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Abílio barra doação de área para construção do novo Shopping Popular em Cuiabá
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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), decidiu cancelar a doação do terreno que seria destinado à construção do novo Shopping Popular e informou que enviará à Câmara Municipal um projeto de lei para transformar a área em concessão pública. A proposta mantém o espaço sob posse do Município, mas autoriza o uso pelos comerciantes por um período determinado.
Com a medida, o prefeito reverte o acordo firmado na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), que previa a transferência definitiva da área à Associação dos Camelôs de Cuiabá em troca da instalação de uma usina de energia solar, que nunca saiu do papel.
Segundo Abílio, o Município não pode abrir mão de um patrimônio público de forma permanente.
“Vamos enviar à Câmara um projeto para autorizar o uso por concessão, e não por doação. O bem continua sendo da Prefeitura”, afirmou. A concessão deve ter validade entre 15 e 20 anos, tempo considerado suficiente para que os permissionários reconstruam e mantenham o espaço.
O prefeito também criticou o modelo de permuta firmado anteriormente, que trocava 11 mil m² do Centro de Convivência de Idosos Padre Firmo Pinto Duarte Filho por uma usina fotovoltaica.
“Não existe essa forma de pagar o Município com energia solar que nem foi instalada”, acrescentou.
A decisão da Prefeitura tem apoio do Ministério Público Estadual (MPE), que já havia se manifestado contra o formato da doação. A usina prometida como contrapartida nunca foi entregue, e o acordo foi formalmente rejeitado pela gestão atual.
O Shopping Popular foi destruído por um incêndio em julho de 2024, causado por um curto-circuito em um dos boxes. Desde então, centenas de comerciantes estão trabalhando em estruturas provisórias enquanto aguardam a definição sobre o novo espaço.
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Liderado por Max Russi, Podemos ganha força para indicar vice em eventual chapa de Pivetta
O Podemos, sob liderança do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, aparece como o partido mais cotado para indicar o vice em uma eventual chapa à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Segundo informações do Jornal A Gazeta, a sigla, no entanto, enfrenta um entrave interno: a ausência de uma mulher com perfil considerado adequado por aliados de Pivetta para compor a chapa majoritária.
Apesar de ter ampliado seus quadros recentemente, com a filiação de diversas lideranças, incluindo mulheres, o partido esbarra em questões legais. Isso porque possíveis nomes não teriam se desincompatibilizado ou renunciado aos cargos dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral, o que inviabiliza a participação na disputa.
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