Cultura
Teatro Nacional recebe Concerto das Nações nesta quinta-feira
Cultura
A Orquestra Sinfônica de Brasília apresenta nesta quinta-feira (20), às 20h, mais um espetáculo do ciclo Concerto das Nações, no Teatro Nacional Claudio Santoro. Nesta semana, a apresentação homenageia a riqueza da música erudita da Polônia, como detalha o maestro titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Brasília, Claudio Cohen:

“Neste mês de agosto, iniciamos a primeira semana com um concerto suíço. Na semana passada, tivemos um concerto equatoriano e, nesta semana, temos um concerto polonês. Então, convidei o maestro Pawel Przytocki, que é um maestro muito prestigiado na Polônia, e nós vamos tocar dois compositores importantes poloneses, Lutoslawski e Karlowicz, que são compositores que não são tão conhecidos do público brasileiro. No entanto, é uma oportunidade ímpar de podermos mostrar, tanto para os nossos músicos como para a plateia e o público em geral, esses compositores.”
Pela programação, Brasília receberá de dez a 15 concertos articulados com representações diplomáticas, com o objetivo de realizar o intercâmbio entre músicos e levar a cultura de outros povos para público da capital federal.
Após mais de uma década fechado, devido a irregularidades na segurança e na estrutura, o Teatro Nacional reabriu as portas da sala Martins Pena para a Orquestra Sinfônica em abril de 2025. As apresentações ocorrem sempre às quintas-feiras, com entrada gratuita.
O maestro Cláudio Cohen comemora o grande interesse do público, que tem garantido a casa cheia, para apreciação de música clássica:
“Temos tido um fluxo acima das expectativas. Realmente, o teatro trouxe um interesse renovado do público da orquestra, não só para ver os concertos, mas também por essa curiosidade de conhecer um teatro que ficou fechado por 11 anos. Então, realmente, temos tido um público muito grande, um público diverso, de jovens, adultos e pessoas de mais idade.”
Ópera Romântica
Em 27 de agosto, o Teatro Nacional recebe o concerto Ópera Romântica, com o protagonismo da soprano brasiliense Manuela Korossy, a primeira cantora lírica brasileira a se formar na prestigiada Juilliard School, de Nova York.
Para participar dos concertos, é preciso retirar o ingresso de forma online pela plataforma Sympla. Ao todo, são 478 lugares, divididos em dois lotes, sempre às quartas-feiras, às 18h, e quintas-feiras, ao meio-dia. A classificação etária mínima é de 7 anos.
Os ingressos são válidos para entrada somente até as 19h50. Para pessoas sem ingresso, há fila de espera no teatro, por ordem de chegada, se confirmada a desistência dos titulares dos convites.
*Com produção de Salete Sobreira
Cultura
No Recife, exposição imersiva homenageia Dom Helder Camara
No mês em que se celebra os 95 anos de ordenação de Dom Helder Camara, a comunidade católica recifense e os turistas que visitarem a capital pernambucana desta quarta-feira (19) até o próximo sábado (22) poderão visitar uma exposição imersiva dedicada ao religioso. A experiência multissensorial que homenageia a liderança religiosa é organizada pela Secretaria Municipal de Turismo, em parceria com o Instituto Dom Helder Camara.

A Igreja de Nossa Senhora da Assunção das Fronteiras, que fica no bairro Boa Vista, receberá a projeção “Dom Helder Camara – Luz, Fé e Memória”, que utilizará luz, arte e tecnologia para oferecer uma experiência que aproximará o público de sua história, espiritualidade e legado humanitário.
Durante 25 minutos, o interior do templo será transformado em um ambiente de contemplação e memória, por meio da integração entre projeção mapeada, trilha sonora original, locução, fotografias históricas, animações, arte sacra e iluminação cênica.
Ao longo da narrativa audiovisual, frases marcantes de Dom Helder serão projetadas sobre a arquitetura da igreja, reforçando valores como paz, fraternidade, esperança, solidariedade e justiça social. As apresentações ocorrem entre 19h e 21h, com intervalos de 25 minutos.
Dom Helder
Dom Helder foi um dos fundadores da CNBB, que teve importante papel de enfrentamento ao regime militar. Foi justamente nesse período que ele se tornou arcebispo de Recife e Olinda, em 1964, cargo que ocupou até a metade da década de 1980.
Dom Helder chegou a ser indicado algumas vezes ao Prêmio Nobel da Paz, nos anos 70, por causa da sua luta pelos direitos humanos. Segundo a Comissão Estadual da Memória e Verdade de Pernambuco, batizada com o nome de Dom Helder, o governo ditatorial brasileiro da época interveio para que a premiação não ocorresse em uma das indicações ao prêmio, ocorrida em 1972.
Dom Helder Camara faleceu no dia 27 de agosto de 1999, aos 90 anos de idade, em sua casa, na cidade do Recife.
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