-chic de Janis e vai além

“Eu acho que nos manuscritos, nos desenhos dela, você vai ver um lado dela que as pessoas não conheciam: ela era uma artista. Então tem um espaço com a arte dela aqui. Então agora você tem a chance de começar a entender quem foi essa mulher. E tem muitos detalhes, muitas coisas da história dela e foi feito um ótimo trabalho de capturar a essência de quem ela foi como musicista”.


Foto da Expo Janis Joplin
Foto da Expo Janis Joplin

Entre os anos de 1966 e 1970, Janis Joplin gravou quatro discos: dois como vocalista da banda Big Brother and the Holding Company e dois em carreira solo. O último deles, “Pearl”, foi lançado em janeiro de 1971, três meses depois da morte da cantora.

Janis Joplin foi livre à sua própria maneira e, além da importância na música, também representou um símbolo de liberdade para as mulheres ao não se encaixar em papéis sociais estabelecidos. 

A exposição “Janis” fica em cartaz no MIS até o mês de julho, e os ingressos podem ser comprados no site do museu. Às terças-feiras, a entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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