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Salvador recebe festival internacional de grafitti

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Salvador recebe, a partir desta quinta-feira (26), a 8ª edição do Festival Internacional de Graffiti Bahia de Todas as Cores. O evento, considerado um dos principais movimentos de arte urbana do país, reúne mais de 100 artistas brasileiros e do exterior.

Com o tema Tecnologia Ancestral, o festival, que segue até o próximo domingo (29), tem programação totalmente gratuita, incluindo ações formativas, apresentações culturais, debates e muitas intervenções artísticas dos grafiteiros, onde o público poderá acompanhar a produção de painéis de graffiti em tempo real.

O protagonismo feminino é destaque na cena do graffiti, com ações como a plataforma Flor de Cacto, voltada à formação e fortalecimento de mulheres na arte urbana.

As ações vão ocupar o Centro Histórico de Salvador – especialmente a Barroquinha, onde o festival deu seus primeiros passos, o Pelourinho e também o bairro Massaranduba.

A abertura acontece a partir das 19h, no Museu Eugênio Teixeira Leal, que fica no Pelourinho, com a masterclass “Além dos Muros: Realidade Aumentada, Projeção e Novas Mídias na Arte de Rua”, que vai destacar o impacto e o uso da tecnologia no trabalho da arte urbana do graffiti.

No segmento musical, o Largo Tereza Batista, no Centro Histórico, recebe, no sábado (28), apresentações de BNegão, Freelion e Fragmento do Samba, a partir das 19h. E no sábado e domingo, a partir das 10h, vários grupos de Sound System, liderados pelo pioneiro dessa cultura na Bahia, o Ministereo Público, se apresentam no fim da linha da Barroquinha.

Os Sound Systems são um movimento musical parceiro da arte urbana; paredões e amplificadores musicais comandados por dj’s e mc’s voltados para execução principalmente de rap, trap e outras vertentes urbanas.

Toda a programação do Festival Internacional de Graffiti Bahia de Todas as Cores está disponível no instagram.
 




Fonte: EBC Cultura

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Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações

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A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.

Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:

“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.

Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:

“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.

Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:

“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”

Maria Coruja

O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.

A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).


Fonte: EBC Cultura

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